1. Início
  2. Forças Armadas
  3. AeroVironment passa pela primeira vez no teste da FAA com o laser LOCUST de 20 kW em White Sands e libera o sistema para abater drones sem risco para aviões civis
Faça um comentário 5 min de leitura

AeroVironment passa pela primeira vez no teste da FAA com o laser LOCUST de 20 kW em White Sands e libera o sistema para abater drones sem risco para aviões civis

Imagem de perfil do autor Douglas Avila
Escrito por Douglas Avila Publicado em 13/05/2026 às 18:00 Atualizado em 13/05/2026 às 18:03
LOCUST laser anti drone disparando feixe contra múltiplos drones no White Sands Missile Range Novo México em 6 de maio de 2026
  • Reação
3 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Sistema de 20 kW da AeroVironment passa em teste conjunto com FAA e a JIATF 401 em 6 de maio de 2026

A AeroVironment passou pela primeira vez no teste da FAA com o seu sistema LOCUST laser anti drone de 20 kW. O teste aconteceu em 6 de maio de 2026 em White Sands, no Novo México.

Segundo o Task & Purpose, o LOCUST conseguiu derrubar múltiplos drones sem afetar a navegação de aviões civis na área.

Esse certificado é histórico para o setor. Conforme reportou a DefenseScoop, libera o LOCUST para operação em bases militares próximas a aeroportos comerciais.

Por isso, o sistema fica autorizado para uso na fronteira sul dos EUA. Conforme a FAA, há acordo formal entre a agência aérea e o Departamento de Guerra.

Em paralelo, o Pentágono selecionou 5 bases militares para receber o LOCUST. Conforme a Defense News, Fort Bliss é uma das selecionadas.

De fato, o LOCUST entra em operação real em 2026. Após anos como protótipo, finalmente vai abater drones em ambiente operacional.

LOCUST laser anti drone disparando feixe contra múltiplos drones no White Sands Missile Range Novo México em 6 de maio de 2026
Disparo do LOCUST contra drones em teste no White Sands, referência AeroVironment

O que é o LOCUST laser anti drone

O LOCUST laser anti drone é um sistema de armas de energia direcionada. Tem 20 kW de potência e usa feixe laser para danificar drones em voo.

Conforme detalhamento da datasheet oficial da BlueHalo, parceira do projeto, o sistema tem alcance efetivo de até 5 km.

Por isso, é eficaz contra drones comerciais e militares pequenos. Tipo Shahed-136 iraniano (usado pela Rússia na Ucrânia) e DJI Mavic.

Em paralelo, o custo por disparo é baixíssimo. Cerca de 1 dólar por engajamento, contra 100 mil dólares de um míssil Stinger.

Conforme a CBS News, esse custo radicalmente menor muda a equação econômica da defesa aérea moderna.

De fato, drones baratos forçaram o desenvolvimento desse contra-arma. Senão, qualquer ataque de massa drena rapidamente o estoque de mísseis defensivos.

LOCUST laser anti drone montado em veículo militar tático em desert testing range
LOCUST montado em veículo tático do US Army, referência industrial

Como funcionou o teste em White Sands

O teste do LOCUST laser anti drone envolveu cenários “stationary” e “airborne”. Conforme a Army Recognition, drones estáticos e em voo foram alvejados.

Por isso, o teste cobriu múltiplas situações operacionais. Demonstrações automáticas de shut-off também foram avaliadas.

Em paralelo, os critérios de identificação positiva foram cruciais. O LOCUST precisa confirmar que o alvo é hostil antes de disparar.

Conforme a Las Vegas Sun, “a demonstração no White Sands foi marco histórico” (Las Vegas Sun). Foi a primeira vez que esse nível de teste foi conduzido em espaço aéreo civil compartilhado.

Dessa forma, a aprovação da FAA foi crítica. Outras sistemas similares foram barrados em testes em ambiente civil.

De fato, o LOCUST agora avança para operação real. Espaços aéreos americanos passam a ter cobertura laser-defesa contra drones.

White Sands Missile Range no Novo México onde o LOCUST laser anti drone passou em teste FAA
White Sands Missile Range no Novo México, palco do teste decisivo do LOCUST

As 5 bases que receberão o LOCUST no programa piloto

O Pentágono selecionou 5 bases para receber o LOCUST laser anti drone no programa piloto. Fort Bliss no Texas é uma delas.

Conforme a KVIA, a escolha de Fort Bliss reflete a importância da fronteira sul. A região tem registros frequentes de invasões de drones.

Por isso, o LOCUST vira primeira linha de defesa anti-drone. Substitui sistemas baseados em mísseis ou jamming eletrônico.

Em paralelo, a AeroVironment lançou em março de 2026 a versão LOCUST X3. Conforme a Breaking Defense, a nova versão tem IA integrada para identificação automática.

De fato, a IA acelera o ciclo de decisão. Em vez de operador humano confirmar alvo, o sistema valida em milissegundos.

Conforme análise da Warrior Maven, o Exército americano acelerou o cronograma de adoção. A demanda operacional na fronteira é prioridade política.

  • Sistema: AeroVironment LOCUST laser anti drone (versão padrão e X3)
  • Potência: 20 kW
  • Alcance efetivo: até 5 km
  • Custo por disparo: ~1 dólar
  • Teste FAA: 6 de maio de 2026, White Sands
  • Bases selecionadas: 5 (incluindo Fort Bliss, Texas)
  • Operação anterior: USS George H.W. Bush, outubro 2025

Impacto mundial e adoção do LOCUST por outros países

O LOCUST laser anti drone não fica restrito aos EUA. Outras nações já demonstram interesse na tecnologia.

Conforme a Calibre Defence britânica, o Reino Unido avalia o LOCUST X3 para defesa de bases reais.

Por isso, a tecnologia vira pilar da OTAN. A guerra na Ucrânia mostrou como drones baratos podem saturar defesas aéreas tradicionais.

Em paralelo, a Rússia desenvolve sistemas similares. Conforme reportou a Raytheon, o ecossistema laser-defesa cresceu 300% em 2025.

De fato, Israel já opera lasers Iron Beam em Gaza desde 2024. O LOCUST é a versão americana adaptada para ambiente compartilhado civil.

Dessa forma, o setor de defesa aérea sofre mudança estrutural. Lasers vão substituir parcialmente sistemas baseados em mísseis nas próximas décadas.

Drone abatido por LOCUST laser anti drone em demonstração no White Sands New Mexico
Drone atingido por laser do LOCUST em demonstração, referência industrial

Implicações para infraestrutura crítica e petróleo

O LOCUST laser anti drone tem aplicação direta na proteção de infraestrutura energética. Refinarias, oleodutos e plataformas offshore são alvos potenciais.

Por isso, operadoras como Petrobras, Aramco e Shell acompanham a tecnologia. Conforme análise da Mugin UAV, drones já são usados em ataques contra refinarias no Oriente Médio.

Em paralelo, a Petrobras já integrou fórum global de incidentes. A questão de drones hostis está na agenda formal.

De fato, refinarias e portos brasileiros podem aderir a sistemas similares no futuro. O custo de 1 dólar por disparo torna a defesa anti-drone economicamente viável para o setor privado.

Conforme análise da PwC Brasil, o setor de energia brasileiro investe cada vez mais em segurança crítica.

Para mais sobre o setor militar moderno, vale ler a cobertura do Click Petróleo e Gás sobre tecnologias militares avançadas.

Para outro caso de tecnologia industrial, vale conferir a cobertura do Click Petróleo e Gás sobre inovações industriais.

Vale notar que o LOCUST tem limitações. Funciona em condições de visibilidade clara — chuva forte ou neblina reduzem o alcance dramaticamente.

Apesar disso, o setor consolida a transição. Em 2030, sistemas laser-defesa devem proteger maioria das bases militares americanas e instalações críticas.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Tags
Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x