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A geração que pode nunca comprar imóvel no Brasil: 70% sonham com a casa própria, 62% dizem ser mais difícil que para pais, juros perto de 15% e preços sobem acima dos salários em 2024

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 13/12/2025 às 01:18
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A geração que pode nunca comprar imóvel em 2024: casa própria distante, juros elevam financiamento e aluguel pressiona com preços dos imóveis acima dos salários.
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A geração que pode nunca comprar imóvel cresce quando preços dos imóveis sobem 7,7% no Brasil em 2024, acima dos salários, enquanto jovens citam juros perto de 15% no financiamento. Entre ficar na casa dos pais e pagar aluguel caro, o sonho da casa própria vira cálculo de sobrevivência hoje.

A geração que pode nunca comprar imóvel virou tema recorrente no Brasil depois que indicadores de 2024 reforçaram o descompasso entre renda e moradia. Uma pesquisa da consultoria IPSUS aponta que 70% dos jovens sonham com a casa própria, mas 62% afirmam que comprar um imóvel hoje é mais difícil do que foi para pais e avós.

Em 2024, os preços dos imóveis subiram 7,7% no Brasil, enquanto o peso dos juros perto de 15% elevou o custo do financiamento e ampliou a dependência do aluguel. Na prática, cresce a permanência na casa dos pais, aumenta a busca por imóveis menores e decisões familiares são adiadas por falta de previsibilidade.

Números que enquadram a crise de acesso à moradia

A geração que pode nunca comprar imóvel em 2024: casa própria distante, juros elevam financiamento e aluguel pressiona com preços dos imóveis acima dos salários.

O ponto de partida é o contraste entre desejo e viabilidade.

A pesquisa citada no DW Revista registra 70% de jovens dizendo que querem a casa própria e 62% dizendo que o caminho está mais difícil do que foi para gerações anteriores.

O dado não prova que todos estarão fora do mercado, mas ajuda a explicar por que a geração que pode nunca comprar imóvel se tornou uma expressão frequente.

O problema também aparece fora do país.

Em 2024, o material cita a Turquia como o caso mais extremo, com alta de quase 30%. Há ainda reajustes entre 8% e 16% em países como México, Islândia, Colômbia, Croácia, Portugal, Polônia, Bulgária e Holanda.

O recado é que a pressão sobre preços dos imóveis e aluguel não é apenas local.

Juros perto de 15% e por que o financiamento vira uma barreira matemática

A geração que pode nunca comprar imóvel em 2024: casa própria distante, juros elevam financiamento e aluguel pressiona com preços dos imóveis acima dos salários.

Para quem não compra à vista, o financiamento é o eixo principal do custo.

O relato aponta que a taxa básica saiu de um patamar próximo de 2% e chegou a níveis perto de 15%, elevando a conta final.

Em contratos que podem ultrapassar 120 meses, juros altos ampliam a diferença entre o valor do imóvel e o total pago ao longo do tempo.

Isso muda a estratégia das famílias. Quanto menor a entrada, mais o financiamento fica exposto ao peso dos juros.

A parcela mensal, por sua vez, passa a competir com o aluguel e com despesas essenciais, o que empurra decisões e aumenta o risco de inadimplência em cenários de renda instável.

Preços dos imóveis sobem acima dos salários e a conta não fecha

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O material aponta dois motores para a percepção de bloqueio.

O primeiro é que os preços dos imóveis costumam subir acima da inflação e, com frequência, acima do reajuste de salários.

Quando a renda não acompanha, o acesso à casa própria se desloca para um horizonte mais distante.

O segundo motor é o custo de produção. A alta da mão de obra na construção civil é citada como um fator que pressiona o custo final, junto com a dificuldade de encontrar trabalhadores no setor.

O resultado é uma conta em que preços dos imóveis sobem e o financiamento fica mais caro, reforçando o risco de a geração que pode nunca comprar imóvel virar regra para parte dos jovens.

Efeitos na vida: casa dos pais, apartamentos menores e decisões sobre filhos

A crise deixa de ser abstrata quando altera rotinas.

O texto descreve jovens ficando mais tempo na casa dos pais para economizar entrada e reduzir o peso do financiamento.

Ao mesmo tempo, aparecem lançamentos de apartamentos com menos de 30 m² como alternativa para quem insiste na casa própria em regiões de emprego e infraestrutura.

As consequências alcançam decisões familiares.

Casais revisam a decisão de ter filhos por limitação de espaço e por insegurança financeira, sobretudo quando o orçamento já está comprometido com aluguel ou com parcelas sensíveis a juros.

Onde o problema pesa mais: metrópoles, metrô e pressão no aluguel

A dinâmica tende a ser mais intensa nas grandes cidades.

O material usa São Paulo e Rio como referências de locais em que morar perto de emprego e transporte eleva preços dos imóveis e encarece o aluguel. Bairros próximos a estações de metrô costumam concentrar a procura e, com isso, a valorização.

Há também cidades fora do eixo tradicional.

João Pessoa é mencionada como caso notório de alta recente, associada à chegada de pessoas com trabalho remoto e busca por qualidade de vida no litoral.

Quando oferta não cresce no mesmo ritmo, o ajuste aparece no aluguel e nos preços dos imóveis.

O que tem sido tentado e por que ampliar oferta entra no centro da solução

O debate internacional citado no material aponta dois alvos recorrentes: alojamentos de curta duração, como Airbnb, e compra de imóveis por estrangeiros.

Barcelona é citada com medidas para restringir o aluguel de curta duração, e países como Canadá e Espanha aparecem com limitações à compra por não residentes.

A avaliação apresentada é que restringir demanda não tem mostrado efeito consistente para derrubar preços dos imóveis.

O caminho com maior expectativa é ampliar o estoque de habitações, investir em moradias sociais e redesenhar oferta em áreas com emprego e infraestrutura.

No Brasil, o Minha Casa, Minha Vida é citado como exemplo de política que ampliou acesso ao financiamento em faixas específicas, embora juros altos ainda sejam um freio para muitas famílias.

Para onde isso aponta no Brasil em 2025 e além

Se a geração que pode nunca comprar imóvel encontra barreiras no financiamento, a pressão tende a migrar para o aluguel.

O texto cita a expansão de colivings como resposta prática, especialmente em São Paulo, além da volta de modelos semelhantes a repúblicas, inclusive para pessoas já formadas e com emprego.

O ponto estrutural é que moradia vira problema recorrente, não projeto de curto prazo.

Enquanto juros permanecem altos e preços dos imóveis seguem acima dos salários, a casa própria deixa de ser trajetória padrão e passa a depender de combinação rara de renda, entrada e crédito.

Se este tema impacta seu planejamento, o passo mais realista é mapear renda, simular financiamento e comparar com o aluguel no seu bairro antes de assumir prestações longas.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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