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Três robôs autônomos vasculharam o fundo do Oceano Índico por 28 dias procurando o Boeing 777 com 239 pessoas desaparecido há 12 anos e saíram de lá sem encontrar nenhum rastro, como se o avião simplesmente nunca tivesse existido

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Escrito por Valdemar Medeiros Publicado em 16/03/2026 às 19:42
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Três robôs autônomos vasculharam o fundo do Oceano Índico por 28 dias procurando o Boeing 777 com 239 pessoas desaparecido há 12 anos e saíram de lá sem encontrar nenhum rastro, como se o avião simplesmente nunca tivesse existido
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Busca pelo voo MH370 no sul do Oceano Índico termina após 28 dias e 7.571 km² analisados sem encontrar destroços, informa relatório oficial do governo da Malásia.

Em 8 de março de 2026, exatamente 12 anos após o desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines, o governo da Malásia informou às famílias das vítimas que a mais recente operação de busca no sul do Oceano Índico foi concluída sem localizar o avião. A atualização foi comunicada oficialmente em um relatório do Ministério dos Transportes da Malásia que detalha a missão conduzida pela empresa Ocean Infinity. Segundo o documento, após a assinatura do acordo em 25 de março de 2025, a operação realizou 28 dias operacionais de busca e analisou cerca de 7.571 km² do fundo do mar dentro de uma área planejada de 15.000 km², sem encontrar destroços confirmados da aeronave. O relatório oficial pode ser consultado aqui: Relatório oficial da operação de busca MH370 (2025–2026) divulgado pelo governo da Malásia.

Mesmo com tecnologia submarina de última geração capaz de mapear o fundo oceânico em alta resolução, nenhum fragmento da aeronave foi localizado nessa nova fase da busca. O resultado mantém o Boeing 777 desaparecido em 2014 sem localização conhecida, prolongando um dos maiores mistérios da aviação comercial moderna.

O desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines em 2014

O voo MH370 decolou do Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur na madrugada de 8 de março de 2014, às 0h41 no horário local, com destino ao Aeroporto Internacional de Pequim. A aeronave era um Boeing 777-200ER e transportava 227 passageiros e 12 tripulantes, totalizando 239 pessoas a bordo.

Cerca de quarenta minutos após a decolagem, o comandante Zaharie Ahmad Shah fez o último contato normal com o controle de tráfego aéreo antes de entrar no espaço aéreo do Vietnã. Pouco depois dessa comunicação, o transponder da aeronave deixou de transmitir, fazendo com que o avião desaparecesse dos radares civis.

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A partir desse momento começou uma das maiores investigações da história da aviação. Nenhum pedido de emergência foi registrado e nenhuma testemunha relatou ter visto a aeronave após a perda de contato.

Dados de satélite indicam que o MH370 continuou voando por horas

Apesar do desaparecimento dos radares, investigadores conseguiram identificar um rastro indireto da aeronave a partir de dados de satélite. A empresa britânica Inmarsat, responsável por comunicações via satélite utilizadas por aeronaves, registrou uma série de sinais automáticos de conexão entre o avião e um de seus satélites.

Esses sinais continuaram sendo detectados por aproximadamente sete horas após o último contato de voz com o controle de tráfego aéreo. Com base nesses dados, especialistas calcularam possíveis trajetórias da aeronave após o desaparecimento.

A análise indicou que o avião provavelmente mudou de direção e voou para o sul do Oceano Índico, seguindo uma faixa conhecida como “sétimo arco”, localizada a centenas de quilômetros da costa oeste da Austrália. Essa área se tornou o principal foco das buscas submarinas nos anos seguintes.

A maior operação de busca da história da aviação

Nos meses que se seguiram ao desaparecimento, Malásia, Austrália e China iniciaram a maior operação de busca já realizada na história da aviação civil. Entre 2014 e 2017, navios equipados com sonar de alta profundidade examinaram cerca de 120.000 km² do fundo do Oceano Índico.

A operação custou aproximadamente US$ 155 milhões e envolveu embarcações especializadas, aeronaves de patrulha e equipes internacionais de investigação. Apesar da escala sem precedentes da busca, nenhum destroço significativo da aeronave foi encontrado no fundo do mar.

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Em 2018, a empresa privada Ocean Infinity realizou uma nova campanha de busca utilizando veículos submarinos autônomos. Mais de 112.000 km² adicionais foram analisados naquela operação, que também terminou sem localizar o avião.

A nova busca de 2025 com robôs submarinos autônomos

Em 25 de março de 2025, o governo da Malásia assinou um novo acordo com a empresa Ocean Infinity para retomar as buscas pelo MH370. O contrato foi estruturado no modelo conhecido como “no find, no fee”, no qual a empresa só receberia pagamento caso encontrasse a aeronave.

A operação utilizou navios especializados e veículos submarinos autônomos (AUVs) capazes de mergulhar a milhares de metros de profundidade e mapear o fundo oceânico com sonar de alta resolução. Esses robôs percorrem rotas pré-programadas a poucos metros do fundo do mar, registrando imagens detalhadas do terreno submarino.

Mesmo com tecnologia capaz de detectar objetos relativamente pequenos, como destroços metálicos isolados, nenhum fragmento do Boeing 777 da Malaysia Airlines foi localizado durante essa nova fase da busca.

Por que encontrar o MH370 no fundo do Oceano Índico é tão difícil

A região de busca do MH370 está localizada em uma das áreas mais remotas e difíceis de explorar do planeta. O sul do Oceano Índico apresenta condições meteorológicas severas, com ventos fortes e ondas frequentemente superiores a três metros.

 (Foto: ATBS – Australian Bureau of Security in Transportation)

Além disso, o fundo marinho da região é extremamente irregular. Ele é formado por cadeias montanhosas submarinas, vales profundos e grandes depósitos de sedimentos, o que pode dificultar a detecção de objetos usando sonar.

Outro fator que complica a busca é o possível padrão de impacto da aeronave. Um Boeing 777 que atinge o oceano em alta velocidade pode se fragmentar de maneira imprevisível. Algumas partes podem afundar rapidamente, enquanto outras podem flutuar por longos períodos antes de serem levadas por correntes oceânicas a milhares de quilômetros de distância.

O MH370 continua sendo o maior mistério da aviação moderna

Mesmo após mais de uma década de investigações e várias campanhas de busca submarina, o desaparecimento do MH370 continua sem uma explicação definitiva. Diversas hipóteses foram levantadas ao longo dos anos, incluindo falhas técnicas graves, despressurização da cabine ou desvio intencional da rota.

Investigadores malaios concluíram em um relatório final publicado em 2018 que o avião provavelmente foi desviado manualmente, mas não conseguiram determinar quem teria feito isso ou qual teria sido o motivo.

Enquanto isso, no fundo do Oceano Índico, possivelmente a mais de 4.000 metros de profundidade, podem estar as caixas-pretas da aeronave contendo os registros finais do voo.

Mais de doze anos depois do desaparecimento, o destino do MH370 permanece desconhecido — e 239 famílias continuam esperando respostas que o oceano ainda não revelou.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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