Na Nova Zelândia, o Aeroporto de Gisborne se destaca por um detalhe raro: uma linha férrea cruza sua pista principal, exigindo sincronia absoluta entre trens e aviões para garantir segurança e funcionamento
Localizado na cidade de Gisborne, na costa leste da Ilha Norte da Nova Zelândia, o Aeroporto de Gisborne é uma das instalações mais incomuns do planeta. Isso porque uma linha férrea corta diretamente sua pista principal, fazendo com que aviões e trens precisem dividir o mesmo espaço físico.
A coexistência entre transporte aéreo e ferroviário exige coordenação precisa. Os controladores de tráfego devem sincronizar pousos, decolagens e passagens de trens para evitar qualquer tipo de conflito.
Essa operação incomum transformou o aeroporto em um símbolo de engenhosidade e cuidado logístico.
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Luzes de sinalização e controle cuidadoso
Durante mais de duas décadas, o local utilizou um sistema de luzes vermelhas piscantes para alertar os pilotos sobre a aproximação de um trem.
Quando o sinal ficava verde, a pista era liberada para uso. Esse sistema foi essencial enquanto a linha regular entre Gisborne e Napier estava ativa.
No entanto, o sistema foi desativado após o encerramento do serviço ferroviário regular, segundo o jornal britânico The Sun.
A mudança ocorreu principalmente porque a manutenção do sistema representava um custo alto e desnecessário, já que o tráfego de trens havia diminuído drasticamente.
Apenas um trem a vapor ainda cruza a pista
Hoje, a travessia da linha é feita apenas pelo trem a vapor da Gisborne City Vintage Railway. Ele opera cerca de 15 vezes por ano, geralmente durante o verão e em dias de chegada de navios de cruzeiro.
Mesmo assim, cada travessia requer autorização verbal das autoridades aeronáuticas.
De acordo com Hadley Cave, diretor-chefe da Autoridade de Aviação Civil da Nova Zelândia, os trens são tratados como qualquer outro veículo na pista.
“As aeronaves ainda terão prioridade. É apenas uma questão de encaixar os cruzamentos entre os pousos”, explicou.
Um aeroporto singular no cenário mundial
O Aeroporto de Gisborne ocupa cerca de 400 acres e possui um terminal com quatro portões. Acredita-se que a ferrovia tenha sido construída antes da decisão, na década de 1940, de transformar a área em um aeródromo.
Com paisagens marcadas por vinhedos, praias de surfe e o famoso Rere Rockslide, Gisborne é também o primeiro ponto habitado do mundo a ver o nascer do sol.
Com informações de R7.
