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A cidade mais populosa do mundo está afundando e ameaça a vida de quase 42 milhões de pessoas

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Escrito por Noel Budeguer Publicado em 02/01/2026 às 13:37
A cidade mais populosa do mundo está afundando e ameaça a vida de quase 42 milhões de pessoas
A capital da Indonésia enfrenta afundamento acelerado, enchentes recorrentes e pressão urbana, com impactos diretos na infraestrutura e na qualidade de vida
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A capital da Indonésia enfrenta afundamento acelerado, enchentes recorrentes e pressão urbana, com impactos diretos na infraestrutura e na qualidade de vida

Jacarta, a cidade mais populosa do mundo, vive um cenário crítico: o solo afunda em ritmo acelerado e coloca em risco a rotina de quase 42 milhões de habitantes.

O problema combina crescimento urbano intenso, falta de serviços essenciais e uma crise ambiental que amplia a vulnerabilidade de áreas inteiras, principalmente na zona norte.

Com alta densidade e expansão rápida, a cidade concentra desafios que afetam mobilidade, moradia, saneamento e segurança diante de eventos climáticos mais extremos.

O que aconteceu e por que isso chamou atenção

Jacarta passou a ser tratada como a maior urbe do planeta, com população estimada em quase 42 milhões. Essa posição ganhou força com mudanças recentes na metodologia estatística usada em levantamentos internacionais.

A dimensão demográfica chama atenção por superar, em número de habitantes, a soma de Países Baixos, Bélgica e Portugal, além de ficar acima de Canadá e Austrália. O total também se aproxima da população de Argentina.

Esse peso populacional pressiona serviços, infraestrutura e recursos naturais, criando um ambiente urbano com contrastes marcantes entre áreas modernas e bairros informais.

As inundações recorrentes e a elevação do nível do mar agravam a crise ambiental da cidade mais populosa do mundo (AP Foto Dita Alangkara, Arquivo)

Por que Jacarta está afundando

O afundamento ocorre por uma combinação de fatores naturais e humanos. A extração de água subterrânea em excesso tem papel central, ao reduzir o suporte do subsolo e acelerar a subsidência.

O peso da infraestrutura urbana também contribui para o rebaixamento do terreno, somado à subsidência natural de sedimentos. Em várias áreas, o solo chega a descer vários decímetros por ano.

A situação é mais grave no norte da cidade, onde partes do território já ficam abaixo do nível do mar, aumentando a exposição a inundações e ao avanço do oceano.

Falta de água potável aumenta a pressão sobre os aquíferos

A rede de água potável não atende de forma suficiente uma parcela grande da população. Isso leva muitos moradores a recorrerem à retirada de água dos aquíferos.

Esse uso constante reforça o ciclo de subsidência, porque o subsolo perde estabilidade e o terreno se rebaixa com mais rapidez.

O resultado aparece na prática em ruas, casas e estruturas urbanas mais frágeis, com risco maior de danos e interrupções em serviços básicos.

Enchentes frequentes e risco crescente na cidade costeira

Por ser uma cidade costeira, Jacarta enfrenta enchentes cada vez mais frequentes. O avanço do nível do mar e a ocorrência de chuvas extremas agravam o cenário.

A combinação de mar mais alto com tempestades intensas amplia os episódios de alagamento, atingindo infraestrutura, transporte e rotinas de trabalho.

Com o solo afundando, a água encontra mais facilidade para invadir áreas urbanas, transformando eventos extremos em uma preocupação permanente.

A extração excessiva de água subterrânea aumenta a subsidência e compromete o equilíbrio do subsolo em Jacarta.

Projetos em curso para proteger a cidade

Uma das principais respostas envolve o Muro Marinho Gigante, um sistema de defesa costeira pensado para reduzir a entrada do mar e proteger áreas vulneráveis.

Também avança um programa de restauração e normalização de rios urbanos, com foco em melhorar a drenagem e reduzir o impacto das cheias.

No transporte, há ampliação de linhas de metrô e de sistemas de trem leve, com a meta de aliviar congestionamentos e diminuir a poluição.

Mudança da capital para Nusantara e os limites da medida

A estratégia mais ampla prevê a transferência parcial da administração central para Nusantara, na ilha de Bornéu. A ideia é redistribuir a pressão territorial hoje concentrada em Jacarta.

Mesmo assim, a mudança enfrenta desafios administrativos e não reduz de imediato a alta densidade econômica da cidade.

A vida urbana continua marcada por demanda elevada por serviços, empregos e infraestrutura, o que mantém o centro metropolitano sob forte pressão.

Pontos de atenção na vida diária e na economia

A superlotação afeta mobilidade, serviços básicos e qualidade de vida. O contraste entre áreas empresariais e bairros informais reforça a fragmentação social.

O trânsito constante e a saturação do transporte reduzem produtividade e ampliam custos econômicos, com reflexos na economia nacional.

Somados, os riscos climáticos e os impactos da subsidência testam a resiliência urbana e a segurança de quem vive na região metropolitana.

Jacarta reúne quase 42 milhões de habitantes e enfrenta um afundamento acelerado que ameaça infraestrutura e condições de vida, sobretudo em áreas já abaixo do nível do mar.

Com enchentes mais frequentes e respostas ainda em execução, o desafio permanece no centro do futuro urbano da capital, exigindo adaptação e redução de vulnerabilidades sem pausa.

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Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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