Durante o Fórum Econômico Mundial, Trump provoca reação internacional ao criticar usinas eólicas em Davos, questionar a energia verde e apontar impactos econômicos e de competitividade na Europa
Em 21 de janeiro de 2026, durante o Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a provocar forte repercussão internacional ao atacar políticas de transição energética adotadas por países europeus. Em discurso contundente, Trump criticou diretamente as usinas eólicas, classificou a energia verde como economicamente prejudicial e chamou líderes europeus de “perdedores” por insistirem nesse modelo.
A declaração foi feita diante de empresários, chefes de Estado e representantes de organismos multilaterais, em um dos palcos mais relevantes do debate econômico global. Segundo Trump, a expansão de fontes renováveis, especialmente a energia eólica, estaria elevando os custos da eletricidade, enfraquecendo economias e reduzindo a competitividade internacional da Europa. As informações foram divulgadas inicialmente pela CNN Brasil nesta quarta-feira (21), que acompanhou o evento em Davos.
Trump critica usinas eólicas durante discurso em Davos
Durante sua fala no Fórum Econômico Mundial, Trump afirmou que países que investiram fortemente em usinas eólicas estariam enfrentando dificuldades econômicas crescentes. O presidente citou um suposto aumento de 139% nos preços da eletricidade na Europa após a expansão da energia eólica, argumento usado para sustentar sua crítica à energia verde.
-
EUA cobrem canal com 2.556 painéis solares e transformam irrigação em usina limpa no meio de uma região castigada pela seca
-
Em decisão histórica, Aneel regulamenta uso de baterias no sistema elétrico brasileiro e cria bases para armazenar energia em larga escala, reduzindo desperdícios, ampliando a segurança energética e atraindo novos projetos bilionários
-
Pesquisadores brasileiros desenvolvem catalisador feito com metais abundantes que aumenta a eficiência da produção de hidrogênio verde e pode substituir materiais caros, criando uma alternativa promissora para ampliar o uso de energia limpa no mundo
-
Novo EV da Fiat, de R$ 77 mil, trará releitura do 147 e consumo equivalente a 70 km/l
Segundo ele, “quanto mais eólica o país tem, mais dinheiro perde e pior fica”. A afirmação foi recebida com reações mistas pela plateia em Davos, composta por líderes empresariais e políticos que, em sua maioria, defendem a transição energética como resposta às mudanças climáticas.
Trump classificou o avanço das usinas eólicas como um erro estratégico, afirmando que a promessa de energia barata e sustentável não teria se concretizado em diversos países europeus.
Energia verde no centro do embate econômico global
O discurso de Trump em Davos reforçou um embate que vai além da questão ambiental. Para o presidente norte-americano, a energia verde não representa apenas um desafio técnico, mas um problema econômico estrutural. Ele voltou a usar o termo “golpe verde” para se referir a políticas de incentivo às renováveis, sugerindo que tais investimentos não entregam retorno financeiro adequado.
Embora dados oficiais da União Europeia apontem que fatores como a crise do gás natural e conflitos geopolíticos influenciaram os preços da energia nos últimos anos, Trump atribuiu diretamente às usinas eólicas o encarecimento da eletricidade. A fala evidencia uma visão econômica baseada na competitividade industrial, na redução de custos imediatos e no uso de fontes tradicionais de energia.
Trump compara Europa e China ao falar de usinas eólicas
Outro ponto central do discurso em Davos foi a comparação feita por Trump entre a Europa e a China. Segundo ele, o país asiático adota uma postura “mais inteligente” ao fabricar equipamentos para usinas eólicas, mas sem depender dessa fonte como pilar de sua matriz energética.
De acordo com Trump, a China utiliza a energia eólica principalmente como vitrine, enquanto mantém petróleo, gás natural e energia nuclear como bases de seu crescimento econômico. “Eles vendem eólica para quem compra, mas não usam”, afirmou.
Especialistas apontam que, embora a China ainda utilize combustíveis fósseis em larga escala, o país também lidera investimentos globais em energia verde, incluindo parques eólicos e solares, dados confirmados por organismos internacionais como a Agência Internacional de Energia.
O histórico de Trump contra a energia verde
As críticas feitas em Davos não são inéditas. Ao longo de sua trajetória política, Trump sempre demonstrou resistência a políticas ambientais rigorosas e ao fortalecimento da energia verde.
Durante seu primeiro mandato, os Estados Unidos se retiraram do Acordo de Paris, decisão que marcou sua postura cética em relação às mudanças climáticas. Para Trump, o foco deve estar em garantir energia abundante, barata e confiável, mesmo que isso implique maior uso de combustíveis fósseis.
As usinas eólicas, segundo ele, não oferecem essa segurança e dependem excessivamente de subsídios públicos. Essa visão contrasta diretamente com a agenda defendida pela maioria dos líderes presentes em Davos, que veem a transição energética como inevitável.
Usinas eólicas e os dados reais sobre custos e competitividade
Apesar das declarações de Trump, estudos de instituições europeias e da Agência Internacional de Energias Renováveis indicam que a energia eólica terrestre está entre as fontes mais baratas de geração elétrica em vários países. Em muitos casos, novas usinas eólicas produzem energia a custos inferiores aos de carvão e gás natural.
Especialistas destacam que o preço final da eletricidade depende de múltiplos fatores, como impostos, infraestrutura de transmissão, subsídios cruzados e flutuações no mercado de combustíveis fósseis.
Portanto, atribuir aumentos tarifários exclusivamente à energia verde pode simplificar excessivamente um cenário complexo. Ainda assim, Trump insiste que o impacto econômico negativo das renováveis precisa ser debatido com mais transparência.
Davos como palco do confronto de visões energéticas
O Fórum Econômico Mundial, realizado anualmente em Davos, tornou-se um espaço simbólico desse choque de narrativas. De um lado, líderes que defendem a rápida expansão da energia verde como resposta climática e oportunidade econômica. Do outro, figuras como Trump, que alertam para riscos de competitividade e custos elevados.
O discurso do presidente dos EUA mostrou que a transição energética não é apenas uma questão ambiental, mas também um tema central da geopolítica e da economia global.
As falas de Trump repercutiram rapidamente nos mercados e na imprensa internacional. Líderes europeus evitaram responder diretamente, mas reforçaram compromissos com metas climáticas e investimentos em energia verde.
Analistas avaliam que o discurso pode influenciar debates eleitorais e decisões estratégicas, especialmente em países que enfrentam pressões econômicas internas. A crítica às usinas eólicas também dialoga com setores industriais preocupados com custos energéticos.
O que o discurso em Davos revela sobre o futuro da transição energética
As declarações de Trump em Davos mostram que a transição energética seguirá como um dos temas mais controversos da agenda global. Enquanto governos europeus apostam na energia verde como motor de inovação e segurança energética, o presidente dos EUA defende uma abordagem mais conservadora e pragmática.
O embate entre essas visões deve se intensificar nos próximos anos, à medida que países buscam reduzir emissões sem comprometer competitividade. O discurso deixa claro que a discussão sobre usinas eólicas, custos e economia está longe de um consenso global.


Seja o primeiro a reagir!