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A cidade de Cubatão, em São Paulo, quer transformar antigo lixão em polo de geração elétrica com tecnologia chinesa; a ideia já foi planejada por especialistas e pode revolucionar o setor industrial da região

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Escrito por Rannyson Moura Publicado em 18/02/2026 às 15:53 Atualizado em 18/02/2026 às 15:54
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Cubatão estuda implantar usina para geração elétrica a partir de resíduos sólidos urbanos com tecnologia chinesa e aposta em novo polo de energia sustentável.
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Cubatão estuda implantar usina para geração elétrica a partir de resíduos sólidos urbanos com tecnologia chinesa e aposta em novo polo de energia sustentável.

O que antes era problema pode virar solução. Em Cubatão, no litoral de São Paulo, a prefeitura avalia implantar um projeto ousado de geração elétrica a partir de resíduos sólidos urbanos. 

A proposta prevê a instalação de uma URE (Usina de Recuperação Energética) em uma área que abrigava um antigo lixão.

A ideia é simples e, ao mesmo tempo, ambiciosa: transformar lixo em eletricidade e vapor térmico por meio da tecnologia WTE (Waste-to-Energy). 

Essa tecnologia já é usada em larga escala na Ásia e na Europa. Agora, pode chegar ao Brasil.

Além disso, o projeto faz parte de um plano maior. Ele integra o futuro Polo de Energia Sustentável de Cubatão, que também negocia a instalação de uma indústria de hidrogênio verde no município.

Tecnologia estrangeira promete impulsionar geração elétrica

Para tirar o projeto do papel, a prefeitura iniciou tratativas com a China Civil Engineering Construction Corporation, parceira da SUS Environment. 

A proposta envolve a adoção de sistemas modernos de eficiência térmica e filtragem de gases.

O objetivo é converter resíduos urbanos em insumo energético para o Polo Industrial de Cubatão e para o futuro Corredor Porto-Indústria. 

Ou seja, a geração elétrica deixaria de depender exclusivamente de fontes tradicionais e passaria a aproveitar o próprio lixo produzido pela cidade.

Segundo Wang Kay, gerente do Departamento de Tecnologia e Projetos da empresa chinesa, o modelo já é consolidado em outros países.

“É um processo seguro e consolidado globalmente. A nossa tecnologia já opera em larga escala em vários países da Ásia e da Europa, convertendo resíduos em recursos valiosos”, afirmou o executivo.

Ele destacou ainda que a China praticamente eliminou seus lixões após construir mais de 600 usinas semelhantes.

Projeto envolve governos e pode sair via PPP

Enquanto as negociações avançam, a prefeitura também articula apoio político. 

O prefeito César Nascimento confirmou que há diálogo com os governos estadual e federal para viabilizar não apenas a usina, mas também outros projetos ligados à transição energética.

“Já estamos em tratativas avançadas para trazer a indústria do hidrogênio verde para a cidade, com apoio dos governos Estadual e Federal. Agora avançamos também em outra frente promissora e alinhada às tendências globais”, afirmou.

No entanto, a implantação ainda depende de análises técnicas e do licenciamento ambiental. Além disso, o modelo pode ser estruturado por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada), o que exigirá estudos financeiros detalhados.

Antigo lixão pode virar símbolo de nova economia

Se aprovado, o projeto mudará completamente o destino de uma área antes marcada por degradação ambiental. 

A proposta é transformar o espaço em um polo de economia circular, onde resíduos deixam de ser descartados e passam a gerar valor.

A geração elétrica a partir do lixo também pode reduzir impactos ambientais, diminuir a necessidade de aterros sanitários e fortalecer a infraestrutura energética local.

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Por outro lado, especialistas apontam que projetos desse tipo costumam gerar debates sobre custos, impactos ambientais e eficiência a longo prazo. 

Ainda assim, a promessa de transformar lixo em energia e desenvolvimento econômico tem chamado atenção.

Cubatão, conhecida historicamente por seu polo industrial, pode estar prestes a escrever um novo capítulo em sua trajetória energética.

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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