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Visto do espaço, uma imagem feita por um astronauta mostra no deserto da Arábia Saudita um oásis improvável, protegido por um relevo que freia o avanço da areia, cercado por círculos verdes, vestígios de um lago extinto e quase 10 mil anos de história preservados

Escrito por Ana Alice
Publicado em 11/04/2026 às 04:47
Atualizado em 11/04/2026 às 20:10
Assista o vídeoImagem da NASA mostra Jubbah, na Arábia Saudita, sobre um paleolago cercado por dunas, agricultura irrigada e arte rupestre. (Imagem: Ilustrativa)
Imagem da NASA mostra Jubbah, na Arábia Saudita, sobre um paleolago cercado por dunas, agricultura irrigada e arte rupestre. (Imagem: Ilustrativa)
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Imagem feita do espaço destaca um oásis no deserto saudita, áreas de cultivo circulares, vestígios de um lago extinto e um conjunto arqueológico reconhecido internacionalmente, reunindo no mesmo cenário elementos geográficos, hídricos e históricos de longa duração.

Uma imagem feita por um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional voltou a destacar Jubbah, um oásis no norte da Arábia Saudita cercado por dunas, áreas de cultivo circulares e um relevo que, segundo a NASA, ajuda a reduzir o avanço da areia.

Vista do espaço, a cidade ocupa a bacia de um antigo lago no deserto de Nafud e reúne, no mesmo cenário, agricultura irrigada, vestígios de ocupação humana antiga e um conjunto de arte rupestre reconhecido pela Unesco.

Na foto, Jubbah aparece como um ponto de ocupação permanente em uma região hiperárida.

A presença de água subterrânea explica a atividade agrícola local e os círculos verdes visíveis na imagem, formados por sistemas de irrigação por pivô central.

De acordo com registros institucionais sobre a área, essa disponibilidade hídrica ajudou a sustentar o assentamento ao longo do tempo.

Jubbah e o paleolago no deserto de Nafud

Segundo a NASA, Jubbah foi construída na bacia de um paleolago, termo usado para designar um lago que existiu no passado e secou após mudanças climáticas.

Esse antigo espelho d’água media cerca de 20 quilômetros de extensão por 4 quilômetros de largura.

Hoje, o leito remanescente está a “hundreds of feet” abaixo das dunas vizinhas, o que ajuda a explicar a forma deprimida da paisagem em que a cidade se instalou.

Imagem: Reprodução/Nasa
Imagem: Reprodução/Nasa

Na porção oeste dessa depressão fica Jabal Umm Sinman, montanha associada à configuração geográfica da área.

Em material de divulgação turística saudita, o nome é relacionado à imagem de um camelo de duas corcovas deitado no chão.

Já a NASA informa que o maciço interfere na circulação dos ventos e cria uma espécie de “wind shadow”, reduzindo a formação de dunas no lado em que Jubbah se desenvolveu.

Esse aspecto é apontado como um dos fatores que ajudam a explicar a permanência do oásis.

Os ventos predominantes na região sopram de oeste para leste, e a montanha atua como barreira física ao transporte mais intenso de areia.

Em um ambiente desértico aberto, essa condição favorece a preservação da área ocupada pela cidade e das zonas de cultivo.

Água subterrânea e ocupação humana antiga em Jubbah

A história de Jubbah não se limita à imagem orbital.

Antes da desertificação mais intensa da Península Arábica, a região abrigava fontes de água doce usadas por grupos humanos em deslocamento.

No caso de Jubbah, a presença de um aquífero subterrâneo é apontada por estudos e registros institucionais como um dos elementos que ajudaram a manter a ocupação da área mesmo após o desaparecimento do lago.

Pesquisas sobre a chamada “Arábia Verde”, expressão usada por especialistas para descrever fases antigas em que partes hoje áridas da península tiveram condições ambientais mais úmidas, incluem Jubbah entre os locais relevantes para a reconstrução desse passado.

A bacia sedimentar da região preserva evidências geológicas, enquanto o entorno reúne inscrições e gravuras associadas a diferentes períodos de presença humana.

Arte rupestre na Arábia Saudita e patrimônio da Unesco

A importância arqueológica da área está concentrada sobretudo em Jabal Umm Sinman.

A Unesco descreve o local como uma paisagem com numerosos painéis de petróglifos e inscrições produzidos por populações que viveram ali quando a região ainda se organizava em torno de um lago de água doce.

O conjunto integra o sítio “Rock Art in the Hail Region of Saudi Arabia”, inscrito na Lista do Patrimônio Mundial em 2015, ao lado de áreas em Shuwaymis.

Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

Os registros incluem figuras humanas, animais e inscrições de diferentes períodos.

Em estudos acadêmicos sobre o oásis, pesquisadores informam que o levantamento sistemático da área registrou 1.249 painéis com arte rupestre e inscrições, além de 159 sítios arqueológicos distribuídos por doze jebels.

A própria Unesco afirma que o conjunto preserva quase 10 mil anos de história humana associados a transformações profundas no ambiente local.

Além do valor arqueológico, esse acervo é usado por pesquisadores para compreender mudanças ambientais na paisagem.

As gravuras e inscrições são tratadas como evidências da circulação humana, da fauna presente em fases mais úmidas e das formas de adaptação de grupos sucessivos às alterações do clima.

Por essa razão, Jubbah é citada em estudos como área de interesse tanto para a arqueologia quanto para a reconstrução ambiental da Península Arábica.

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O que a imagem feita do espaço mostra sobre Jubbah

A repercussão da foto se deve, em parte, ao contraste entre os elementos visíveis na cena.

De um lado, aparecem os círculos agrícolas produzidos pela irrigação mecanizada.

De outro, surgem a sombra da montanha, o cinturão de dunas e os indícios de uma ocupação humana muito anterior à cidade atual.

Nesse contexto, a imagem registra a sobreposição entre geologia, água subterrânea, uso agrícola contemporâneo e patrimônio arqueológico.

Também por isso, Jubbah passou a ser mencionada como um exemplo de como imagens orbitais ajudam a observar, ao mesmo tempo, características naturais e marcas de ocupação humana.

No mesmo enquadramento, aparecem vestígios de um lago extinto, a influência do relevo sobre a dinâmica das dunas e um sítio arqueológico reconhecido internacionalmente.

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Rosangela Vicente
Rosangela Vicente
14/04/2026 07:35

Não sei se a história é real mas a história é muito interessante, gostei muito

Augusto
Augusto
13/04/2026 13:57

E ainda tem quem acredite nessa baboseira viagem espacial. Tudo IA!!! Estória de Trancoso, estória pra **** dormir!!!

Marcio roberto
Marcio roberto
Em resposta a  Augusto
13/04/2026 17:52

Estuda…nen sabe oq ta falando…

Gabriel
Gabriel
Em resposta a  Augusto
13/04/2026 20:41

Sabe nem escrever história,vira gente antes de opinar sobre coisa que não sabe.

Peddo
Peddo
Em resposta a  Augusto
14/04/2026 19:26

Mas as viagens espaciais existem a muito mais tempo do que a I.A😂

Andrew Musetti
Andrew Musetti
12/04/2026 10:51

Quero morar em Jubbah.

Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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