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YouTuber monta bateria nuclear caseira com 5 ampolas de trítio, chega a 2,9 volts durante a noite e mostra como um sistema minúsculo, selado e sem luz solar consegue gerar energia sozinho por até 12 anos

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 21/04/2026 às 11:15
Atualizado em 22/04/2026 às 15:04
Assista o vídeoBateria nuclear caseira com trítio acumulou 2,9 volts durante a noite em experimento simples e sem energia externa.
Bateria nuclear caseira com trítio acumulou 2,9 volts durante a noite em experimento simples e sem energia externa.
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Experimento da Double M Innovations mostrou que uma bateria nuclear caseira montada com cinco ampolas de trítio, duas células solares amorfas e vedação com fita de alumínio conseguiu acumular até 2,9 volts durante a noite, mesmo operando com potência extremamente baixa e sem qualquer entrada externa de energia

Em um experimento recente, a bateria nuclear caseira criada pela Double M Innovations mostrou que o decaimento radioativo de frascos de trítio pode ser convertido em eletricidade utilizável com uma configuração simples, compacta e autossuficiente. Embora a produção de energia ainda seja extremamente pequena, o teste revelou uma forma de gerar energia constante sem luz solar nem qualquer entrada externa.

O projeto combina ampolas de trítio com pequenas células solares para formar uma fonte de energia nuclear compacta. A proposta usa o brilho produzido pela decomposição do material radioativo para alimentar o sistema e gerar uma corrente elétrica mensurável.

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Como a bateria nuclear caseira transforma radiação em energia

O funcionamento começa com o trítio, uma forma radioativa de hidrogênio presente com frequência em produtos que brilham no escuro. Conforme esse material se decompõe ao longo do tempo, ele emite elétrons de baixa energia, que atingem uma camada de fósforo dentro de tubos de vidro selados e produzem um brilho verde constante.

Em vez de captar luz solar, o dispositivo aproveita essa luminosidade interna como fonte de energia. Para isso, células solares amorfas são colocadas diretamente contra os tubos, já que esse tipo de célula é sensível à baixa luminosidade e consegue converter esse brilho fraco em eletricidade, de forma semelhante ao que acontece em ambientes internos pouco iluminados.

Para melhorar o desempenho do conjunto, toda a unidade é selada hermeticamente com fita de alumínio. Esse fechamento impede a entrada de luz externa e faz com que apenas a luminosidade produzida internamente participe da geração de energia.

Estrutura simples usa células solares e cinco ampolas de trítio

A montagem da bateria foi feita com componentes básicos e facilmente encontrados no mercado. Duas pequenas células solares amorfas, parecidas com as usadas em calculadoras, formam a base principal do sistema.

Entre essas duas células, foram posicionadas cinco ampolas de trítio em fila. Cada uma mede cerca de 3 milímetros de diâmetro e aproximadamente 11 milímetros de comprimento, e a segunda célula solar é colocada por cima para formar uma estrutura compacta em camadas.

O interior do dispositivo recebe ainda um material refletor para ampliar o aproveitamento da luz gerada. Depois disso, todo o conjunto é envolvido e selado, em um desenho que dispensa soldagem e fiação complexa e permite montagem rápida assim que todas as peças estejam disponíveis.

Mediçōes mostram carga lenta, mas constante

Depois da montagem, os testes da bateria nuclear caseira começaram com um multímetro padrão. Cada célula solar registrou entre 0,45 e 0,47 volts, mas a corrente de saída era tão baixa que ficou difícil detectá-la diretamente.

Para melhorar a medição, as células foram ligadas em série e conectadas a um pequeno capacitor. Dessa forma, o sistema passou a armazenar carga ao longo do tempo, em vez de depender apenas de uma saída instantânea.

Os resultados mostraram crescimento gradual da voltagem acumulada. Após 10 minutos, o capacitor chegou a 2,2 volts; depois de uma hora, atingiu 2,4 volts; e, ao final da noite, alcançou 2,9 volts sem qualquer entrada externa de energia.

Vida útil longa não elimina limite de potência

Mesmo com o aumento contínuo da tensão, a potência total segue muito baixa. O sistema opera na faixa de nanowatts, nível insuficiente para alimentar um LED ou manter pequenos dispositivos eletrônicos funcionando por longos períodos.

Ainda assim, o conceito apresenta uma vantagem importante: o trítio tem meia-vida de cerca de 12 anos. Isso permite que o material continue produzindo energia por um período prolongado antes que sua capacidade de geração caia de forma significativa.

As baterias nucleares comerciais conseguem desempenho superior porque alinham com maior precisão os materiais radioativos e os componentes encarregados da captação de energia. Esse ajuste melhora a conversão e eleva a produção energética em relação à versão apresentada no experimento.

No formato mostrado pela Double M Innovations, a bateria nuclear caseira funciona como uma prova de conceito. O teste demonstrou que materiais simples e facilmente encontrados, combinados com radiação interna, podem gerar uma corrente elétrica mensurável, ainda que em nível muito limitado.

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Fábio Luís de Souza Leandro
Fábio Luís de Souza Leandro
23/04/2026 06:46

Um arranjo conceitual importantíssimo para ser desenvolvido e direcionado com bom senso em todo o mundo.Que inovações positivas como essa venham com um mundo melhor para todos.

Sadi Nogueira
Sadi Nogueira
Em resposta a  Fábio Luís de Souza Leandro
25/04/2026 00:14

O problema, Fábio, é que tem sempre um ideologista egoísta que vai utilizar isso, não para ganhar dinheiro mas para submeter os outros as suas sandices doentias. Tudo é sempre utilizado para o mal, lamentavelmente.

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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