Em evento em São Paulo, o Inter lançou uma linha de wearables formada por anel, pulseira e relógio, que fazem pagamentos por aproximação com tecnologia NFC, sem precisar do celular. O relógio, com suporte a real e dólar, deve chegar perto da Black Friday de 2026, segundo o banco.
O cartão pode estar com os dias contados na carteira. Em um evento em São Paulo, nesta terça-feira (2), o Inter lançou o Inter Wearables, uma linha de wearables formada por anel, pulseira e relógio que fazem pagamentos por aproximação sem o cliente precisar tirar o celular do bolso. A ideia do banco é transformar acessórios do dia a dia em uma extensão do cartão.
Por enquanto, dois dos três produtos já estão à venda: o anel Inter Ring e a pulseira Inter Wristband, ambos com tecnologia NFC. O relógio, feito em parceria com a fabricante brasileira Acto, deve chegar perto da Black Friday de 2026. Segundo Rodrigo Gouveia, diretor-executivo de comércio e ecossistema do Inter, o foco é a conveniência de um público jovem.
Como funcionam os pagamentos por aproximação dos wearables do Inter

Os três dispositivos usam NFC passivo, ou seja, não têm bateria, tela nem precisam de recarga, e ainda são à prova d’água.
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Depois de uma ativação inicial pelo Super App, o wearables é vinculado ao cartão e passa a funcionar de forma independente do celular para os pagamentos por aproximação.
As transações correm pelo sistema da Mastercard, com tokenização e criptografia, e têm um limite de 200 reais por compra; acima disso, é preciso digitar a senha.
Na primeira fase, a linha funciona com cartões de crédito Inter emitidos no Brasil e com cartões da Global Account para residentes brasileiros, podendo ser usada tanto no país quanto no exterior.
Todas as compras, feitas com cartão físico, virtual ou com o wearables, aparecem na mesma fatura, o que ajuda no controle dos gastos. Em caso de perda, o bloqueio é feito pelo aplicativo, sem afetar o cartão.
Anel, pulseira e o relógio que chega na Black Friday
Entre os produtos já disponíveis, o anel Inter Ring tem versão em cerâmica, nas cores rosa, preto e cinza, por 465 reais, e versão metalizada, dourada ou prata, por 485 reais.
Já a pulseira Inter Wristband, nas cores preto, laranja e branco, custa 349 reais.
As vendas começaram pelo Inter Shop, dentro do aplicativo, e o banco prevê venda física em unidades do Inter Café e em salas VIP nas próximas semanas, com medidor de anel enviado à casa do cliente.
O terceiro item é o mais aguardado.
O relógio, que completará a linha de wearables, é desenvolvido em parceria com a Acto, micromarca brasileira de relógios cujos modelos costumam custar a partir de 5 mil reais.
Será uma peça analógica, com caixa e movimento japonês, preparada com a área de inovação e hardware do Inter há cerca de dois anos.
O grande diferencial é que ele virá com dois chips, um para real e outro para dólar, permitindo pagar nas duas moedas, e a previsão é que chegue até a Black Friday de 2026.
O que o Inter promete para o futuro: portas, hotéis e mais
Os pagamentos por aproximação são só o começo. Além de pagar, os dispositivos também funcionam como uma camada extra de autenticação, elevando a segurança das operações.
Segundo o Inter, estão em negociação parcerias para usar os wearables em situações como check-in em voos, abertura de portas, reservas de hotéis e, mais adiante, de carros, além de ingressos, transporte e eventos.
Parte desse plano se apoia em outra tecnologia, a MIFARE, que permite o acesso a ambientes físicos compatíveis, e o banco já estuda liberar a entrada em suas salas VIP por meio dos acessórios.
Como ação de lançamento, o Inter também ofereceu pontuação bônus por três meses no Inter Loop, seu programa de pontos, para quem usar os novos dispositivos.
Diferença para o Apple Watch e os pontos a observar
Vale entender o que esses produtos não são. Diferentemente de relógios como o Apple Watch e o Galaxy Watch, ou dos anéis inteligentes voltados à saúde, os wearables do Inter são passivos: não se conectam à internet, não exibem notificações e não monitoram atividades físicas.
O foco é estritamente pagamento, autenticação e, no futuro, acesso, usando a tecnologia NFC como base.
Por isso, ainda há perguntas em aberto. Como apontam análises do setor, o teste será se o público mira do banco realmente adota o produto, já que um wearables passivo exige dois passos do cliente: comprar o dispositivo e ativá-lo na conta.
Também vale acompanhar quantos aparelhos serão de fato usados nos primeiros meses e se os pagamentos por aproximação no pulso ou no dedo vão, mesmo, abrir caminho para as tais experiências de acesso prometidas pelo Inter.
Trocar o cartão e até o celular por um anel, uma pulseira ou um relógio que paga por aproximação é o tipo de novidade que divide opiniões.
Conte nos comentários se você usaria um wearable do Inter no lugar do cartão e se confiaria nesse tipo de pagamento no dia a dia.


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