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Tempestades em Júpiter geram raios até 100 vezes mais fortes que os da Terra, e dados da sonda Juno revelam descargas extremas em supertempestades do planeta

Escrito por Carla Teles
Publicado em 26/03/2026 às 15:05
Tempestades em Júpiter geram raios até 100 vezes mais fortes que os da Terra, e dados da sonda Juno revelam descargas extremas em supertempestades do planeta
Tempestades em Júpiter revelam raios e descargas extremas na atmosfera do planeta e ajudam a entender fenômenos fora da Terra.
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As tempestades em Júpiter podem produzir raios até 100 vezes mais intensos do que os registrados na Terra, segundo uma análise feita com dados da sonda Juno, que monitora a atmosfera do planeta desde 2016.

O estudo mostra que as tempestades no gigante gasoso não impressionam apenas pelo tamanho, mas também pela força extrema das descargas elétricas. Ao observar grandes sistemas atmosféricos registrados entre 2021 e 2022, os pesquisadores identificaram eventos capazes de liberar energia em uma escala muito acima da vista no nosso planeta.

A descoberta chama atenção porque ajuda a ampliar a compreensão sobre fenômenos atmosféricos fora da Terra. Entender como as tempestades se comportam em outros planetas também ajuda a iluminar processos que ainda não são totalmente compreendidos aqui.

No caso de Júpiter, a diferença está diretamente ligada à composição da atmosfera. Como o planeta é dominado por hidrogênio, o ar úmido se torna mais pesado e encontra mais dificuldade para subir, exigindo um nível muito maior de energia para dar origem às tempestades.

O que faz as tempestades em Júpiter serem tão violentas

As tempestades em Júpiter se formam em condições muito diferentes das encontradas na Terra. A atmosfera do planeta, rica em hidrogênio, cria um ambiente em que o ar úmido precisa vencer uma barreira maior para ascender.

Esse obstáculo torna a formação das tempestades mais difícil, mas também aumenta o potencial de energia acumulada. Quando esse processo finalmente acontece, a liberação pode ser muito mais intensa, o que ajuda a explicar a força incomum dos raios detectados.

Sonda Juno revelou descargas escondidas sob as nuvens

A análise foi possível graças ao radiômetro da sonda Juno, equipamento capaz de detectar emissões de rádio produzidas por relâmpagos. Isso permitiu aos cientistas medir a intensidade das descargas sem depender apenas de observações visuais.

Esse ponto é importante porque as tempestades em Júpiter estão escondidas sob camadas espessas de nuvens. Com esse tipo de leitura, foi possível perceber que certos flashes eram muito mais poderosos do que os vistos na Terra. A tecnologia permitiu enxergar o que a nuvem escondia.

Supertempestades furtivas chamaram atenção dos pesquisadores

O estudo concentrou atenção especial em grandes sistemas registrados entre 2021 e 2022, chamados de supertempestades furtivas. Esses eventos aparecem em largas faixas da atmosfera e podem gerar raios entre nuvens com enorme liberação de energia.

Essas tempestades receberam esse nome justamente por ocorrerem em regiões extensas e revelarem um comportamento extremo. Não se trata de um relâmpago isolado, mas de estruturas atmosféricas gigantescas com capacidade de produzir descargas muito acima do padrão terrestre.

Raios podem ser 100 vezes mais fortes que os da Terra

O dado mais impressionante do estudo é a estimativa de que as descargas geradas por essas tempestades podem alcançar intensidade até 100 vezes superior à dos raios registrados no nosso planeta.

Isso coloca Júpiter em uma categoria própria quando o assunto é eletricidade atmosférica. O planeta não apenas possui tempestades gigantes, mas também concentra um tipo de energia que desafia a escala com a qual estamos acostumados na Terra.

Tempestades podem durar por séculos no planeta

Outro aspecto surpreendente revelado pela missão é a longevidade desses fenômenos. Os dados indicam que algumas tempestades em Júpiter podem durar por séculos, mantendo atividade por períodos extremamente longos.

Essa persistência torna o ambiente do planeta ainda mais fascinante para a ciência. Enquanto muitas tempestades terrestres são passageiras, em Júpiter certos sistemas parecem fazer parte da própria dinâmica permanente da atmosfera.

Estudar outros planetas ajuda a entender a Terra

Segundo os pesquisadores, observar tempestades em outros mundos também é uma forma de aprender mais sobre o que acontece no nosso próprio planeta. Isso inclui a compreensão de eventos luminosos associados a tempestades e de mecanismos atmosféricos ainda não totalmente esclarecidos.

Ao investigar Júpiter, a ciência ganha uma espécie de laboratório natural em escala extrema. Fenômenos que aqui aparecem de forma limitada podem surgir de maneira ampliada em outros planetas, oferecendo pistas valiosas para a pesquisa.

Júpiter reforça que o Sistema Solar ainda guarda surpresas

As novas informações obtidas pela Juno mostram que Júpiter continua sendo um dos ambientes mais impressionantes do Sistema Solar.

As tempestades do planeta revelam um cenário em que nuvens, hidrogênio, energia acumulada e descargas elétricas formam um conjunto muito mais violento do que se imaginava.

No fim, o estudo reforça uma ideia central. Quanto mais a ciência observa Júpiter, mais o planeta se mostra um mundo extremo, capaz de desafiar conceitos conhecidos e ampliar nossa noção sobre o que uma atmosfera pode produzir.

Você imaginava que as tempestades em Júpiter poderiam gerar raios tão mais fortes do que os da Terra?

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Carla Teles

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