A trajetória de Maria Marli em uma grande obra de Salvador reúne construção civil, presença feminina e autonomia profissional em um setor ainda marcado por equipes majoritariamente masculinas e desafios cotidianos no canteiro.
Maria Marli dos Santos Oliveira, 49 anos, trabalha há 15 anos como pedreira e integra a equipe que atua nas obras do Legacy, no bairro do Caminho das Árvores, em Salvador.
Segundo o Portal A TARDE, o empreendimento é reconhecido como o maior prédio da Bahia, e Marli é uma das duas mulheres em um grupo formado por cerca de 40 homens no setor em que atua.
A história dela foi apresentada no sétimo capítulo da série “8 de Março, 8 Mulheres, 8 Histórias”, do Portal A TARDE.
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A reportagem voltou ao canteiro de obras do Legacy, empreendimento citado no texto original como premiado pelo International Property Awards como melhor arranha-céu das Américas.
No ambiente de máquinas, concreto e rotina intensa de trabalho, a trajetória de Marli ganhou espaço por reunir experiência profissional, presença feminina na construção civil e autonomia conquistada a partir do ofício.
A pedreira participa das atividades da obra e executa tarefas próprias da função, como preparo de massa, levantamento de paredes e outras etapas do processo construtivo.
Trajetória de Maria Marli na construção civil
A entrada de Marli na construção civil não foi planejada desde o início.
De acordo com o relato feito à reportagem, a escolha ocorreu em um momento de busca por oportunidades de trabalho e qualificação profissional, após conselhos de pessoas próximas.
“Na época, por falta de opção também, acabei fazendo um curso de construção civil”, afirmou.
Natural do interior, ela chegou a Salvador inicialmente por curiosidade.
A permanência na capital baiana abriu outros caminhos profissionais.
Antes de se estabelecer na construção civil, Marli chegou a fazer curso na área de enfermagem, mas acabou seguindo uma trajetória diferente.
Com incentivo de amigos e conhecidos, decidiu se qualificar como pedreira.
Ao longo dos anos, a profissão passou a ser sua principal fonte de renda e também uma habilidade aplicada em projetos pessoais.
A experiência acumulada inclui obras em diferentes pontos da capital baiana.
Uma das primeiras atuações ocorreu em um grande empreendimento localizado também na região do Caminho das Árvores, onde ela começou a se familiarizar com a rotina de canteiros.
Desde então, Marli passou por outros projetos até chegar à obra do Legacy.
No canteiro atual, segundo a reportagem, ela trabalha há cerca de quatro meses.
Mulher pedreira em canteiro de obras de Salvador
No setor em que atua no Legacy, Marli divide a rotina com cerca de 40 homens.
Ela é uma das duas mulheres da equipe, conforme informado pelo Portal A TARDE.
A composição do grupo ajuda a contextualizar a presença feminina em uma função ainda pouco ocupada por mulheres dentro daquele ambiente específico.
Apesar da diferença numérica no canteiro, a pedreira relatou que foi bem recebida pelos colegas de trabalho nos locais por onde passou.
A avaliação é dela, com base na própria experiência profissional.
“Graças a Deus, fui bem acolhida pelas pessoas. Em todos os lugares que chego, sou bem recebida”, disse.
Marli também reconhece que situações de preconceito podem ocorrer no cotidiano, mas afirma que procura lidar com esses episódios sem ampliar conflitos.
No relato à reportagem, ela explicou que usa o bom humor como forma de contornar situações incômodas.
“Às vezes a gente ouve algumas coisas, mas muitas situações a gente releva. Quando algo me incomoda, eu levo na brincadeira para não precisar ir mais adiante”, contou.
A fala da trabalhadora indica uma estratégia pessoal de convivência em um espaço no qual ela é minoria.
O texto original não informa episódios específicos de discriminação, nem cita denúncias formais relacionadas ao ambiente de trabalho.

Do curso à prática no canteiro
A formação na construção civil permitiu que Marli desenvolvesse uma atividade técnica e mantivesse uma trajetória contínua na área.
Na rotina de obra, ela participa de tarefas que exigem preparo físico, atenção ao acabamento e conhecimento das etapas de execução.
Entre as atividades citadas estão preparar a massa, levantar paredes e atuar em diferentes fases da construção.
São funções ligadas diretamente à execução da obra e fazem parte do trabalho cotidiano de pedreiros em canteiros.
Com 15 anos de experiência, Marli passou a dominar etapas do ofício e a usar esse conhecimento também fora do emprego.
O aprendizado adquirido no trabalho foi aplicado em projetos próprios, incluindo a construção da casa onde mora.
A profissão, portanto, aparece no relato não apenas como fonte de renda, mas como instrumento prático para a realização de objetivos pessoais.
Essa relação é descrita pela própria Marli ao falar sobre o que conseguiu construir com as habilidades aprendidas ao longo da carreira.
Casa própria construída com as próprias mãos
A experiência profissional de Marli também teve impacto direto na vida pessoal.
Com os conhecimentos adquiridos na construção civil, ela afirmou ter construído a própria casa e estar levantando outro imóvel no interior.
“Já construí uma casa própria e estou construindo outra no interior, que já está quase pronta”, contou.
O relato mostra como a capacitação profissional foi usada por Marli em benefício próprio.
Ao aprender etapas da obra, ela passou a participar diretamente da construção de moradias ligadas à sua vida familiar.
Na prática, o domínio da função permite que a pedreira acompanhe e execute partes do processo com autonomia.
A reportagem não detalha em qual cidade do interior fica a segunda casa, nem informa o prazo previsto para conclusão da obra.
Ainda assim, a informação apresentada por Marli ajuda a explicar a importância do trabalho em sua trajetória.
O mesmo conhecimento utilizado no canteiro do Legacy também foi aplicado em projetos pessoais de moradia.
Legacy no Caminho das Árvores
O Legacy fica no Caminho das Árvores, em Salvador, bairro citado pela reportagem como local do canteiro visitado pelo Portal A TARDE.
O texto original descreve o empreendimento como o maior edifício da Bahia e informa que ele recebeu reconhecimento internacional no setor imobiliário.
A obra reúne trabalhadores de diferentes funções e etapas da construção.
Entre eles está Marli, que atua diretamente na execução de serviços no canteiro.
A presença dela na equipe foi destacada pela reportagem por ocorrer em um ambiente majoritariamente masculino.
O empreendimento também foi citado no texto original como premiado pelo International Property Awards.
Como a reportagem não detalha a categoria completa nem apresenta documento oficial na íntegra, a informação foi mantida de forma atribuída ao conteúdo publicado pelo Portal A TARDE.
Ao situar a história dentro da obra do Legacy, a reportagem conecta a trajetória individual de Marli ao andamento de um empreendimento de grande porte em Salvador.
A relevância do caso, nesse contexto, está na atuação de uma profissional com longa experiência em uma função operacional da construção civil.
Espaço das mulheres no trabalho
Ao falar sobre a presença feminina no mercado de trabalho, Marli defendeu que mulheres não deixem de buscar espaços em áreas onde ainda são minoria.
A declaração foi feita com base em sua própria trajetória como pedreira.
“Que não tenha medo. Vá, caia para dentro, porque lugar de mulher é onde ela quiser”, afirmou.
A frase resume a mensagem deixada por Marli na reportagem.
Ela associa a permanência na profissão à disposição para aprender, trabalhar e enfrentar uma rotina que exige preparo técnico e resistência física.
No caso dela, a entrada na construção civil ocorreu por necessidade e oportunidade.
Com o tempo, o curso se transformou em profissão, e a profissão passou a influenciar também sua vida pessoal.
No canteiro do Legacy, Marli trabalha em uma obra descrita como a maior da Bahia pelo Portal A TARDE.
Fora dele, usa o conhecimento acumulado para construir a própria casa e outra moradia no interior.
A trajetória apresentada pela reportagem mostra uma profissional que aprendeu no cimento, permaneceu na área por 15 anos e hoje integra uma equipe responsável por erguer um dos empreendimentos mais citados da construção civil baiana.

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