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Tuneladora gigante do HS2 precisou ser desmontada após concluir o primeiro túnel, e sua cabeça de corte de 10 metros de diâmetro voltou em pé por estradas de Warwickshire sobre um reboque autopropelido de 48 rodas

Escrito por Carla Teles
Publicado em 18/05/2026 às 22:04
Atualizado em 18/05/2026 às 22:07
Assista o vídeoTuneladora gigante do HS2 precisou ser desmontada após concluir o primeiro túnel, e sua cabeça de corte de 10 metros de diâmetro voltou em pé por estradas de Warwickshire (4)
Tuneladora do HS2 levou cabeça de corte em reboque de 48 rodas por Warwickshire para abrir segundo túnel. Imagem: HS2 Ltd / Divulgação.
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A tuneladora Dorothy usada no HS2 teve a cabeça de corte de 10 metros e 160 toneladas desmontada, erguida na vertical e transportada à noite por 4 quilômetros em Warwickshire, sobre plataforma autopropelida de 48 rodas, para retornar ao portal norte e abrir o segundo túnel do Long Itchington Wood.

A tuneladora Dorothy, usada nas obras do HS2 no Reino Unido, precisou ser desmontada depois de concluir a primeira perfuração do túnel Long Itchington Wood, em Warwickshire. A operação ocorreu na noite de 21 de setembro de 2022, com chegada ao destino às 3h da manhã de 22 de setembro.

Segundo informações divulgadas pela High Speed Two (HS2) Limited, a parte mais impressionante foi o transporte da cabeça de corte, peça de 160 toneladas e 10 metros de diâmetro, levada em pé por estradas locais sobre um reboque autopropelido de 48 rodas. O objetivo era retornar ao portal norte do túnel para remontar a máquina e iniciar a segunda escavação.

Cabeça de corte saiu do túnel como uma peça gigante de engenharia

Tuneladora do HS2 levou cabeça de corte em reboque de 48 rodas por Warwickshire para abrir segundo túnel.
Imagem: HS2 Ltd / Divulgação.

Depois de completar a primeira perfuração em julho de 2022, a tuneladora Dorothy não simplesmente seguiu em frente para abrir outro túnel. Como o projeto previa uma segunda escavação paralela, a parte frontal da máquina precisou ser desmontada no portal sul e transportada de volta ao ponto de partida.

A cabeça de corte é a peça que enfrenta o solo diretamente. É ela que gira, rompe o terreno e permite que a tuneladora avance metro a metro durante a escavação. Por isso, mover uma estrutura desse porte exige planejamento muito maior do que apenas colocá-la em um caminhão.

A peça foi posicionada verticalmente sobre uma plataforma autopropelida de 12 metros de comprimento e 48 rodas. Essa configuração ajudou a distribuir o peso e permitiu que a carga avançasse com controle durante o trajeto noturno.

O percurso teve cerca de 4 quilômetros, passando pela A425 e pela vila de Ufton, em Warwickshire. A viagem levou aproximadamente 180 minutos, uma velocidade baixa, mas necessária para manter segurança e reduzir riscos no deslocamento.

Operação noturna reduziu impactos para a comunidade

Tuneladora do HS2 levou cabeça de corte em reboque de 48 rodas por Warwickshire para abrir segundo túnel.
Imagem: HS2 Ltd / Divulgação.

A movimentação foi realizada durante a noite para diminuir transtornos no tráfego local. Em uma operação desse porte, cada curva, trecho estreito e passagem urbana precisa ser estudado antes do deslocamento.

A escolha do horário não foi detalhe logístico, mas parte da estratégia de segurança. Transportar uma cabeça de corte de 160 toneladas em pé, sobre dezenas de rodas, exige controle de rota, acompanhamento técnico e coordenação com autoridades locais.

A equipe responsável trabalhou em parceria com a autoridade local, a Polícia de Warwickshire e a Polícia de Transportes Britânica. O objetivo era garantir que a carga passasse com segurança pelo percurso até o portal norte.

Além da cabeça de corte, uma estrutura traseira da tuneladora, com cerca de 120 toneladas e 10 metros de diâmetro, também foi movida na mesma operação. Isso mostra que o desafio não envolvia apenas uma peça isolada, mas uma sequência de componentes gigantes.

Reboque autopropelido evitou alterações maiores nas estradas

Tuneladora do HS2 levou cabeça de corte em reboque de 48 rodas por Warwickshire para abrir segundo túnel.
Imagem: HS2 Ltd / Divulgação.

O uso do reboque autopropelido foi essencial para transportar a peça sem depender de adaptações temporárias mais complexas no traçado da estrada. Em obras desse tipo, equipamentos especializados podem reduzir intervenções em ruas, cruzamentos e vilas próximas.

A plataforma de 48 rodas permitiu manobras controladas e distribuição do peso da carga. Isso é importante porque uma estrutura de 160 toneladas não pode gerar pressão excessiva em pontos específicos da via durante o deslocamento.

Segundo o planejamento da obra, outras oito peças grandes dos escudos frontal e central da tuneladora já haviam sido transportadas por equipamentos semelhantes. A intenção era manter a operação eficiente sem provocar mudanças significativas no caminho por Ufton.

Esse tipo de logística revela uma parte pouco visível das grandes obras de infraestrutura. Abrir um túnel é apenas uma etapa; desmontar, mover e remontar a máquina também faz parte do projeto.

Dorothy ainda precisava ser remontada para o segundo túnel

Tuneladora do HS2 levou cabeça de corte em reboque de 48 rodas por Warwickshire para abrir segundo túnel.
Imagem: HS2 Ltd / Divulgação.

Após o transporte das peças principais, o restante da tuneladora, com cerca de 120 metros de comprimento, seria puxado de volta através do túnel de 1,6 km por um sistema especial de esteiras. A velocidade prevista era de 150 metros por dia.

A remontagem no portal norte era necessária antes do início da segunda perfuração. Em vez de usar uma nova máquina, o projeto reaproveitou a própria Dorothy para abrir o segundo túnel paralelo.

Esse processo exige precisão. Cada componente precisa voltar à posição correta para que a máquina consiga operar novamente com segurança, alinhamento e força suficientes para enfrentar o terreno.

A expectativa era que, depois de remontada, a tuneladora iniciasse a nova escavação ainda em 2022. Quando os dois túneis fossem concluídos, o trecho Long Itchington Wood se tornaria o primeiro túnel duplo totalmente finalizado do projeto HS2.

HS2 mostra escala das obras ferroviárias no Reino Unido

O HS2 é um dos principais projetos ferroviários do Reino Unido, e operações como essa mostram a escala envolvida na construção de novas ligações de alta capacidade. Mesmo uma peça isolada da tuneladora já tem tamanho e peso suficientes para virar uma operação especial.

A cabeça de corte de 10 metros de diâmetro dá uma ideia do tamanho do túnel que está sendo aberto. Ela não é apenas um componente mecânico; é o rosto da máquina que avança sob o solo.

A construção do túnel Long Itchington Wood exigiu coordenação entre engenharia, logística, segurança viária e planejamento ambiental. Cada etapa depende de equipes diferentes trabalhando em sequência.

O transporte noturno em Warwickshire também mostra que grandes obras não acontecem apenas dentro do canteiro. Muitas vezes, elas atravessam estradas, comunidades e rotas públicas antes de voltar ao subsolo.

Uma operação curta, mas extremamente complexa

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O trajeto de 4 quilômetros pode parecer pequeno em distância, mas foi enorme em complexidade. Mover uma peça de 160 toneladas em pé, durante a noite, por estradas locais, exige margem mínima para erro.

O sucesso da operação estava na soma de detalhes. Peso, altura, largura, estabilidade, velocidade, escolta, rota, comunicação e segurança precisavam funcionar juntos.

O gerente de logística da Balfour Beatty VINCI destacou que a operação foi planejada de forma meticulosa e utilizou equipamentos especializados para transportar as peças grandes e pesadas com segurança.

A imagem da cabeça de corte passando por Warwickshire sobre 48 rodas resume bem esse tipo de obra: antes de o trem existir, existe uma engenharia silenciosa que movimenta máquinas gigantes em ritmo lento e controlado.

O que a jornada da tuneladora revela sobre infraestrutura

A viagem da cabeça de corte da tuneladora Dorothy mostra que a construção de túneis depende tanto da escavação quanto da logística fora do túnel. A máquina abriu o primeiro trecho, foi desmontada, cruzou estradas e precisou voltar ao ponto inicial para recomeçar.

É uma operação que transforma uma peça industrial em espetáculo de engenharia. Para quem vê a imagem, parece apenas uma carga gigante. Para a obra, é uma etapa essencial para concluir o segundo túnel.

O caso também revela como projetos ferroviários modernos exigem planejamento integrado. Não basta perfurar o solo; é preciso mover máquinas, proteger comunidades, coordenar autoridades e manter o cronograma.

Você acha mais impressionante a tuneladora escavando o túnel ou a logística de transportar uma cabeça de corte de 160 toneladas em pé por estradas estreitas? Deixe sua opinião nos comentários.

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Carla Teles

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