Em Vidal Ramos, no interior catarinense, Paulo ficou famoso por achar veios de água com uma forquilha de pessegueiro. Moradores citam poços que ele ajudou a cavar, mas a prática, a radiestesia, não tem comprovação científica, e estudos na Alemanha não acharam evidência de que funcione.
Em Vidal Ramos, no interior de Santa Catarina, segundo reportagem do Vale Agrícola, um morador chamado Paulo ficou conhecido por procurar água subterrânea com uma forquilha de pessegueiro. A prática, conhecida como radiestesia, consiste em segurar firme um galho em forma de forquilha e caminhar até que ele aponte, segundo quem acredita na técnica, a presença de um veio de água. A cena já virou parte do cotidiano da cidade.
Paulo afirma localizar veios de água e diz até identificar a profundidade e se a água é limpa, e moradores apontam poços que ele teria ajudado a encontrar. Ainda assim, como a própria reportagem reconhece, não existem estudos científicos que confirmem a radiestesia, e pesquisas controladas em laboratório na Alemanha concluíram não haver provas suficientes da eficácia da técnica. Ou seja, a prática segue sem validação científica.
A forquilha de pessegueiro que procura água em Vidal Ramos

Segundo a reportagem, ele ficou conhecido pela missão de encontrar água subterrânea segurando firme uma forquilha de pessegueiro, com os braços flexionados, até que o galho aponte, na avaliação dele, a presença de um veio de água.
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Os moradores já se acostumaram com a imagem.
Paulo conta que descobriu a habilidade por acaso.
De acordo com o relato, ele afirma que nem todo mundo consegue fazer a técnica e diz que o próprio pai também levaria jeito, a ponto de a forquilha girar com força nas mãos de quem teria essa sensibilidade.
Para quem não tem, garante ele, o galho simplesmente não se mexe.
O que é a radiestesia e de onde ela vem
A prática tem nome, radiestesia, e não se limita a procurar água.
Conforme a reportagem, ela é descrita como o estudo da sensibilidade a certas energias supostamente emitidas por seres vivos e elementos da natureza, geralmente com a ajuda de bastões, pêndulos e outros instrumentos.
Com eles, os praticantes dizem buscar água, minerais, objetos perdidos e até corpos enterrados.
Segundo o vídeo, a tradição seria bem antiga.
O relato afirma que os primeiros registros remontariam ao antigo Egito, cerca de dois mil anos antes de Cristo.
Vale dizer, porém, que essa origem e a ideia de energias captadas pela forquilha de pessegueiro fazem parte da própria narrativa da prática, e não de um consenso científico sobre como ou se ela funcionaria.
Os poços que Paulo diz ter encontrado
No município, não faltam moradores que apontam poços ligados ao trabalho de Paulo.
Segundo a reportagem, um deles fica em um posto no centro da cidade, onde, depois de ele indicar o ponto, foram cavados dez metros de profundidade e a água teria resistido a uma seca forte.
Em outro caso, no interior, uma mulher que estava sem água nem para lavar louça ficou tão feliz com a descoberta de um poço que mal acreditou.
Paulo ainda atribui à forquilha de pessegueiro outras capacidades.
De acordo com o relato, ele diz conseguir estimar a profundidade da água pela forma como o galho entorta e afirma até perceber se a água é limpa ou suja, além de sustentar que a técnica só funcionaria sobre a nascente, e não sobre pontes, mangueiras ou rios.
É importante deixar claro que se trata de afirmações dele, sem comprovação independente.
O que a ciência diz sobre a forquilha de pessegueiro
Por mais populares que sejam, esses relatos esbarram na falta de evidências.
Segundo a própria reportagem, ainda não existem artigos publicados em periódicos científicos que confirmem as hipóteses da radiestesia, e cientistas na Alemanha realizaram estudos controlados em laboratório e concluíram não haver provas suficientes da eficácia da técnica.
Em outras palavras, a prática nunca foi validada pela ciência.
Para a ciência, o movimento do galho tem outra explicação.
Em testes controlados, o desempenho de quem usa a forquilha de pessegueiro costuma não ser melhor do que o do acaso, e o movimento da vara é atribuído a pequenos movimentos musculares involuntários de quem a segura, o chamado efeito ideomotor.
Isso não diminui a importância cultural da prática nem a sinceridade de quem acredita nela, mas significa que, do ponto de vista científico, não há como afirmar que ela realmente encontra água.
A história de Paulo e da sua forquilha de pessegueiro é, antes de tudo, um retrato de cultura e tradição do interior.
Para muita gente em Vidal Ramos, ele é motivo de orgulho, e o próprio Paulo enxerga o que faz como um dom.
Ao mesmo tempo, a ciência é clara ao dizer que a radiestesia não tem eficácia comprovada, o que mantém a prática no campo da crença, e não da técnica testada e aprovada.
E você, conhece alguém que procura água com forquilha ou já viu isso de perto? Acredita que existe algo por trás da radiestesia ou acha que é apenas coincidência? Conte nos comentários, com respeito às diferentes opiniões e crenças, e compartilhe esta matéria com quem gosta de histórias e curiosidades do interior.


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