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Uma parede submersa de 117 metros de comprimento de 7.000 anos é descoberto e intriga cientistas

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 13/12/2025 às 14:50
Muralha submersa de 117 metros e 7.000 anos na costa da Bretanha revela engenharia avançada do Mesolítico e desafia cronologia da inovação humana.
Muralha submersa de 117 metros e 7.000 anos na costa da Bretanha revela engenharia avançada do Mesolítico e desafia cronologia da inovação humana.
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Estrutura de granito com 60 monólitos acima de 1,8 metro foi identificada no fundo do mar da Bretanha, na França, e antecede o megalitismo neolítico em cerca de 500 anos, segundo análises arqueológicas subaquáticas recentes

Uma descoberta arqueológica submersa na costa da Bretanha, na França, revelou estruturas monumentais do Mesolítico, identificadas entre 2017 e 2024, incluindo uma muralha de 117 metros e 60 monólitos, alterando a cronologia conhecida da inovação humana anterior à agricultura europeia.

Arqueólogos identificaram o conjunto de estruturas em 2017, durante um mapeamento do fundo do mar, e confirmaram sua extensão após explorações subaquáticas realizadas entre 2022 e 2024, revelando uma obra de engenharia construída em ambiente costeiro hoje submerso.

A principal estrutura documentada é uma muralha com 117 metros de comprimento que atravessa um vale, composta por blocos de granito empilhados e reforçada por 60 monólitos verticais, cada um medindo mais de 1,8 metro de altura.

Essas construções se destacam por não possuírem paralelos conhecidos do mesmo período na França, sendo classificadas como centenas de anos mais antigas do que os megalitos previamente registrados no território francês, conforme apontado pelos pesquisadores envolvidos.

Estruturas submersas e análise técnica

Uma análise morfotectônica baseada em dados LIDAR identificou 11 estruturas submersas ao largo da Ilha de Sein, posicionadas a uma profundidade de 25,5 pés, segundo estudo publicado no International Journal of Nautical Archaeology.

De acordo com a publicação, os vestígios apresentam um nível de preservação considerado elevado para um ambiente descrito como hostil, surpreendendo os pesquisadores durante as campanhas de exploração subaquática conduzidas nos últimos anos.

“Os arqueólogos não esperavam encontrar estruturas tão bem preservadas em um ambiente tão hostil”, relatou a Phys, ao comentar os resultados divulgados no estudo científico.

Os autores afirmam que os vestígios indicam presença humana no Mesolítico e demonstram habilidades avançadas de construção, antecedendo o megalitismo neolítico na Bretanha em aproximadamente 500 anos, conforme descrito no artigo acadêmico.

Métodos construtivos distintos

Os pesquisadores identificaram dois métodos construtivos distintos entre as estruturas analisadas. Um grupo, classificado como TAF2A, B e 3, apresenta características semelhantes aos 60 monólitos monumentais identificados na muralha principal.

Um segundo conjunto de estruturas é formado por paredes mais estreitas, construídas com pedras menores, aparentemente projetadas para bloquear depressões naturais do terreno, segundo descrição publicada pela revista Archaeology.

Essas formações menores são interpretadas como possíveis armadilhas para peixes, enquanto as estruturas monumentais maiores podem ter funcionado como muros de proteção ou elementos de demarcação territorial, de acordo com a análise apresentada.

Implicações para o Mesolítico europeu

Os autores destacam que represas de pesca constituíam um meio fundamental de abastecimento alimentar para populações marítimas do Mesolítico na Europa, reforçando a função prática dessas estruturas no contexto costeiro.

Embora armadilhas de pesca pré-históricas já tenham sido identificadas ao longo das costas da Bretanha e da Normandia, os sítios submersos próximos à Ilha de Sein representam uma descoberta inédita na região.

Segundo a Archaeology Mag, esses achados corroboram evidências subaquáticas crescentes de tradições complexas de construção em pedra entre grupos de caçadores-coletores costeiros, muito antes da disseminação da agricultura pela Europa.

Os autores concluem que os vestígios, únicos nessa profundidade, fornecem informações valiosas sobre sociedades marítimas durante a transição Mesolítico-Neolítico, colocando em dúvida a agricultura como único marcador da inovação humana nesse período historico.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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