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Um megatsunami de 481 metros atingiu o Alasca em 2025 após o colapso de uma montanha sem suporte glacial, forçou seis empresas de cruzeiros a alterarem rotas e alertou cientistas sobre riscos globais ligados ao degelo

Publicado em 08/05/2026 às 09:45
Atualizado em 08/05/2026 às 09:47
Assista o vídeoUm tsunami de 481 metros atingiu o fiorde Tracy Arm, no Alasca. Saiba como o recuo das geleiras causou a onda e por que cruzeiros estão mudando suas rotas.
Um tsunami de 481 metros atingiu o fiorde Tracy Arm, no Alasca. Saiba como o recuo das geleiras causou a onda e por que cruzeiros estão mudando suas rotas. (Imagem meramente ilustrativa)
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Um tsunami de 481 metros atingiu o fiorde Tracy Arm, no Alasca. Saiba como o recuo das geleiras causou a onda e por que cruzeiros tiveram que mudar suas rotas.

A indústria do turismo no Alasca enfrenta mudanças operacionais imediatas após um tsunami colossal atingir o fiorde de Tracy Arm em agosto de 2025. O fenômeno, que alcançou a altura de 481 metros — equivalente a 1,5 vez a Torre Eiffel — forçou cerca de seis empresas de cruzeiros a buscarem caminhos alternativos para evitar novos riscos.

Segundo a UCL, o desastre foi provocado pelo colapso de uma montanha que, sem o suporte de uma geleira em recuo, descarregou uma massa de rocha equivalente a 24 Pirâmides de Gizé nas águas da região, surpreendendo cientistas e visitantes.

Impacto operacional e sobrevivência no Tracy Arm

A segurança passou a ser a prioridade máxima após o evento ocorrido às 5h30 da manhã. Embora a gigantesca onda não tenha atingido diretamente nenhum navio de grande porte, as águas ficaram extremamente agitadas, conforme relatado por tripulantes de um cruzeiro ancorado na entrada do fiorde.

A força da água foi sentida de forma mais dramática por um grupo de caiaquistas em terra firme; por volta das 5h45, eles foram despertados por uma inundação que arrastou barracas e equipamentos de acampamento.

Imagem aérea em ângulo mostra o gigantesco deslizamento de terra ocorrido em 10 de agosto de 2025, registrada durante um voo de reconhecimento realizado pelo Serviço Geológico dos EUA em 13 de agosto, do lado oposto do fiorde. Na encosta contrária, é possível observar a faixa de erosão deixada pelo tsunami, que arrancou grande parte da vegetação das paredes do fiorde. A imagem está orientada aproximadamente para o norte. Crédito: Cyrus Read/Serviço Geológico dos EUA.

O megatsunami no Alasca serve como um laboratório para previsões globais. O estudo traz um alerta severo para a Europa: especialistas afirmam com total certeza que uma onda de grandes proporções se formará no Mar Mediterrâneo nos próximos 30 anos.

Diferente da região remota do Alasca, um evento no Mediterrâneo poderia atingir o sul da França em apenas 10 minutos após a sua formação.

Assim, os pesquisadores esperam que a tragédia evitada no Tracy Arm motive autoridades e indústrias a tomarem medidas preventivas contra os efeitos imprevisíveis do degelo mundial.

Sinais de alerta: Terremotos e estabilidade rochosa

O estudo liderado pelo Dr. Dan Shugar revelou que, embora o colapso não tenha dado sinais visuais óbvios nas semanas anteriores, a natureza emitiu alertas invisíveis. Pequenos terremotos frequentes foram registrados nos dias que antecederam o deslizamento, indicando que a estrutura da montanha estava sob estresse crítico.

Diferente de outras avalanches, esta não apresentou as rachaduras superficiais comuns. A análise técnica aponta para fatores cruciais:

  • Volume de Massa: A queda foi estimada em uma escala monumental, comparada ao peso de dezenas de pirâmides.
  • Perda de Suporte: Uma geleira que sustentava a base da montanha recuou 500 metros em poucas semanas.
  • Ausência de Aviso Visual: O evento ocorreu sem os sinais tradicionais de queda de detritos.

A ciência por trás da onda e as mudanças climáticas em Tracy Arm, Alasca

Especialistas são enfáticos ao ligar o surgimento desta onda monumental ao aquecimento global. O Dr. Stephen Hicks, coautor da pesquisa, explica que o recuo acelerado do gelo deixa áreas antes estáveis na “linha de frente” do perigo.

Como o turismo nessas regiões de geleiras cresceu muito, o risco para as pessoas tornou-se real e imediato em áreas que antes não eram rotuladas como perigosas.

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Portanto, o foco agora é a implementação de sistemas de monitoramento modernos. Os pesquisadores sugerem que investir em tecnologia que identifique abalos sísmicos prévios pode oferecer uma janela de aviso de horas ou até dias para evacuações e manobras de navios.

Com informações do site Aventuras na História e UCL

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Andriely Medeiros de Araújo

Ensino superior em andamento. Escreve sobre Petróleo, Gás, Energia e temas relacionados para o CPG — Click Petróleo e Gás.

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