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Três estudantes do 9º ano criam “robô lembrete” para ajudar idosos com medicamentos: projeto feito em escola municipal de Pelotas usa Arduino, luz, som e gaveta automática para evitar esquecimentos na hora da dose

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Escrito por Carla Teles Publicado em 07/07/2026 às 14:48
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Robô lembrete em Pelotas usa Arduino, medicamentos e Laboratório Maker para criar protótipo escolar com gaveta automática. Imagem: Arquivo pessoal/Divulgação Prefeitura de Pelotas
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Reportagem da GZH publicada em 01/07/2026 mostra o robô lembrete desenvolvido por Sara Machado, Anthonela Xavier e Marina Costa, alunas do 9º ano da Escola Municipal Nossa Senhora de Lourdes, em Pelotas, com orientação do professor Cleber Garcia, usando Arduino, visor LCD, alerta sonoro, luz e gaveta automática para medicamentos.

O robô lembrete criado por três estudantes do 9º ano em Pelotas, no Rio Grande do Sul, foi desenvolvido para auxiliar idosos e pacientes que precisam tomar medicamentos em horários definidos. O protótipo emite som, acende uma luz, mostra instruções no visor e libera a gaveta do remédio no momento programado.

Segundo reportagem da GZH, o projeto foi feito por Sara Machado, Anthonela Xavier e Marina Costa, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Nossa Senhora de Lourdes, com orientação do professor Cleber Garcia. A proposta será apresentada nos dias 9 e 10 de julho no Robopel 214, evento de robótica, programação e inovação promovido pelo Pelotas Parque Tecnológico, com o número 214 em referência aos 214 anos de Pelotas.

Ideia nasceu nas férias e virou projeto de robótica

Robô lembrete em Pelotas usa Arduino, medicamentos e Laboratório Maker para criar protótipo escolar com gaveta automática.
Imagem: Divulgação/Prefeitura de Pelotas

A ideia do robô lembrete surgiu durante as férias de verão. Antes do recesso escolar, o professor Cleber Garcia propôs que os estudantes voltassem às aulas com sugestões de projetos para desenvolver ao longo do ano.

Após pesquisar soluções semelhantes, Sara Machado apresentou a proposta do equipamento. Ela contou à GZH que encontrou um projeto parecido, desenhou o modelo durante as férias e levou a ideia ao professor quando as aulas retornaram. O ponto central foi transformar uma observação simples em protótipo funcional dentro da escola.

Três alunas dividiram a construção do equipamento

Robô lembrete em Pelotas usa Arduino, medicamentos e Laboratório Maker para criar protótipo escolar com gaveta automática.
Imagem: Divulgação/Prefeitura de Pelotas

Depois que a ideia foi aprovada, as estudantes dividiram as etapas de desenvolvimento. Sara e Marina Costa ficaram responsáveis pela estrutura física do robô, incluindo montagem, pintura e mecanismo de abertura da gaveta onde o medicamento fica armazenado.

Anthonela Xavier assumiu a programação e a parte eletrônica do protótipo. Ela explicou que programar exigiu atenção, pesquisas e consulta a fóruns para entender o funcionamento dos componentes. Essa divisão mostra uma dinâmica comum em projetos maker: cada estudante assume uma parte técnica e o resultado depende da integração entre estrutura, código e eletrônica.

Arduino controla luz, som, visor e gaveta automática

O robô lembrete foi desenvolvido com um controlador Arduino, tecnologia bastante usada em projetos educacionais de automação e robótica. O sistema é programado previamente por um familiar ou cuidador com os horários em que os medicamentos devem ser administrados.

Quando chega o horário da dose, o equipamento dispara um alerta sonoro, aciona uma luz intermitente e exibe instruções em um visor LCD. Depois que o usuário aperta um botão, uma gaveta abre automaticamente, permitindo o acesso ao medicamento armazenado. A lógica do protótipo é reduzir o risco de esquecimento por meio de sinais visuais, sonoros e ação mecânica simples.

Protótipo tem apenas uma gaveta para testar o conceito

Robô lembrete em Pelotas usa Arduino, medicamentos e Laboratório Maker para criar protótipo escolar com gaveta automática.
Imagem: Divulgação/Prefeitura de Pelotas

A versão atual possui apenas um compartimento para remédios. Segundo o professor Cleber Garcia, a escolha foi estratégica: antes de criar um equipamento maior e mais complexo, o objetivo era comprovar que o sistema funcionava.

Ele explicou que seria possível tentar uma versão com várias gavetas, mas a prioridade era demonstrar a capacidade das estudantes de desenvolver a tecnologia. Esse cuidado é importante porque posiciona o robô como protótipo escolar, não como produto médico pronto para uso comercial.

Estrutura usa embalagem reciclada de filamento

A estrutura do equipamento utiliza uma embalagem reciclada de filamento para caneta 3D. O reaproveitamento do material ajudou a dar forma ao protótipo e reforça a lógica de experimentação típica dos laboratórios maker.

As estudantes, no entanto, pretendem substituir essa estrutura por uma caixa de madeira produzida por elas. A mudança aproximaria o robô lembrete do modelo idealizado inicialmente. A evolução do acabamento mostra que o projeto ainda está em fase de desenvolvimento, mas já comprova o funcionamento básico da ideia.

Laboratório Maker deu suporte ao desenvolvimento

O robô foi criado no Laboratório Maker da escola, implantado por meio do programa Mais Ciência na Escola. O espaço conta com impressoras 3D, kits de robótica e ferramentas que permitem aos estudantes transformar ideias em protótipos.

Esse ambiente é decisivo para projetos como esse, porque aproxima a teoria da prática. Em vez de aprender tecnologia apenas no papel, as alunas puderam testar componentes, errar, ajustar e montar uma solução com aplicação concreta no cotidiano.

Robopel 214 será vitrine para o projeto

O projeto será apresentado nos dias 9 e 10 de julho durante o Robopel 214, evento promovido pelo Pelotas Parque Tecnológico. A programação é voltada a robótica, programação e inovação, reunindo iniciativas ligadas à educação e tecnologia.

Para as estudantes, a apresentação representa uma oportunidade de mostrar o desenvolvimento do protótipo fora da sala de aula. O evento também ajuda a dar visibilidade a projetos escolares que tratam tecnologia como ferramenta para resolver problemas reais, não apenas como conteúdo de disciplina.

Bolsas do CNPq reforçam trajetória científica

Além da experiência no Laboratório Maker, Sara, Anthonela e Marina receberam bolsas de iniciação científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq, com duração de um ano.

Para o professor Cleber Garcia, a bolsa nessa etapa da formação é significativa. Ele afirmou à GZH que as alunas demonstram interesse pela área científica e que o objetivo é oferecer condições para que continuem desenvolvendo esse potencial. O projeto, portanto, também funciona como porta de entrada para a pesquisa ainda no ensino fundamental.

Tecnologia simples mira um problema cotidiano

A administração correta de medicamentos depende de horário, atenção e rotina. O robô lembrete tenta atuar justamente nesse ponto, oferecendo alerta sonoro, luz de aviso e liberação física do remédio no horário programado.

Ainda assim, o equipamento não deve ser tratado como substituto de acompanhamento médico, familiar ou profissional. A melhor leitura é vê-lo como uma solução educacional de apoio, capaz de mostrar como robótica e programação podem ajudar em tarefas simples do cuidado diário.

Projeto mostra potencial da inovação escolar

O caso de Pelotas mostra que projetos escolares podem ir além de exercícios técnicos. Com Arduino, visor LCD, luz, som e uma gaveta automática, as estudantes criaram uma solução funcional para um problema reconhecível em muitas famílias.

O mérito está em combinar tecnologia acessível com uma necessidade cotidiana. Quando a escola oferece laboratório, orientação e espaço para testar ideias, a robótica deixa de ser apenas competição e passa a virar ferramenta de impacto social.

O que esse robô revela sobre ciência na escola

O robô lembrete desenvolvido por Sara Machado, Anthonela Xavier e Marina Costa mostra como a inovação pode nascer de uma escola municipal, com orientação docente, equipamentos maker e vontade de resolver um problema prático.

A pergunta que fica é se mais escolas deveriam ter laboratórios desse tipo para transformar ideias de estudantes em protótipos reais. Você acredita que projetos como esse podem aproximar jovens da ciência e ainda ajudar a criar soluções úteis para o dia a dia? Deixe sua opinião nos comentários.

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Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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