A empresa chinesa Xiaomi deu um novo passo em direção ao mercado de carros elétricos, conquistando uma aprovação crucial para iniciar sua produção no início de 2024.
A multinacional Xiaomi conseguiu recentemente uma aprovação essencial para produzir carros elétricos no mercado Chinês. Este é mais um passo para a gigante do setor de smartphones começar a produção de veículos elétricos até o começo de 2024, segundo o seu cronograma original.
Xiaomi promete investir US$ 10 bilhões em carros elétricos
Segundo fontes da Reuters, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), que regula novos investimentos e capacidade de produção na indústria de veículos da China, deu aval para a Xiaomi neste mês.
A multinacional chinesa havia prometido um investimento de US$ 10 bilhões ao longo de uma década no setor automobilístico. Enquanto aguardava aprovação, a companhia avançou no empreendimento, concluindo a construção de instalações capazes de fabricar até 200 mil veículos elétricos por ano em Pequim, segundo uma reportagem do jornal estatal Beijing Daily.
-
Uma fábrica britânica que antes vivia de peças mecânicas agora monta 420 mil unidades de propulsão elétrica por ano e pode equipar 70% dos carros elétricos da Ford vendidos na Europa
-
Dolphin Mini vira fenômeno dos elétricos no Brasil, BYD chega a 300 mil veículos vendidos e mostra que a disputa dos elétricos mudou de patamar, com fábrica gigante na Bahia, liderança no varejo e 217 concessionárias
-
Toyota sai dos carros híbridos e aposta em táxi aéreo elétrico com a Joby, aeronave de 6 rotores, 322 km/h e produção em massa para tentar levar a eletrificação das estradas para o céu das grandes cidades
-
Com motor V12 aspirado de 6.5 litros e 830 cv a 9.250 rpm, torque de 678 Nm e câmbio de dupla embreagem simulando marchas manuais, a nova Ferrari 12Cilindri Manuale acelera de 0 a 100 km/h em 2,9 s, chega a mais de 340 km/h e estreia limitada a 1.499 unidades
A meta da Xiaomi é produzir seus primeiros carros elétricos em massa já no primeiro semestre de 2024. Ainda havia dúvidas se o cronograma poderia ser cumprido, visto que o NDRC tem sido cauteloso para aprovar novos planos de produção de carros elétricos por conta do excesso de capacidade e desaceleração da demanda na China.
A Xiaomi planeja fabricar cerca de 100 mil carros elétricos a partir do próximo ano. Além disso, a marca tem planos de usar suas milhares de lojas espalhadas pelo país como showrooms para seus carros elétricos e impulsionou a contratação de trabalhadores para sua fábrica de veículos elétricos na última semana, segundo informações da mídia.
Carro elétrico da Xiaomi tem detalhes vazados
Apesar desta nova autorização aproximar a Xiaomi da produção em massa de carros elétricos, o empreendimento ainda necessita de mais uma autorização, desta vez do Ministério da Indústria e Informação (MIIT), que avalia novas montadoras, requisitos técnicos e também de segurança.
A multinacional entrará no segmento de veículos elétricos em um momento em que o maior mercado automotivo do mundo passa por problemas como excesso de capacidade e demanda em desaceleração, o que desencadeou uma guerra de preços.
A Xiaomi se prepara para um novo lançamento, o MS11, modelo totalmente elétrico. A empresa tem mantido um forte sigilo em relação ao novo produto, entretanto em julho uma foto do veículo foi vazada, entregando detalhes importantes sobre a bateria que deve ser utilizada no carro.
Confira os detalhes do tão aguardado MS11
Segundo informações vazadas, o MS11 contará com uma bateria de íons de lítio de 101 quilowatts-hora e que pesa 642 kg.
O diferencial seria a autonomia do carro elétrico: as estimativas apontam que o modelo pode chegar a 800 quilômetros. Além disso, a empresa da China promete uma recarga mais rápida do que a que é entregue pelos concorrentes.
Também já foi vazado que o MS11 contará com três versões, onde duas delas trará uma bateria do tipo Blade com química LFP assinada pela BYD, enquanto a terceira, com maior autonomia, terá bateria do tipo CATL.
As primeiras discussões sobre a entrada da Xiaomi no mercado de veículos elétricos aconteceram em 2021. Na oportunidade, a gigante cogitou uma parceria com a montadora GWM, o que acabou não acontecendo.
Em março deste ano, o CEO da Xiaomi, Lei Jun, afirmou que o negócio de carros da empresa estava progredindo além das expectativas e que testes com diversos protótipos foram concluídos.
O executivo ainda sugeriu que a produção em massa dos modelos estava programada para começar já em 2024 e segundo a mídia chinesa, o preço do MS11 deve ser de US$ 43 mil, o equivalente a R$ 300 mil.

