A ação da Sandisk saltou 5.636% desde fevereiro de 2025 até a máxima de US$ 2.167, segundo a Exame, superando a valorização do bitcoin em nove anos. A corrida por inteligência artificial elevou a demanda por SSDs, cartões de memória e chips usados por nuvem e tecnologia em escala global.
A Sandisk virou um dos casos mais impressionantes da bolsa americana após sua ação disparar 5.636% em 14 meses, segundo reportagem da Exame publicada em 17 de junho de 2026. A valorização aconteceu na Nasdaq e foi ligada à explosão da demanda por memória usada em inteligência artificial.
O movimento ganhou destaque porque superou, no recorte citado pela reportagem, a valorização do bitcoin em nove anos. Enquanto a maior criptomoeda passou por ciclos de euforia e queda desde 2018, a fabricante de chips de memória surfou uma mudança mais recente: a corrida de empresas de nuvem e tecnologia por SSDs, pendrives e cartões de memória flash.
Sandisk saiu da sombra da Western Digital

A Sandisk operava entre US$ 36 e US$ 40 por ação na metade de fevereiro de 2025, antes da separação da Western Digital. A cisão deixou a companhia mais focada em SSDs, pendrives e cartões de memória flash.
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A Western Digital ficou com a operação de HDDs, os discos rígidos tradicionais. Essa divisão ajudou o mercado a enxergar a Sandisk como uma aposta mais direta na demanda por armazenamento rápido ligado à inteligência artificial.
Ação atingiu máxima histórica de US$ 2.167
Segundo a Exame, a ação da Sandisk alcançou máxima histórica de US$ 2.167 nesta semana. Desde fevereiro de 2025, a alta acumulada chegou a 5.636%, desempenho incomum até mesmo para empresas de tecnologia em fase de euforia.
Na mesma reportagem, a Exame afirma que o bitcoin acumulou 5.572% nos últimos nove anos. A comparação chama atenção porque coloca uma fabricante de memória acima de um ativo que se tornou símbolo global de valorização extrema.
Inteligência artificial mudou a demanda por memória
A explicação principal está na inteligência artificial. Modelos de IA, agentes autônomos, data centers e serviços de computação em nuvem passaram a exigir muito mais armazenamento rápido para treinar, operar e acessar dados em grande escala.
Nesse cenário, os SSDs ganharam papel estratégico. Eles não são apenas componentes de computadores pessoais; tornaram-se peças críticas para infraestrutura de inteligência artificial, onde velocidade, latência e volume de dados fazem diferença.
SSDs ficaram muito mais caros que HDs
A reportagem cita relatório da VDURA segundo o qual SSDs já estão 16 vezes mais caros do que discos rígidos tradicionais, os HDs. Esse aumento pressiona consumidores comuns, especialmente quem compra peças para computadores e jogos.
Por outro lado, o cenário favorece empresas que vendem memória flash. Quando provedores de nuvem e gigantes de tecnologia absorvem grande parte da produção, a escassez empurra preços para cima e melhora a percepção sobre fabricantes como a Sandisk.
Cartões de memória entraram no centro da IA
Por muito tempo, cartões de memória e SSDs foram vistos pelo público como produtos de varejo, associados a câmeras, celulares, notebooks e computadores de uso pessoal. A inteligência artificial mudou essa leitura.
Agora, memória flash virou parte da cadeia de infraestrutura digital. A Sandisk deixou de ser apenas uma marca conhecida por armazenamento portátil e passou a ser observada como fornecedora de um insumo essencial para a nova fase da tecnologia.
Gigantes da nuvem absorvem a produção
Empresas de computação em nuvem precisam de armazenamento rápido para treinar e operar modelos de IA. Isso aumenta a disputa por SSDs de alta capacidade e soluções capazes de lidar com cargas intensas de dados.
A consequência aparece no mercado financeiro. Quando a demanda corporativa cresce mais rápido que a oferta, investidores passam a reavaliar empresas que pareciam maduras, mas que agora estão no centro de uma nova corrida tecnológica.
Bitcoin virou parâmetro de comparação
A comparação com o bitcoin ajuda a dimensionar a alta da Sandisk. A criptomoeda passou por ciclos fortes desde 2018, incluindo quedas profundas, ralis históricos e o avanço de produtos financeiros ligados ao ativo.
Mesmo assim, no recorte citado pela Exame, a ação da fabricante de memória subiu mais em 14 meses do que o bitcoin em nove anos. A leitura não transforma ações em criptomoedas, mas mostra como a inteligência artificial mudou o mapa de valorização em tecnologia.
Alta também carrega risco de tensão
Uma valorização tão intensa costuma atrair atenção, mas também aumenta o risco de correções. A própria reportagem aponta sinais de tensão no mercado ligado à valorização impulsionada por inteligência artificial.
Depois da máxima, a Sandisk caiu 1,6% na Nasdaq, a US$ 1.958,80 por ação, na data citada pela Exame. Isso mostra que mesmo empresas favorecidas por megatendências continuam sujeitas a realização de lucros, volatilidade e mudanças de expectativa.
Memória virou gargalo da tecnologia
A corrida por inteligência artificial costuma ser associada a chips de processamento, GPUs e data centers. Porém, o avanço da Sandisk mostra que a infraestrutura depende também de armazenamento.
Sem SSDs rápidos e memória em escala, modelos de IA não conseguem acessar e processar dados com a eficiência necessária. A alta da ação revela que a cadeia da inteligência artificial vai muito além dos nomes mais óbvios do setor de semicondutores.
Consumidor comum sente o efeito nos preços
O aumento dos SSDs não afeta apenas empresas bilionárias. No varejo, consumidores que montam computadores, atualizam notebooks ou compram peças para jogos podem sentir preços mais altos.
Esse é um dos efeitos indiretos da corrida corporativa por infraestrutura. Quando gigantes compram volumes enormes, produtos antes comuns podem ficar mais caros para o consumidor final, criando uma disputa silenciosa entre data centers e varejo.
Sandisk virou termômetro da memória flash
A Sandisk passou a funcionar como um termômetro da memória flash em meio à corrida por IA. Sua valorização mostra como o mercado precifica empresas que estão em pontos estratégicos da cadeia tecnológica.
O caso também reforça uma mudança de percepção. Componentes que pareciam pouco glamourosos, como SSDs e cartões de memória, ganharam protagonismo porque se tornaram essenciais para a operação da inteligência artificial.
Não é apenas uma história de ação em alta
Apesar do impacto dos 5.636%, a história não deve ser lida apenas como uma ação que subiu muito. O dado mais importante está na mudança estrutural por trás da alta.
A inteligência artificial reorganizou prioridades dentro da tecnologia. Empresas que fornecem memória, armazenamento e infraestrutura passaram a capturar parte da atenção antes concentrada em software, aplicativos e criptomoedas.
Separação ajudou a destacar o foco da empresa
A cisão da Western Digital também teve papel relevante. Ao se separar, a Sandisk passou a concentrar sua narrativa de mercado em memória flash, SSDs e produtos ligados a armazenamento mais moderno.
Esse foco facilitou a leitura dos investidores. Em vez de estar misturada a operações de discos rígidos tradicionais, a empresa ficou mais associada ao segmento que ganhou força com a demanda por inteligência artificial.
Mercado observa se rali continua sustentável
A grande dúvida agora é se o rali da Sandisk pode se sustentar. Para isso, será preciso observar preços de SSDs, demanda de data centers, capacidade de produção e ritmo de investimento das empresas de tecnologia.
Também há o risco de excesso de otimismo. Quando uma ação sobe milhares por cento em pouco tempo, qualquer mudança nas expectativas pode gerar movimentos bruscos, mesmo que a tese de longo prazo continue forte.
Memória virou novo ouro da IA?
A Sandisk mostrou como a corrida por inteligência artificial pode transformar empresas fora do centro tradicional dos holofotes em protagonistas de mercado. A ação subiu 5.636% em 14 meses, superou o bitcoin no recorte citado pela Exame e expôs a força da demanda por SSDs e cartões de memória.
O caso deixa uma pergunta maior sobre o futuro da tecnologia: a próxima grande disputa da inteligência artificial será menos sobre aplicativos e mais sobre quem controla memória, armazenamento e infraestrutura? Comente sua opinião.

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