A “ilha” de plástico entre a Califórnia e o Havaí já tem 160 mil km², não tem governo, nem habitantes — e ameaça o planeta inteiro
No coração do Oceano Pacífico, entre a Califórnia e o Havaí, uma imensa mancha de lixo plástico flutua silenciosamente, crescendo a cada dia. Conhecida como Grande Porção de Lixo do Pacífico, essa formação já ultrapassa os 160 mil km², maior que países como França ou Alemanha — e não há motivo algum para comemorar, de acordo com o site NSC Total.
Sem solo, sem vida humana, mas com riscos alarmantes
Essa “ilha” não tem terra firme. Ela é formada por uma mistura de resíduos plásticos — muitos deles invisíveis a olho nu — que, sob ação das correntes oceânicas, se concentram em uma espessa sopa tóxica. Segundo a ONG Oceana, 1,3 milhão de toneladas de plástico são despejadas nos oceanos todos os anos. E o que vai para o mar… não desaparece.
De acordo com a BBC, a mancha abriga 1,8 trilhão de fragmentos, sendo 94% microplásticos: partículas minúsculas que surgem da degradação de sacolas, redes de pesca e embalagens descartadas — muitas delas desde os anos 1980. Essas partículas são letalmente absorvidas pela vida marinha, contaminando toda a cadeia alimentar.
-
Planeta rosa com nuvens de sal surpreende astrônomos: James Webb desvenda atmosfera cheia de água, metano e amônia, mas deixa no ar a maior dúvida sobre o GJ 504b — afinal, é planeta gigante ou anã marrom?
-
Você pode estar facilitando a entrada da aranha-marrom sem perceber; conheça os esconderijos favoritos e os truques gratuitos que reduzem o risco de picadas
-
O natto parece estranho, forma fios pegajosos e assusta pelo aroma intenso, mas virou queridinho de quem ama novidades gastronômicas, ganhou fama de superalimento nas redes sociais e levou o Japão a exportar 5.248 toneladas somente em 2025
-
Prefeito de Santa Catarina se disfarça de morador de rua por quase 24 horas para avaliar na prática os serviços públicos da própria prefeitura
Um ecossistema distópico está nascendo
Apesar da toxicidade, o lixo atrai formas de vida. Já foram identificadas mais de 46 espécies de invertebrados colonizando a área, criando um habitat inédito e assustador. Cientistas chamam esse fenômeno de “neopelágico”, uma convivência forçada entre espécies costeiras e oceânicas sobre lixo humano — um verdadeiro ecossistema distópico.
A ilha cresce. E ninguém consegue pará-la!
- 160 mil km² de área (e aumentando)
- 99,9% dos materiais são plásticos
- Redes de pesca abandonadas formam a maior parte
- Zero controle internacional ou legislação específica
Mais do que um símbolo da crise ambiental, a “ilha de plástico” do Pacífico escancara a ausência de políticas globais eficazes contra o descarte irresponsável de lixo. Um território sem dono, sem lei, e que ameaça não só os oceanos, mas a sobrevivência de todos nós.


Cara Robrta os dados da matéria estão equivocados. A ilha de lixo plástico tem cerca de 1,5 milhão de km2 do tamanho do Amazonas, ou 3x maior q a França Continental. E por ano são jogadas nos oceanos 8 milhões de toneladas de plástico. Forte abraço. Lufe Bittencourt, geógrafo.