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Aeroporto no Japão foi construído sobre ilhas artificiais que afundam e exige elevação constante para seguir operando no mar, inaugurado em 1994, já afundou 11,5 metros

Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 28/12/2025 às 20:27
Aeroporto japonês que custou R$ 94 bilhões está afundando no mar e pode desaparecer em 30 anos
Terminal construído sobre ilhas artificiais opera desde 1994, já afundou 11,5 metros e exige obras constantes para evitar colapso financeiro e estratégico.
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Complexo inaugurado em 1994 fica a cerca de 5 km da costa e precisa de obras contínuas para compensar o recalque do solo no fundo da baía

Um dos aeroportos mais caros já construídos no mundo enfrenta um problema permanente desde a inauguração. Mesmo após décadas de operação, o complexo continua afundando lentamente no mar.

Erguido sobre ilhas artificiais, o aeroporto nasceu com engenharia ousada para resolver limitações urbanas, mas hoje depende de intervenções contínuas para seguir funcionando.

O que aconteceu e por que isso chamou atenção

Inaugurado em 1994, o Aeroporto Internacional de Kansai custou cerca de R$ 94 bilhões. O projeto tinha como objetivo aliviar o tráfego do aeroporto de Osaka e recuperar competitividade econômica frente a Tóquio.

O plano previa um grande terminal no mar, longe de áreas densamente povoadas, evitando restrições de expansão e problemas de ruído.

Três décadas depois, o principal desafio não é mais operacional, mas estrutural, já que o aeroporto segue afundando de forma contínua.

Por que o aeroporto está afundando no mar

Vista aérea mostra áreas de pista e pátio tomadas pela água do mar, evidenciando como a combinação entre tempestades severas, maré elevada e afundamento gradual das ilhas artificiais expõe a infraestrutura do aeroporto a riscos constantes e exige intervenções técnicas recorrentes para manter a operação segura

O terreno recuperado para a construção foi comparado por especialistas a uma esponja molhada, incapaz de sustentar grandes cargas sem sofrer acomodação.

Para viabilizar a obra, o solo precisaria se tornar seco e denso, o que não ocorreu de forma suficiente para interromper o recalque ao longo do tempo.

Como resultado, o complexo já afundou 11,5 metros, um valor muito acima do que havia sido projetado inicialmente.

O que os engenheiros esperavam e o que aconteceu de fato

Os cálculos originais indicavam que o afundamento ocorreria ao longo de cerca de 50 anos, mas que se estabilizaria em torno de 4 metros acima do nível do mar.

Essa elevação era considerada o mínimo necessário para evitar inundações permanentes nas pistas e estruturas.

Na prática, o recalque avançou além do esperado, sem sinais claros de estabilização, contrariando as previsões iniciais da engenharia.

Quanto já foi gasto para tentar evitar o desastre

Para impedir que o aeroporto se torne inutilizável, foram implementadas diversas obras corretivas ao longo dos anos.

Até agora, os esforços para conter o afundamento já custaram cerca de R$ 730 milhões, valor adicional que se soma ao custo original da construção.

As intervenções envolvem ajustes estruturais, reforço de sistemas e monitoramento constante do comportamento do solo.

Como o aeroporto segue operando apesar dos riscos

O complexo foi construído sobre duas ilhas artificiais na Baía de Osaka, conectadas ao continente por uma ponte que liga a região de Rinku ao terminal.

O aeroporto funciona como hub de grandes companhias aéreas, incluindo All Nippon, Japan Airlines, Nippon Cargo e a companhia de baixo custo Peach.

Apesar das dificuldades estruturais, o terminal segue em operação plena, sustentado por manutenção contínua e soluções de engenharia.

Desastres naturais testaram os limites da estrutura

Tufão Jebi atingiu o aeroporto em 2018 e fez a água do mar invadir áreas operacionais, interrompendo voos e expondo a vulnerabilidade de um terminal construído sobre ilhas artificiais que já enfrentam afundamento progressivo e dependem de manutenção constante para seguir funcionando

Além do afundamento progressivo, o aeroporto enfrentou eventos extremos ao longo de sua história.

Em 1995, sobreviveu ao Grande Terremoto de Hanshin com danos limitados. Em 2018, um tufão lançou água do mar sobre as pistas, interrompendo operações.

Poucos dias depois, um navio tanque colidiu com a ponte de acesso ao aeroporto, deixando passageiros retidos, mas sem provocar o fechamento definitivo do complexo.

O que pode acontecer a partir de agora

Especialistas indicam que, mantido o ritmo atual, o aeroporto pode estar totalmente submerso em cerca de 30 anos.

A continuidade das operações depende de investimentos constantes e de soluções que consigam reduzir ou compensar o avanço do recalque.

O caso se tornou um exemplo global dos limites da engenharia quando grandes estruturas são construídas sobre terrenos instáveis no mar.

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NDH
NDH
03/01/2026 18:04

Fale news. Rsrs… Essa foto foi tirada quando passou um talfu que atingiu a região. Que cara de ****! O Brasil está ficando igualzinho à China? Precisa mentir pra controlar os ideais do povo? Ver o Brasil se rebaixar até esse ponto é uma pena.

Rommel E. Baclig
Rommel E. Baclig
01/01/2026 01:58

I had the experience to be in this airport twice on my way to Kobe 15 yrs ago. What I know about the Kansai Airpory is that, it is a floating island not an artificial reclaimed island. As what we see right now, it could be simplified as an engineering failure but for sure remedies can be done to save the structure for future use. I am an engineer and I can say the following suggestions for reevaluation and further engineering study; 1) Effect of sea water current/movement tidal effect on the structure including typhoons. 2) Conduct further sea underground soil test at least futher around the perimeter of the built structure. 3) Review the design considerations used on the present structure. Of course if economic considerations is a major factor to be considered, repair or refurbishing vs. building another airport are options, then those responsible can have their final say what option to consider.

Thales Rocha
Thales Rocha(@thalesrocha)
31/12/2025 12:48

É só ir jogando mais areia ou terra ou pedras, elevando a ilha. Faz uma pista 30m mais alto, assim que ficar pronta, eleva a outra, e o saguão do aeroporto. Constroi andares acima e vai enterrando os andares de baixo.

Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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