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A primeira caminhada espacial da NASA ocorre a 28 mil km por hora para instalar superpainéis solares e ampliar a capacidade energética da Estação Espacial Internacional

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Escrito por Noel Budeguer Publicado em 24/03/2026 às 01:14
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A primeira caminhada espacial em um ano chega com uma missão concreta, instalar superpainéis solares na Estação Espacial Internacional, reforçar a rede de energia orbital e preparar uma plataforma chave para seguir funcionando sem margem de erro fora da Terra

A Estação Espacial Internacional voltou a receber uma caminhada espacial dos Estados Unidos depois de um ano sem esse tipo de operação. A atividade foi concluída por Jessica Meir e Chris Williams, que atuaram do lado de fora da base orbital.

A principal missão foi preparar o canal de alimentação 2A para receber novos painéis solares dobráveis. Na prática, isso abre caminho para elevar a oferta de energia e sustentar áreas essenciais da estação com mais eficiência.

Missão retomou atividade extraveicular após um ano

A saída aconteceu em 18 de março e durou sete horas e dois minutos. O trabalho marcou a volta das caminhadas espaciais da agência norte americana depois de um longo intervalo sem ações desse tipo.

O foco estava em reforçar a estrutura elétrica da estação. Esse avanço é importante porque a base depende de energia contínua para manter equipamentos, suporte à vida e outras operações em funcionamento.

Canal 2A foi preparado para receber os novos painéis

Jessica Meir e Chris Williams aparecem no exterior da ISS. NASA

Durante a atividade, os astronautas deixaram pronto o sistema 2A para a futura instalação dos painéis solares de novo modelo. A medida deve aumentar a capacidade energética da estação ao aproveitar melhor a luz solar disponível em órbita.

Além dessa frente principal, a dupla também instalou um cabo de ligação no mesmo sistema de alimentação. Isso complementa a preparação técnica necessária para a próxima etapa da modernização.

Trabalho amplia energia da estação e sustenta áreas críticas

Segundo NASA, agência espacial dos Estados Unidos responsável pela missão, a intervenção vai fornecer energia adicional para a Estação Espacial Internacional e reforçar o suporte a sistemas críticos.

Com isso, a base orbital ganha mais margem para operar com estabilidade. O resultado esperado é uma estrutura mais preparada para manter atividades científicas e funções essenciais em ambiente permanente de microgravidade.

Próxima caminhada terá câmera e coleta de microrganismos

A próxima atividade do lado de fora da estação já tem tarefas previstas. Os futuros astronautas deverão instalar uma tampa na lente de uma câmera acoplada ao Canadarm2, o braço robótico da estrutura orbital.

Outra missão será coletar amostras perto da eclusa de ar Quest para verificar a presença de microrganismos. Esse tipo de procedimento ajuda a entender melhor como o ambiente espacial afeta superfícies e equipamentos.

Data coincidiu com marco histórico da exploração espacial

A caminhada ocorreu no mesmo dia em que se completaram 61 anos da primeira atividade extraveicular da história. Em 18 de março de 1965, o soviético Alekséi Leónov se tornou o primeiro homem a sair de uma nave no espaço.

A experiência, porém, quase terminou em tragédia. O traje inflou além do esperado, dificultou os movimentos e tornou o retorno para a nave um procedimento extremo, feito sob forte risco físico.

Primeira caminhada espacial quase terminou em desastre

Com o traje rígido demais, Leónov perdeu mobilidade nos guantes e nos pés, o que dificultou sua volta. Para conseguir entrar novamente, ele decidiu reduzir o ar do traje por conta própria e passou pela escotilha de cabeça.

Os problemas seguiram mesmo depois do retorno. Houve aumento no nível de oxigênio dentro da nave, o pouso automático falhou e a cápsula aterrissou a 400 quilômetros do ponto esperado, em uma área de mata fechada.

A nova caminhada reforça como a manutenção da estação continua exigindo precisão, preparo e resistência humana em condições extremas. Cada ajuste feito do lado de fora influencia diretamente a capacidade de manter a base ativa.

Ao mesmo tempo, a coincidência com a data histórica amplia o peso simbólico da operação. A combinação entre expansão de energia e lembrança de um episódio crítico muda a leitura estratégica.

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Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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