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A importante obra brasileira, parada há 10 anos e que beneficiaria milhões de pessoas, custa R$ 1 bilhão por ano apenas para ser mantida travada

Publicado em 14/01/2026 às 08:53
Atualizado em 14/01/2026 às 09:03
Angra 3, Usina nuclear
Imagem: Reprodução / PAC
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Audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio debateu a retomada da Usina Nuclear Angra 3, paralisada desde 2015, diante de custos anuais de R$ 1 bilhão e risco fiscal bilionário

A retomada das obras da Usina Nuclear Angra 3, em Angra dos Reis, foi debatida em audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, no fim do ano passado, diante de custos anuais de R$ 1 bilhão e indefinição após 10 anos de paralisação.

Debate na Assembleia Legislativa

A audiência pública ocorreu na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e reuniu parlamentares, representantes técnicos e trabalhadores para discutir os impactos da paralisação prolongada da obra.

Os debates se concentraram nos efeitos financeiros da interrupção, considerando que a usina possui 60% das obras concluídas e permanece sem definição sobre sua finalização.

A construção de Angra 3 começou na década de 1980 e está paralisada desde 2015, acumulando custos significativos sem retorno operacional ao sistema elétrico nacional.

Segundo avaliação do Tribunal de Contas da União, a ausência de decisão pode elevar o custo total em até R$ 43 bilhões.

O valor originalmente previsto para o empreendimento era de R$ 23 bilhões, mas a continuidade da indefinição amplia o risco fiscal associado ao projeto.

Angra 3, Usina Nuclear
Imagem: Divulgação / Governo Federal

Impacto econômico e energético

O presidente da Comissão de Meio Ambiente, deputado Jorge Felippe Neto (Avante), afirmou que a retomada é estratégica para o desenvolvimento do estado.

Ele destacou que Angra 3 pode gerar 1.405 megawatts e atender mais de 4,5 milhões de residências, fortalecendo a autonomia energética nacional.

Segundo o parlamentar, o projeto já consumiu R$ 21 bilhões e ainda exige novos aportes para conclusão, apesar do longo histórico de adiamentos federais.

O deputado Marcelo Dino (União) enfatizou o impacto direto sobre o mercado de trabalho com a possível retomada das atividades no canteiro de obras.

Atualmente, a usina mantém cerca de 400 empregos, número que pode chegar a 3.500 trabalhadores caso a construção seja retomada integralmente.

Para Dino, a conclusão representa avanço econômico para Angra dos Reis, o Estado do Rio de Janeiro e também para o Brasil.

Custo da paralisação

A representante da Associação de Trabalhadores da Nuclebrás Equipamentos Pesados, Flávia Azevedo, criticou o desperdício causado pela interrupção prolongada.

Ela afirmou que, mesmo com equipamentos adquiridos e obras civis avançadas, o país gasta R$ 1 bilhão por ano apenas mantendo o projeto parado.

Segundo Azevedo, esse recurso poderia ser direcionado à geração de empregos, renda e desenvolvimento regional na Costa Verde fluminense.

Angra 3, Usina nuclear
Imagem: Reprodução / PAC

Avaliação técnica da energia nuclear

Gabriela Borsato, diretora da Comissão Nacional de Energia Nuclear, defendeu a conclusão da usina como solução estrutural para o setor.

Ela explicou que, após concluída, a usina terá investimento amortecido em 20 anos, permitindo redução tarifária de até 75%.

Outro ponto destacado foi o fator de capacidade, com geração nuclear alcançando 90%, enquanto fontes renováveis ficam em torno de 40%.

Segundo a diretora, trata-se de energia firme, disponível 24 horas, capaz de gerar recursos contínuos após o período de amortização do investimento.

Encerrando o debate, os participantes reforçaram que a decisão sobre Angra 3 envolve não apenas custos passados, mas escolhas futuras para a matriz energética.

Com informações de Agência Brasil.

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Eliu
Eliu
15/01/2026 11:37

A obra da Usina Nuclear de Angra III, está parada a mais de 30 anos, consumindo milhões para sua conservação.

Romário Pereira de Carvalho

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