A Unipar, petroquímica brasileira, desenvolve projetos de autoprodução de energia com construção de parques eólicos e solares

Roberta Souza
por
-
22-04-2022 17:30:01
em Energia Renovável
Unipar, energia, parques eólicos Foto: Reprodução Guia do Investidor / Google Imagens




Com foco no crescimento sustentável e geração própria de energia em parques eólicos e solares, Unipar pretende dobrar seu tamanho 

A Unipar, uma das maiores companhias de produção de PVC na América do Sul e líder no segmento de cloro e soda, tem estabelecido o objetivo de gerar, até os próximos dois anos, 80% da energia consumida em suas fábricas brasileiras através de parques eólicos e solares, seguindo os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) determinados pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o site Exame, para atingir esta meta, a Unipar já realizou três empreendimentos para a autoprodução de energia limpa, por meio de parques eólicos e solares. Sendo parâmetro no setor, a empresa foi a primeira a adquirir energia renovável no Ambiente de Contratação Livre (ACL), há mais de 25 anos.

Nesse sentido, Maurício Russomanno, o CEO da petroquímica, explica: “Por meio de joint ventures, firmamos parcerias com a AES Brasil e a Atlas Renewable Energy. Os complexos, instalados no Rio Grande do Norte, Bahia e Minas Gerais, terão capacidade instalada de 485 MW de energia, dos quais 149 MW serão destinados ao consumo da própria Unipar”.

Além das iniciativas em parques eólicos e solares, a Unipar foi a única companhia de administração brasileira a se consagrar no ranking Bloomberg New Energy Finance (BNEF), o qual classificou os maiores compradores globais de energia verde no último ano.

Projetos de parques eólicos e solares

O Campo Eólico de Tucano, que foi divulgado em 2019 e realizado ao lado da AES Brasil, está situado na Bahia e possui suas obras em estágio avançado. Segundo a Unipar, espera-se que o parque eólico já comece a operar no segundo semestre de 2022, viabilizando a utilização pela empresa das vantagens dos 25 aerogeradores e dos 60 megawatts médios, a partir do início do ano que vem.

Também em parceria com a AES Brasil, a Unipar divulgou, no final de 2021, a obra de outro parque eólico, o Complexo Eólico Cajuína, localizado no estado do Rio Grande do Norte. Nesse projeto de energia eólica, a capacidade instalada será de 91 megawatts, sendo que 40 serão destinados à petroquímica através de 16 aerogeradores. Conforme afirmou Russomanno, o Complexo deve iniciar a produção em 2023.

Outro projeto da companhia, que foi anunciado em julho de 2021, é em Minas Gerais e realizado em conjunto com a Atlas Renewable Energy. Previsto para começar as operações ainda em 2022, o Lar do Sol – Casablanca II tem capacidade instalada de 239 megawatts, sendo 49 repassados para a Unipar.

Todos os projetos de autoprodução de energia através de parques eólicos e solares foram planejados para atender a demanda de energia das plantas fabris de Cubatão e Santo André, ambas em São Paulo. No entanto, a companhia petroquímica já analisa a substituição das matrizes energéticas de sua unidade na Argentina, na cidade de Bahía Blanca.

Juntos, apenas na fase de implantação dos projetos, os três sistemas de energia devem produzir mais de 2 mil vagas de emprego para os residentes das regiões.

Atrelado a isso, a Unipar também está por dentro dos vários programas socioambientais liderados por equipes técnicas de empresas parceiras, que pretendem auxiliar a geração de emprego e renda nos entornos dos locais em que os complexos de energia eólica e solar estão sendo construídos.

Autoprodução contribui para maior produtividade

A produção própria de energia eólica e solar é imprescindível para o plano de crescimento sustentável da Unipar, que visa duplicar seu tamanho dentro de dez anos.

O uso de fontes renováveis ajuda na diminuição de emissões e da pegada de carbono da Unipar, além de aumentar sua capacidade energética, melhorar sua competitividade e reduzir os gastos operacionais num mercado em que os custos com o insumo equivalem a metade do valor da operação.

Vale destacar que no atual contexto, em que discussões climáticas estão em foco, o cuidado com impacto socioambiental pelas grandes indústrias ganha visibilidade pelos investidores e pela imprensa.

Existem, ainda, os indicadores e mecanismos de avaliação ESG, que calculam o desempenho em sustentabilidade das empresas, e têm se tornado cada vez mais relevantes.

Russomanno ressalta: “São projetos em linha com a diretriz de sustentabilidade da companhia, que visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa, além de ultrapassar a taxa de 80% da matriz energética por meio de fontes renováveis até 2025”.

Sites Parceiros

Publicidade




Tags:
Roberta Souza
Engenheira de Petróleo, pós-graduanda em Comissionamento de Unidades Industriais, especialista em Corrosão Industrial. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal. Não recebemos currículos