Ataques com drones submarinos atingem dois navios da frota paralela russa no Mar Negro e provocam explosões que retiram as embarcações de operação
Dois petroleiros russos da chamada frota paralela foram atingidos por drones submarinos ucranianos no Mar Negro e explodiram em chamas. As embarcações faziam parte do grupo usado pelo Kremlin para exportar petróleo sob bandeiras de outros países, prática adotada para burlar sanções impostas por potências ocidentais.
Explosões retiram navios de operação
As duas embarcações estavam vazias no momento do ataque, mas tinham capacidade para transportar quase 70 milhões de dólares em petróleo, segundo fonte do serviço de segurança ucraniano citada pelo Kyiv Independent. O funcionário afirmou que o impacto representa um golpe significativo no transporte de petróleo russo.
Após as explosões, ambas sofreram danos considerados críticos e foram retiradas de operação. Imagens divulgadas pelo serviço de segurança mostram uma detonação na parte frontal de um dos navios, seguida por uma bola de fogo laranja e densa fumaça escura se elevando acima da água.
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Navios incluídos em listas de sanções
O Kairos e o Virat foram alvo de uma operação conjunta com a marinha ucraniana. Ambos já estavam sob sanções impostas por União Europeia, Reino Unido e Estados Unidos. O Kairos, com 274 metros, retornava à Rússia após entregar petróleo bruto à Índia, navegando sob bandeira da Gâmbia.
A Inteligência de Defesa da Ucrânia afirmou que a frota clandestina gera receitas substanciais ao Kremlin ao disfarçar suas operações com bandeiras de terceiros e estruturas destinadas a ocultar proprietários.
Ataques ocorreram próximos à costa turca
A explosão que atingiu o Kairos aconteceu a 28 milhas náuticas da costa turca. O Ministério dos Transportes da Turquia informou o envio imediato de equipes de emergência para resgatar os 25 tripulantes. Já o Virat, que seguia para o porto de Novorossiysk para carregamento, foi atingido na manhã de sábado, a 35 milhas náuticas da costa.
Segundo o ministério, o navio enfrentou nova detonação horas depois. A fumaça intensa atingiu a casa de máquinas, mas os 20 tripulantes foram evacuados em segurança. O Virat, com 244 metros, usava práticas de transporte classificadas como irregulares pelo portal OpenSanctions.
A embarcação, antes registrada sob bandeiras de Barbados, Libéria e Panamá, passou parte do ano atracada no Mar Negro após ser inserida na lista negra do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos Estados Unidos. A Ucrânia tem pedido sanções mais rígidas contra a frota paralela, apontada pelo país como fonte de financiamento para a guerra conduzida pelo presidente Vladimir Putin.
