Nova imagem da NASA mostra a Estrutura Richat (Olho do Saara) vista do espaço com detalhes impressionantes. Entenda sua origem e importância.
Divulgada na última quinta-feira (16), uma nova imagem da NASA voltou a destacar a impressionante Estrutura Richat, uma formação localizada no deserto do Saara, na Mauritânia. O registro, produzido com dados coletados em março de 2026 pelos satélites Landsat 8 e Landsat 9, evidencia padrões geológicos que só podem ser plenamente percebidos quando analisados do espaço.
Imagem vista do espaço evidencia o “Olho do Saara”
No meio da vasta paisagem árida, a Estrutura Richat chama atenção pelo formato circular incomum. Com cerca de 40 quilômetros de diâmetro, a formação se tornou conhecida como “Olho do Saara”, justamente por lembrar uma íris gigante quando observada de grande altitude.
A imagem mais recente revela faixas circulares bem definidas, com variações de cores entre tons alaranjados e acinzentados. Essas diferenças visuais refletem a diversidade de rochas presentes tanto na estrutura quanto em seu entorno.
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Como a Estrutura Richat se formou?
Durante muito tempo, o formato circular levou pesquisadores a considerar a hipótese de um impacto de meteorito. No entanto, estudos mais recentes mostraram que a explicação é outra.
A formação é resultado de um processo geológico gradual, que pode ser resumido assim:
- Rochas foram empurradas para cima por atividade vulcânica subterrânea;
- Ao longo de milhões de anos, a erosão atuou de forma desigual;
- Esse desgaste criou os anéis concêntricos visíveis atualmente
Esse conjunto de fatores acabou criando os anéis visíveis hoje, que fazem da Estrutura Richat um fenômeno único no deserto do Saara.
Uma descoberta histórica que veio do céu
A formação já era conhecida desde a década de 1930, quando geógrafos franceses a descreveram e a compararam a uma “abotoadura”, em referência ao formato circular.
Mesmo assim, foi apenas com a exploração espacial que sua real dimensão ficou evidente. Décadas depois dessa primeira descrição, os astronautas Ed White e James McDivitt registraram imagens do local durante a missão Gemini IV, ampliando o interesse científico sobre a área.

Além do valor geológico, o entorno da Estrutura Richat também revela sinais importantes da presença humana ao longo do tempo. O platô de Adrar concentra vestígios que ajudam a contar parte dessa história.
Entre os principais registros encontrados estão:
- Ferramentas utilizadas por populações pré-históricas
- Pinturas rupestres preservadas
- Restos de cidades medievais ligadas a rotas de caravanas
Essa combinação faz da região um ponto onde passado humano e transformações naturais se cruzam.
NASA reforça importância da observação espacial
Observar a Estrutura Richat a partir do solo não permite entender seu formato completo. É justamente a perspectiva ampliada, proporcionada por imagens de satélite, que revela a organização circular da formação.
Para a NASA, esse tipo de registro demonstra como determinadas paisagens só podem ser interpretadas corretamente quando analisadas em escala global. No caso do deserto do Saara, a tecnologia espacial ajuda a expor uma estrutura que, embora esteja na superfície terrestre, permanece praticamente invisível em sua totalidade para quem está no chão.
Dessa forma, a nova imagem reforça o fascínio contínuo pelo chamado “Olho do Saara”, um dos exemplos mais marcantes de como a observação vista do espaço transforma a compreensão sobre o próprio planeta.
Com informações do g1
