Sistema de 20 kW da AeroVironment passa em teste conjunto com FAA e a JIATF 401 em 6 de maio de 2026
A AeroVironment passou pela primeira vez no teste da FAA com o seu sistema LOCUST laser anti drone de 20 kW. O teste aconteceu em 6 de maio de 2026 em White Sands, no Novo México.
Segundo o Task & Purpose, o LOCUST conseguiu derrubar múltiplos drones sem afetar a navegação de aviões civis na área.
Esse certificado é histórico para o setor. Conforme reportou a DefenseScoop, libera o LOCUST para operação em bases militares próximas a aeroportos comerciais.
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Por isso, o sistema fica autorizado para uso na fronteira sul dos EUA. Conforme a FAA, há acordo formal entre a agência aérea e o Departamento de Guerra.
Em paralelo, o Pentágono selecionou 5 bases militares para receber o LOCUST. Conforme a Defense News, Fort Bliss é uma das selecionadas.
De fato, o LOCUST entra em operação real em 2026. Após anos como protótipo, finalmente vai abater drones em ambiente operacional.

O que é o LOCUST laser anti drone
O LOCUST laser anti drone é um sistema de armas de energia direcionada. Tem 20 kW de potência e usa feixe laser para danificar drones em voo.
Conforme detalhamento da datasheet oficial da BlueHalo, parceira do projeto, o sistema tem alcance efetivo de até 5 km.
Por isso, é eficaz contra drones comerciais e militares pequenos. Tipo Shahed-136 iraniano (usado pela Rússia na Ucrânia) e DJI Mavic.
Em paralelo, o custo por disparo é baixíssimo. Cerca de 1 dólar por engajamento, contra 100 mil dólares de um míssil Stinger.
Conforme a CBS News, esse custo radicalmente menor muda a equação econômica da defesa aérea moderna.
De fato, drones baratos forçaram o desenvolvimento desse contra-arma. Senão, qualquer ataque de massa drena rapidamente o estoque de mísseis defensivos.

Como funcionou o teste em White Sands
O teste do LOCUST laser anti drone envolveu cenários “stationary” e “airborne”. Conforme a Army Recognition, drones estáticos e em voo foram alvejados.
Por isso, o teste cobriu múltiplas situações operacionais. Demonstrações automáticas de shut-off também foram avaliadas.
Em paralelo, os critérios de identificação positiva foram cruciais. O LOCUST precisa confirmar que o alvo é hostil antes de disparar.
Conforme a Las Vegas Sun, “a demonstração no White Sands foi marco histórico” (Las Vegas Sun). Foi a primeira vez que esse nível de teste foi conduzido em espaço aéreo civil compartilhado.
Dessa forma, a aprovação da FAA foi crítica. Outras sistemas similares foram barrados em testes em ambiente civil.
De fato, o LOCUST agora avança para operação real. Espaços aéreos americanos passam a ter cobertura laser-defesa contra drones.

As 5 bases que receberão o LOCUST no programa piloto
O Pentágono selecionou 5 bases para receber o LOCUST laser anti drone no programa piloto. Fort Bliss no Texas é uma delas.
Conforme a KVIA, a escolha de Fort Bliss reflete a importância da fronteira sul. A região tem registros frequentes de invasões de drones.
Por isso, o LOCUST vira primeira linha de defesa anti-drone. Substitui sistemas baseados em mísseis ou jamming eletrônico.
Em paralelo, a AeroVironment lançou em março de 2026 a versão LOCUST X3. Conforme a Breaking Defense, a nova versão tem IA integrada para identificação automática.
De fato, a IA acelera o ciclo de decisão. Em vez de operador humano confirmar alvo, o sistema valida em milissegundos.
Conforme análise da Warrior Maven, o Exército americano acelerou o cronograma de adoção. A demanda operacional na fronteira é prioridade política.
- Sistema: AeroVironment LOCUST laser anti drone (versão padrão e X3)
- Potência: 20 kW
- Alcance efetivo: até 5 km
- Custo por disparo: ~1 dólar
- Teste FAA: 6 de maio de 2026, White Sands
- Bases selecionadas: 5 (incluindo Fort Bliss, Texas)
- Operação anterior: USS George H.W. Bush, outubro 2025
Impacto mundial e adoção do LOCUST por outros países
O LOCUST laser anti drone não fica restrito aos EUA. Outras nações já demonstram interesse na tecnologia.
Conforme a Calibre Defence britânica, o Reino Unido avalia o LOCUST X3 para defesa de bases reais.
Por isso, a tecnologia vira pilar da OTAN. A guerra na Ucrânia mostrou como drones baratos podem saturar defesas aéreas tradicionais.
Em paralelo, a Rússia desenvolve sistemas similares. Conforme reportou a Raytheon, o ecossistema laser-defesa cresceu 300% em 2025.
De fato, Israel já opera lasers Iron Beam em Gaza desde 2024. O LOCUST é a versão americana adaptada para ambiente compartilhado civil.
Dessa forma, o setor de defesa aérea sofre mudança estrutural. Lasers vão substituir parcialmente sistemas baseados em mísseis nas próximas décadas.

Implicações para infraestrutura crítica e petróleo
O LOCUST laser anti drone tem aplicação direta na proteção de infraestrutura energética. Refinarias, oleodutos e plataformas offshore são alvos potenciais.
Por isso, operadoras como Petrobras, Aramco e Shell acompanham a tecnologia. Conforme análise da Mugin UAV, drones já são usados em ataques contra refinarias no Oriente Médio.
Em paralelo, a Petrobras já integrou fórum global de incidentes. A questão de drones hostis está na agenda formal.
De fato, refinarias e portos brasileiros podem aderir a sistemas similares no futuro. O custo de 1 dólar por disparo torna a defesa anti-drone economicamente viável para o setor privado.
Conforme análise da PwC Brasil, o setor de energia brasileiro investe cada vez mais em segurança crítica.
Para mais sobre o setor militar moderno, vale ler a cobertura do Click Petróleo e Gás sobre tecnologias militares avançadas.
Para outro caso de tecnologia industrial, vale conferir a cobertura do Click Petróleo e Gás sobre inovações industriais.
Vale notar que o LOCUST tem limitações. Funciona em condições de visibilidade clara — chuva forte ou neblina reduzem o alcance dramaticamente.
Apesar disso, o setor consolida a transição. Em 2030, sistemas laser-defesa devem proteger maioria das bases militares americanas e instalações críticas.
