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A tecnologia de ponta por trás da bola da Copa do Mundo: chip interno, dados em tempo real e uma física que pode mudar os chutes

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 18/05/2026 às 09:26
Atualizado em 18/05/2026 às 09:34
Trionda terá chip interno, quatro painéis e dados em tempo real para ajudar VAR e mudar chutes na Copa.
Trionda terá chip interno, quatro painéis e dados em tempo real para ajudar VAR e mudar chutes na Copa.
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Com chip interno, dados em tempo real, quatro painéis e testes em túnel de vento, a Trionda promete levar tecnologia ao centro do jogo e pode influenciar chutes, faltas e decisões do VAR na Copa de 2026

A bola da Copa do Mundo de 2026, chamada Trionda, chega ao torneio com quatro painéis, ponto crítico aerodinâmico a 43 km/h e tecnologia interna capaz de registrar toques em tempo real, características que podem influenciar trajetórias, faltas e chutes longos.

Testes em túnel de vento na Universidade de Tsukuba, Japão, indicaram que a nova bola oficial entra na crise de arrasto em velocidade mais baixa que modelos anteriores. Esse comportamento altera a resistência do ar e pode mudar como a bola voa, cai ou desvia.

A Trionda será usada na Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. O modelo chama atenção por ter o menor número de painéis da história das bolas da Copa.

Bola da Copa do Mundo passa por teste para evitar novo caso Jabulani

A comparação com a Jabulani, usada em 2010 na África do Sul, aparece como ponto central dos testes. Aquele modelo ficou marcado por trajetórias imprevisíveis, quedas repentinas e movimentos difíceis de antecipar, gerando críticas de goleiros.

Os cientistas compararam a Trionda com Al Rihla, Telstar 18, Brazuca e Jabulani. O resultado apontou que a nova bola parece mais estável que a de 2010, mas pode reduzir a velocidade de chutes fortes.

Essa diferença parece pequena fora de campo, mas ganha peso em uma Copa do Mundo. Em jogos eliminatórios, metros a menos em lançamento longo podem interferir em jogada decisiva.

Quatro painéis mudam a relação da bola com o ar

A Trionda rompe uma evolução gradual das bolas, que passaram por couro costurado, espumas sintéticas, costuras seladas a quente e superfícies texturizadas. Nunca antes uma bola da Copa do Mundo masculina teve apenas quatro painéis.

Menos painéis significam menos costuras e superfície lisa. Do ponto de vista aerodinâmico, isso pode tornar a trajetória mais imprevisível. Para compensar esse risco, a Adidas adicionou sulcos profundos, microtexturas e canais tridimensionais à superfície.

A intenção foi alterar artificialmente o fluxo de ar ao redor da bola para aumentar a estabilidade. Os testes indicaram desempenho mais consistente em velocidades comuns de escanteios e faltas, o que pode favorecer chutes técnicos e cobranças precisas.

Em altas velocidades, porém, a Trionda apresentou mais resistência que modelos recentes como Brazuca e Al Rihla. Isso significa que finalizações potentes podem perder força antes de chegar ao alvo.

Chip interno registra cada toque durante as partidas

Além da aerodinâmica, a bola da Copa do Mundo de 2026 terá tecnologia conectada para enviar dados em tempo real ao VAR e ao sistema semiautomático de impedimento. Cada impacto, contato e toque poderá ser registrado digitalmente.

O sensor foi integrado a um dos painéis, com contrapesos distribuídos pela estrutura para equilibrar o conjunto. Pesquisadores acreditam que o chip não causará efeitos perceptíveis, mas reconhecem que o teste final virá em partidas reais.

Variáveis como umidade, altitude, temperatura do ar, giro e impacto humano ainda podem alterar trajetórias. Mesmo cercada por laboratório, sensores e simulações, a Trionda dependerá do jogo real para mostrar como ciência encontrará acaso.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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