O ambicioso plano de transformar o litoral paulista com o Castelo da Xuxa e atrações radicais que prometiam milhares de empregos, mas acabaram impedidos pelo embargo definitivo do Ibama na Mata Atlântica
Em 1998, o Xuxa Water Park planejou investir um valor estimado em US$ 250 milhões em Itanhaém para criar um polo turístico familiar. O projeto buscava impulsionar a economia local, mas o embargo ambiental definitivo impediu a construção por afetar áreas sensíveis da Mata Atlântica. Os dados deste artigo são do portal Vipzinho e outras fontes.
O parque ocuparia a área da Chácara Cibratel situada no litoral sul paulista. As empresas Embraparque e NBGS firmaram parceria para viabilizar o investimento de US$ 250 milhões.
A estrutura contaria com piscina de ondas, montanha-russa aquática e o rio lento. Outras atrações previstas eram a pista de surf e o icônico Castelo da Xuxa.
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Lojas, restaurantes e uma ampla praça de eventos completariam o complexo de lazer planejado. O projeto visava transformar Itanhaém em referência nacional no turismo infantil e familiar.
Expectativa e geração de empregos
A expectativa local girava em torno da criação de milhares de empregos diretos. A inauguração oficial do empreendimento estava inicialmente marcada para o mês de julho de 1999.
Campanhas em mídias de alto custo garantiram uma divulgação intensa para o público interessado. Passaportes válidos por 25 anos foram comercializados antes mesmo do início das obras.
Ingressos diários também foram vendidos antecipadamente para moradores, investidores e fãs da apresentadora.
A movimentação inicial de capital empolgou comerciantes que esperavam lucros com o novo fluxo.
Entraves e intervenção ambiental
O avanço do projeto enfrentou um obstáculo decisivo relacionado às licenças ambientais necessárias. O parque dependia de autorizações estaduais e federais por estar em região de mata.
Técnicos ambientais alertaram sobre riscos graves ao ecossistema local e à fauna silvestre. As áreas de restinga e a base da Serra do Mar seriam impactadas.
O Ibama decidiu suspender a licença ambiental após analisar os riscos ao ecossistema regional. Uma decisão liminar determinou o embargo definitivo das obras ainda no ano de 1998.
Conflito de interesses locais
Ambientalistas defenderam a preservação de áreas contínuas de Mata Atlântica no estado de São Paulo. Por outro lado, moradores enxergavam no parque uma oportunidade real de crescimento econômico.
O fortalecimento do turismo durante o ano inteiro era a principal meta dos comerciantes. O impasse dividiu opiniões sobre a prioridade entre desenvolvimento econômico e preservação da natureza.
Histórico e encerramento definitivo do Xuxa Water Park
Tentativas posteriores de retomar a marca em São Paulo falharam após problemas estruturais graves. Um incêndio ocorrido em 2001 prejudicou a continuidade de novos planos de expansão.
Em 2002, o antigo Parque do Gugu encerrou atividades, finalizando essa fase de parques temáticos. O Xuxa Water Park tornou-se o símbolo de um grande empreendimento inacabado.
Atualmente, o caso serve como alerta sobre o equilíbrio entre turismo e meio ambiente. O projeto não saiu do papel apesar da venda antecipada de muitos ingressos.
Os dados da matéria são de um artigo do portal Vipzinho.


Seria um empreendimento interessante. Porém a preservação da já redusidicima cobertura de mata atlântica tem que estar em primeiro lugar., o por isso dos recordes de temperatura hoje no mundo e em São Paulo media de 38 graus.
Os moradores mais antigos de itanhaém diziam que foi pedido uma grana para liberarem o empreendimento.