Como parte de um plano global de reposicionamento com alienações de cerca de 21 bilhões de euros (R$ 115 bilhões), a Copel já surgiu como um potencial comprador da empresa de distribuição do Ceará (antiga Coelce). Pouco depois que a Enel colocou sua empresa de distribuição no Ceará (antiga Coelce) à venda como parte de um plano global de reposicionamento com alienações de cerca de 21 bilhões de euros (R$ 115 bilhões), a Copel já emergiu como um potencial comprador do ativo.
O diretor-presidente da companhia paranaense, Daniel Slaviero, disse ao Estadão/Broadcast que o sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado “pretendem olhar, sim”, para o ativo, acrescentando que um dos objetivos do plano estratégico apresentado ontem aos investidores e analistas era adquirir um distribuidor fora do Paraná.
“Se surgirem oportunidades neste segmento, vamos olhar mais ativamente”, disse o executivo o durante o Copel Day 2022, em São Paulo. Anteriormente, ele havia dito aos investidores que pretendia crescer neste segmento, mas não havia especificado nenhum ativo.
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A Copel já está ativa no nordeste, mas em geração. Recentemente começou a operar o complexo eólico Jandaíra, no Rio Grande do Norte.
Embora a princípio não haja sinergia direta entre os ativos de geração no Nordeste e a potencial aquisição em distribuição, a empresa acredita que no futuro poderá criar um núcleo para mais investimentos em parques eólicos. “Pode-se criar outro grande cluster lá para expandir a energia eólica e solar”, disse ele.
Em relação à Amazonas Energia, Slaviero negou o interesse: “Não, está muito distante”.
Leilão
O diretor-presidente da Copel diz não ter planos de participar do leilão de transmissão previsto para novembro, mas a empresa está interessada em expandir-se neste segmento.
Durante todo o evento, a equipe Copel expressou interesse em obter mais 2.000 quilômetros de linhas de transmissão no futuro, mas estava preocupada que os projetos fossem lucrativos.
