Idosa é convencida a sacar economias após abordagem nas ruas de Santos, em um golpe sofisticado que envolve bilhete premiado, promessa religiosa e circulação por várias agências bancárias.
Uma idosa de 83 anos perdeu R$ 28 mil após cair em um golpe do bilhete premiado de R$ 10 milhões, em Santos, no litoral de São Paulo.
A dinâmica do caso foi detalhada inicialmente em reportagem publicada pelo g1, que mostrou como a vítima foi convencida por uma mulher que se apresentou como Testemunha de Jeová e por um comparsa a sacar quase todas as economias da poupança e entregar o valor à dupla.
De acordo com o boletim de ocorrência, a aposentada caminhava pela Rua Ministro Xavier de Toledo, por volta das 11h, em direção à Avenida Senador Pinheiro Machado, quando foi abordada pela suspeita.
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Segundo a reconstrução feita pelas autoridades e relatada também pelo g1, a mulher iniciou uma conversa pedindo ajuda para localizar um brechó nas proximidades.
Abordagem nas ruas de Santos
Enquanto ambas conversavam, um homem se aproximou e perguntou se elas sabiam de algum imóvel para locação.
A interação aparentemente casual, como apontou o g1 em sua apuração, ajudou a criar um ambiente de confiança para que a fraude fosse colocada em prática.
Durante a conversa, a mulher exibiu um suposto bilhete premiado da loteria, afirmando que teria recebido R$ 10 milhões e que pretendia comprar um sítio na Bahia.
Conforme relatado à polícia, ela mencionou ser Testemunha de Jeová e disse precisar de duas pessoas para participar do resgate do prêmio, justificativa usada para envolver a vítima e legitimar o pedido de dinheiro.
Para reforçar a falsa narrativa, o comparsa telefonou para um suposto funcionário da Caixa Econômica Federal.
Ele simulou uma checagem do bilhete e, após alguns segundos, afirmou que o prêmio era verdadeiro.
A idosa disse ter acreditado na confirmação, pois toda a ação parecia cuidadosamente estruturada.
Circulação por agências bancárias
Convencida pela dupla, a aposentada entrou no carro dirigido pelo homem.
O grupo seguiu até uma agência bancária na Avenida Marechal Floriano Peixoto, onde ela sacou R$ 5 mil e entregou o valor à mulher.
Depois disso, segundo o relato registrado e divulgado pelo g1, a idosa percorreu outras cinco agências de diferentes bairros, sempre realizando novos saques sozinha e repassando o dinheiro aos golpistas.
No total, retirou R$ 28 mil de sua poupança. Após os saques, o homem deixou a idosa perto de sua residência.
Somente depois, ao perceber que a dupla não retornaria e que não havia prêmio algum, ela procurou a polícia para registrar o caso.
Investigação do 7º Distrito Policial
O episódio foi registrado como estelionato no 7º Distrito Policial de Santos.
Investigadores apuram se a mesma dupla pode ter aplicado golpes semelhantes na cidade ou na região, já que o chamado “golpe do bilhete premiado” tem sido registrado com frequência em várias partes do país.
Esse tipo de crime costuma explorar principalmente pessoas idosas, utilizando histórias que envolvem religiosidade, promessas de lucro imediato e simulações de ligações com bancos.
Em sua cobertura, o g1 também apontou que o golpe segue padrões conhecidos pelas autoridades, como a abordagem em via pública, a apresentação de um bilhete supostamente premiado e a exigência de dinheiro para liberar o fictício prêmio milionário.
Conforme explicam especialistas em segurança consultados por diferentes veículos de imprensa, embora a estratégia varie, a lógica do golpe costuma ser semelhante: os criminosos apelam à emoção, oferecem vantagens financeiras rápidas e tentam impedir que a vítima confirme as informações por conta própria.
No caso da idosa de Santos, a combinação de elementos religiosos, a presença de duas pessoas agindo de forma coordenada e a simulação de uma ligação para a Caixa contribuíram para a sensação de verossimilhança.
A vítima relatou às autoridades que, em nenhum momento, imaginou estar diante de uma fraude.
Orientação de segurança
Órgãos de segurança reforçam que ninguém deve entregar dinheiro, realizar saques ou fornecer documentos em troca de supostos prêmios, heranças ou benefícios não solicitados.
A orientação é procurar familiares, contatar canais oficiais das instituições mencionadas e, sempre que possível, registrar boletim de ocorrência em caso de tentativas de abordagem suspeita.
Em meio a um golpe que teve início com um simples pedido de informação na rua e terminou com a perda de todas as economias de uma aposentada, surge uma dúvida essencial para muitas famílias: como ampliar a proteção de idosos para que criminosos não continuem explorando situações de vulnerabilidade?

Os bancos não deveria liberar sem apresenta de um parente. Até porque se trata de um pessoa idosa. Pra me o banco errou muito. E tem q devolver a quantia q ela perdeu.
Doubly sad as it is well known that Jehovah’s witnesses do not gamble or buy lottery tickets.