Desde o final do mês de fevereiro, Putin, presidente da Rússia, afirmou que estaria realizando a invasão da Ucrânia visto que o presidente do país vizinho não estava obedecendo o acordo previsto pelos dois países assinado durante a década de 90 do século passado.
Segundo dados que foram revelados durante esta segunda-feira, 06 de junho, a venda de carros e automóveis na Rússia teriam caído ao menos 84% durante o mês de maio, depois que houve o isolamento ainda mais intensificado do país. O isolamento teria começado depois que Putin invadiu a Ucrânia e se negou a assinar um acordo de paz entre os dois países sem que o presidente vizinho não concordasse com as suas imposições.
De acordo com os dados levantados pela Associação de Empresas Europeias, é estimado que durante o mês de maio, menos de 25 mil veículos tenham sido vendidos entre os russos, o que representa uma queda acima de 84%. Esse é um dos número ainda maiores que aqueles já existentes durante o ano de 2006, quando o país estava vivendo uma forte recessão econômica. Tabelas indicam que, durante o ano de 2014, o país teria vendido mais de 250 mil automóveis em todos os seus estados e a economia passou por momentos de pico.
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A invasão de Vladimir Putin aconteceu no dia 24 de fevereiro. Depois disso, ao se negar aceitar as imposições dos Estados Unidos, o país sofreu fortes sanções, em que viu pouco a pouco empresas do exterior saindo de seus territórios e os preços das commodities instáveis. Somente o petróleo, agora, está sendo cotado a US$ 120 e pode aumentar ainda mais com as imposições aplicadas pela Arábia Saudita quanto ao aumento de preços em ao menos seis dólares para cada um dos barris que fossem negociados no Oriente.
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Petróleo mais caro, dificuldades quanto à mineração, que fez com que os metais tivessem preços inflados, e dificuldades quanto à logística da sanção. Esses são pontos que impactam de forma negativa o setor automobilístico do país, e que poderão deixar marcas profundas por longos anos.
“Alguns fornecedores ainda não esgotaram todos os seus estoques, então é isso que está vendendo”, disse Azat Timerkhanov, da consultora Avtostat. “Mas eles estão se esgotando rapidamente.”
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Vale salientar que apenas duas das mais de vinte fábricas que existem em toda a Rússia estão operando normalmente, visto que as demais foram fechadas. Apesar disso, sabe-se, atualmente, que o governo russo teria assumido algumas fábricas importantes desde que houve a saída de empresas do país, como é o caso da famosa e mais conhecida Moskvich.
Eles já estavam contando com planos ambiciosos para vender novos modelos tecnológicos dentro de alguns meses. Georgy Ostapkovich, especialista no setor da Escola Superior de Economia de Moscou, entretanto, afirma que a indústria do país está totalmente dependente de produtos vindos do estrangeiro.
De acordo com o que foi afirmado por Geirgy em entrevista, é estimado pelos analistas que o país, se não voltar atrás da invasão, poderá sofrer com um tipo de “primitização”, em que seu desenvolvimento tecnologia poderá ser suprimido em até dez anos tendo em vista de países concorrentes em descobertas científicas e automovilísticas.


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