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Um ciclone com comportamento nunca visto vai se formar nas próximas horas no Atlântico e avançar do mar para o continente em vez de seguir o caminho normal, com rajadas de até 90 km/h e risco de granizo e trombas d’água no Sul do Brasil

Publicado em 31/03/2026 às 14:47
Atualizado em 02/04/2026 às 22:15
Ciclone atípico se forma no Atlântico com rajadas de 90 km/h e avança do mar para a costa. Risco de granizo e trombas d'água no Sul do Brasil.
Ciclone atípico se forma no Atlântico com rajadas de 90 km/h e avança do mar para a costa. Risco de granizo e trombas d’água no Sul do Brasil.
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Um ciclone com características atípicas está se formando no Atlântico Sul e deve apresentar trajetória inversa ao normal de Leste para Oeste, do mar para o continente com rajadas de 70 a 90 km/h em mar aberto e um Vórtice Ciclônico em Altos Níveis que vai provocar instabilidade, risco de granizo e trombas d’água no Sul do Brasil entre terça e sexta-feira.

Um ciclone com comportamento incomum está se formando neste momento no Atlântico Sul e deve chamar atenção nas imagens de satélite nas próximas horas. Segundo análise da MetSul Meteorologia, o ciclone apresenta dois aspectos atípicos que o tornam raro na costa brasileira: sua trajetória será de Leste para Oeste do mar para o continente, quando o normal é o oposto e seu estágio inicial mostra características subtropicais ou tropicais, com centro quente completamente dissociado de uma frente fria.

O ciclone deve provocar rajadas de vento entre 70 km/h e 90 km/h em mar aberto durante esta terça-feira (31), mas as projeções indicam que o sistema vai perder organização e começar a se dissipar à medida que se aproximar da costa do Sul do Brasil entre terça e quarta-feira (1º de abril). Mesmo assim, um segundo fenômeno associado ao ciclone um Vórtice Ciclônico em Altos Níveis (VCAN) vai avançar do Atlântico para o continente e provocar instabilidade com risco de granizo, trombas d’água e chuva forte no Sul, Sudeste e Centro-Oeste até sexta-feira.

O que torna este ciclone diferente de tudo o que se vê normalmente na costa do Brasil

Ciclones na costa brasileira são fenômenos recorrentes praticamente toda semana há pelo menos um atuando no Atlântico Sul.

A grande maioria é extratropical, forma-se na superfície associado a frentes frias e segue uma trajetória previsível: de Oeste para Leste, afastando-se do continente em direção ao oceano. Este ciclone faz o contrário: nasce no oceano e avança em direção à costa, o que é extremamente incomum e despertou atenção imediata da comunidade meteorológica.

O segundo aspecto atípico do ciclone é sua estrutura térmica. Enquanto ciclones extratropicais comuns têm núcleo frio, este sistema mostra indicativos de núcleo quente em superfície o que o classifica como subtropical ou tropical em seu estágio inicial.

O diagrama de fase do modelo europeu indica que o ciclone deve transicionar de um centro quente (subtropical) para um centro frio (extratropical) justamente no momento em que começar a se dissipar.

É uma sequência rara que gerou debate entre meteorologistas sobre a classificação do sistema a Marinha do Brasil, responsável por nomear ciclones atípicos no Atlântico Sul, monitora o caso.

Rajadas de até 90 km/h no mar e o que esperar do ciclone em terra firme

O centro de baixa pressão que dá origem ao ciclone atua desde a noite desta segunda-feira (30) sobre o Atlântico, ao redor das coordenadas 27°S e 40°W, e começa a se aprofundar.

Modelos numéricos indicam que o ciclone deve provocar rajadas de 70 km/h a 90 km/h durante esta terça-feira em mar aberto velocidades que já configuram vento forte a intenso.

A boa notícia é que, de acordo com os modelos do Centro Meteorológico Europeu (ECMWF), o ciclone deve perder força, se desorganizar e se dissipar antes de alcançar a costa, o que significa que as projeções não apontam vento forte em terra firme causado diretamente por esse sistema.

A curta duração é outro aspecto incomum: enquanto um ciclone recente permaneceu quase estacionário por cinco dias na mesma região do Atlântico Sul outro comportamento raro, este deve ter vida breve e se desfazer em menos de dois dias.

O VCAN que vem atrás do ciclone: granizo, trombas d’água e tempestades no Sul do Brasil

Embora o ciclone em superfície deva se desfazer antes de chegar à costa, em altitude outro fenômeno avança do oceano para o continente: um Vórtice Ciclônico em Altos Níveis (VCAN), uma área de baixa pressão com ar mais frio em altitude que vai influenciar o tempo no Sul do Brasil entre terça-feira (31) e sexta-feira (3 de abril).

O VCAN deve ingressar no território pelo litoral catarinense e atuar principalmente sobre Santa Catarina, antes de retornar ao oceano e perder força gradualmente.

Apesar do nome, o VCAN não é um ciclone extratropical ele atua apenas em altos níveis da atmosfera, não se origina na superfície e pode até coexistir com tempo firme em algumas áreas.

Mesmo assim, o sistema vai provocar instabilidade em vários estados com chuva irregular, por vezes forte, e temporais isolados. A chuva deve atingir pontos do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

O risco mais preocupante é o de granizo isolado, especialmente em Santa Catarina, Paraná e São Paulo. O contraste entre ar frio em altitude (trazido pelo VCAN) e ar quente e úmido na superfície é o que intensifica as tempestades e cria condições para granizo, trombas d’água na costa e formação de nuvens funil. É o tipo de combinação atmosférica que exige atenção redobrada nos próximos dias.

Ciclones atípicos no Atlântico Sul: um fenômeno cada vez mais observado

Ciclones com características subtropicais ou tropicais na costa brasileira são raros, mas não inéditos. O último ciclone atípico nomeado foi a tempestade subtropical Biguá, em dezembro de 2024, que atingiu ventos de até 95 km/h e provocou danos no litoral do Rio Grande do Sul.

Antes dela, em março de 2026, outro ciclone com comportamento incomum ficou quase estacionário por cinco dias na mesma região do Atlântico Sul, gerando intenso debate sobre sua classificação.

A comunidade meteorológica observa que esses sistemas fora do padrão vêm chamando cada vez mais atenção.

A regra é que ciclones na costa brasileira sejam extratropicais os que apresentam características subtropicais ou tropicais são exceção e ocorrem com frequência muito menor, mas quando surgem, despertam curiosidade científica e exigem monitoramento cuidadoso.

No caso atual, o ciclone pode não representar risco direto para terra firme, mas o VCAN que o acompanha é o que realmente vai impactar o tempo nos próximos dias.

O que esperar nas próximas horas e nos próximos dias

Resumindo: um ciclone atípico com trajetória invertida e características subtropicais se forma no Atlântico nesta terça-feira, com rajadas de até 90 km/h em mar aberto, mas deve se dissipar antes de chegar à costa.

O impacto direto em terra vem do VCAN que avança do oceano para o Sul do Brasil entre terça e sexta-feira, trazendo chuva irregular, temporais isolados, risco de granizo em Santa Catarina, Paraná e São Paulo, e possibilidade de trombas d’água no litoral.

As imagens de satélite devem mostrar uma espiral de nuvens típica de ciclone sobre o Atlântico um registro visual impressionante que vale a pena acompanhar. Mas além das imagens, o alerta é real: quem estiver no Sul do Brasil nos próximos dias deve ficar atento às condições do tempo e seguir as orientações da Defesa Civil.

Você está na região Sul ou Sudeste? Já sentiu mudança no tempo? E o que acha de um ciclone que anda “ao contrário”, do mar para a terra? Conta nos comentários como está o tempo na sua cidade e se já percebeu sinais de instabilidade.

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Antônio Carlos
Antônio Carlos
07/04/2026 16:12

São Leopoldo,(RS) nublado e frio

Jair
Jair
07/04/2026 07:00

Vá xupa uma ****

Elizabeth Souza
Elizabeth Souza
07/04/2026 06:01

Aqui em Itamaracá Pernambuco está chovendo muito,e muita ventania,muito estranho ,três dias sem parar a chuva

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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