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YPF Luz inaugura em Mendoza o parque solar El Quemado com 360 MW e 511 mil painéis bifaciais sobre 620 hectares aos pés dos Andes argentinos após US$ 220 milhões

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Escrito por Douglas Avila Publicado em 16/05/2026 às 11:15 Atualizado em 16/05/2026 às 11:17
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Parque solar El Quemado em Mendoza, Argentina — 360 MW de capacidade e 511 mil painéis bifaciais inaugurados pela YPF Luz em 15 de maio de 2026.
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YPF Luz inaugura em Mendoza o parque com 360 MW e 511 mil painéis bifaciais

Em 15 de maio de 2026, a empresa argentina YPF Luz inaugurou o parque solar El Quemado no departamento de Las Heras, na província de Mendoza.

Conforme reportou a pv magazine International, é uma das maiores fazendas fotovoltaicas em operação na Argentina.

O complexo tem capacidade instalada de 360 megawatts. Conta com mais de 511 mil painéis solares bifaciais distribuídos em 620 hectares aos pés da Cordilheira dos Andes.

De acordo com a YPF Luz, o investimento total no projeto chega a US$ 220 milhões.

A construção durou 18 meses, com pico de 350 trabalhadores empregados — 87% de mão de obra local.

El Quemado em Las Heras vai abastecer cidade de Mendoza e dois departamentos vizinhos

O complexo solar fica no departamento de Las Heras, região de Cuyo. A energia gerada abastece a cidade de Mendoza e os departamentos de Las Heras e Lavalle.

Por outro lado, o sítio escolhido oferece condições ideais para energia solar. A região registra mais de 300 dias de sol por ano e baixa nebulosidade.

Conforme aponta o estudo de viabilidade, o fator de capacidade atinge 31,4%. Trata-se de número alto para parques fotovoltaicos em escala industrial.

Parque combina 511 mil painéis bifaciais com 5.800 trackers solares e 1.170 inversores

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Os 511 mil painéis bifaciais do parque El Quemado captam luz solar nos dois lados, aumentando a produção total. Imagem: Representação editorial.

A arquitetura do parque combina três sistemas principais. Em primeiro lugar, painéis bifaciais capturam luz tanto pela face frontal quanto pela face posterior, refletida do solo.

Da mesma forma, 5.800 trackers solares ajustam a inclinação dos módulos ao longo do dia. Em seguida, 1.170 inversores convertem a corrente contínua em corrente alternada para a rede.

Por consequência, o conjunto eleva a produção em até 12% comparada a um parque com painéis fixos.

Conforme dados do setor, é a configuração técnica mais avançada hoje disponível em escala comercial na Argentina.

Conexão à rede SADI passa por subestação GIS e 40 estações transformadoras

O fazenda fotovoltaica integra-se ao Sistema Argentino de Interconexão (SADI). Conforme o desenho do projeto, a conexão usa uma subestação principal com tecnologia GIS (Gas Insulated Switchgear).

Em outras palavras, o tipo GIS permite menos espaço e maior segurança que subestações abertas convencionais. Por isso, é padrão internacional para parques renováveis de grande porte.

Além disso, 40 estações transformadoras secundárias distribuem a energia gerada antes do envio à rede principal.

Naquele momento, a infraestrutura habilita expansões futuras se a YPF Luz decidir ampliar o parque.

  • Capacidade: 360 MW instalados
  • Painéis: mais de 511 mil módulos bifaciais
  • Área: 620 hectares (~870 campos de futebol)
  • Trackers solares: 5.800 unidades
  • Inversores: 1.170
  • Investimento: US$ 220 milhões
  • Construção: 18 meses, 350 trabalhadores (87% locais)

Emesa começou o projeto e YPF Luz finalizou a obra do parque El Quemado

Trackers solares YPF Luz El Quemado 5800 unidades Mendoza
5.800 trackers solares ajustam a inclinação dos painéis ao longo do dia, aumentando a produção em até 12%. Imagem: Representação editorial.

O projeto começou com a Emesa, empresa de energia provincial de Mendoza. Conforme o histórico do empreendimento, a YPF Luz adquiriu posteriormente o desenvolvimento e finalizou a construção.

Em comparação, outras províncias argentinas como San Juan e Salta também investem em parques fotovoltaicos. Por outro lado, Mendoza segue como hub regional com diversificação de matriz.

De fato, a Argentina ampliou a capacidade renovável em mais de 50% entre 2020 e 2025.

Por consequência, o país avança em sua meta de descarbonização do setor elétrico até 2030.

Brasil também investe em parques solares de grande porte como o NEOM e o NHF

O Brasil mantém forte expansão da matriz solar. Conforme dados da Aneel, o país superou 50 gigawatts de capacidade fotovoltaica em 2025.

Em comparação com a Argentina, o Brasil tem condições semelhantes de irradiação no Nordeste.

Outras grandes obras energéticas globais incluem o lançamento do Dragon CRS-34 da SpaceX em 13 de maio, que envolve sistemas de painéis solares em órbita.

Da mesma forma, a região de Petrolina (PE) e do Piauí abriga complexos de até 1 gigawatt em operação.

Naquele momento, o Brasil ocupa o décimo lugar mundial em capacidade solar instalada.

Próximos passos: YPF Luz planeja adicionar baterias e expandir capacidade do parque solar

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O parque solar El Quemado fica aos pés da Cordilheira dos Andes, em região com mais de 300 dias de sol por ano. Imagem: Representação editorial.

A YPF Luz estuda expansão do parque com adição de sistemas de armazenamento. Em seguida, o objetivo é incluir baterias de lítio para regularizar fornecimento durante a noite.

De acordo com a empresa, a próxima fase pode adicionar 100 MW de capacidade. Por outro lado, depende de aprovação regulatória e linhas de financiamento.

Conforme aponta o setor, a Argentina tem o terceiro maior potencial solar da América Latina. Por isso, projetos como o desenvolvimento na região andina ganham relevância estratégica regional.

Há limitações reconhecidas. A volatilidade econômica argentina afetou cronogramas de outros projetos renováveis.

Em outras palavras, a inflação histórica complicou contratos de longo prazo. Conforme dados do mercado, vários parques propostos sofreram revisões em 2023 e 2024.

Da mesma forma, o financiamento internacional ainda exige garantias específicas. Por isso, projetos como o El Quemado dependem do reposicionamento macroeconômico do país.

Por outro lado, o impulso dado pela YPF Luz mostra que parques de mais de 300 MW continuam viáveis. Naquele momento, o setor argentino entrega sinal positivo a investidores estrangeiros.

De acordo com analistas regionais, novos investimentos em energia solar geram empregos diretos e indiretos.

Conforme estimativa do Ministério de Energia argentino, cada 100 MW solar instalado mobiliza cerca de 600 postos de trabalho durante a construção.

Em comparação com o Chile, principal produtor solar latino-americano, a Argentina ainda tem capacidade fotovoltaica reduzida. Por isso, a meta governamental é dobrar a base instalada até 2030.

Será que a recente inauguração do El Quemado consolida Mendoza como novo polo solar da Argentina? A resposta começará a aparecer nos próximos leilões regulatórios programados para o segundo semestre de 2026.

Será que a estabilização macroeconômica recente vai permitir à Argentina manter o ritmo de expansão fotovoltaica que vimos no El Quemado? A próxima década dará a resposta.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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