Sendo o quarto maior mercado para o algodão brasileiro e ainda com o destino de 12% de toda a fibra embarcada pelo Brasil para todo o mundo, Bangladesh é um país prioritário para a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
Alexandre Schenkel, presidente dessa entidade, foi um dos representantes para o setor da economia, além de exportadores nacionais, que participaram, na manhã desta quarta-feira (01/02), da assinatura do Memorando de Entendimento, entre a Apex-Brasil e a Federation of Bangladesh Chambers of Commerce & Industries (FBCCI), uma instituição bangalesa equivalente à Agência de Fomento Nacional.
Entre todas as partes que assinaram o memorando, essa cerimônia contou ainda com a presença da embaixadora de Bangladesh para o Brasil, Sadia Faizunneza, do secretário sênior do Ministério do Comércio de Bangladesh, Tapan Kanti Gosh, e ainda do presidente da FBCCI, Jashim Uddin. Já do governo brasileiro, participaram a diretora de Negócios da Apex-Brasil, Ana Paula Repezza, e o diretor do Departamento de Comércio e Promoção de Investimentos, o embaixador Alex Giacomelli.
Conforme a cooperação, as expectativas da Apex e da FBCCI são a promoção, o fortalecimento e, ainda, dar visibilidade às relações comerciais entre esses dois países. No momento atual, além do algodão, o Brasil ainda é um fornecedor representativo de outras commodities, por exemplo, o açúcar, a soja e o minério de ferro. Já Bangladesh faz a exportação de produtos manufaturados para o Brasil, como os têxteis.
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As próximas horas serão de tensão crescente em torno do viés a ser adotado pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom/BC) com relação à taxa básica de juros (Selic), ao cabo da reunião dessa quarta-feira (17). Embora o mercado se apresente ‘dividido’ quanto à decisão do colegiado, a tendência mais forte das últimas semanas é de que a taxa se mantenha inalterada no patamar atual de 14,50% ao ano. Já uma ala minoritária ainda ‘aposta’ em uma queda 0,25 ponto percentual (p.p).
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Indústria crescente: mais algodão
Segundo o Jashim Uddin, presidente da FBCCI, no biênio 2024/2025, essa indústria têxtil de Bangladesh deve ainda dobrar o seu tamanho. “Vamos precisar de mais algodão. Hoje, estamos comprando a fibra do Brasil, África e Índia, e o memorando assinado aqui favorece o comércio entre nós”, afirmou ele.
A FBCCI tem a representação de mais de 80% das indústrias da iniciativa privada de Bangladesh, sendo que ainda têm mais de 400 associados e cerca de mais de 38 acordos bilaterais, firmados em Brasília.
Oportunidades sustentáveis
Sendo a sustentabilidade um dos principais atributos do algodão brasileiro, foi ainda apresentada como uma das grandes oportunidades para o comércio entre dois países. Esse tema faz ainda parte da agenda de Bangladesh que reforça mais suas ações nesse sentido, como nesses últimos dez anos, em suas operações, várias plantas industriais que foram consideradas “verdes”.
De acordo com as falas de Alexandre Schenkel, o Brasil ainda é a origem do algodão, com a sua maior participação de todas as plumas licenciadas pela ONG suíça Better Codão Betton Initiative (BCI). “Atualmente, 42% de todo o algodão licenciado pela Better Cotton vem de lavouras brasileiras e 86% de toda a pluma produzida pelo Brasil são certificados pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que opera em benchmark com a BCI”, afirma ele.
Schenkel fez um destaque sobre o International Cotton Association Committee (Icac), afirmando que cerca de 95% do algodão brasileiro depende apenas da água da chuva para sua produção. “A possibilidade de ter esse algodão sendo manufaturado em fábricas igualmente sustentáveis, em Bangladesh, abre novas oportunidades de comércio, faz os nossos clientes felizes e traz ganhos ambientais, sociais e econômicos”, destacou o presidente.

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