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Tecnologia sustentável da Embrapa pode garantir inovações agrícolas no cultivo de mandioca, banana e guaraná no Brasil

Escrito por Rodrigo Souza
Publicado em 14/11/2025 às 07:46
A adoção de tecnologia sustentável em sistemas agrícolas amazônicos ganhou destaque no espaço Agrizone da COP30, em Belém, ao reunir produtores, pesquisadores e instituições interessadas em práticas eficientes para mandioca, banana e guaraná
A adoção de tecnologia sustentável em sistemas agrícolas amazônicos ganhou destaque no espaço Agrizone da COP30, em Belém, ao reunir produtores, pesquisadores e instituições interessadas em práticas eficientes para mandioca, banana e guaraná (Foto: Sara Rangel e Síglia Souza/ Embrapa)
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A tecnologia sustentável apresentada pela Embrapa na Agrizone da COP30 teve foco no cultivo inovador da mandioca, banana e guaraná, em sistemas produtivos amazônicos

A adoção de tecnologia sustentável em sistemas agrícolas amazônicos ganhou destaque no espaço Agrizone da COP30, em Belém, ao reunir produtores, pesquisadores e instituições interessadas em práticas eficientes para mandioca, banana e guaraná, segundo uma matéria publicada.

As demonstrações apresentadas pela Embrapa Amazônia Ocidental mostraram alternativas capazes de elevar a segurança alimentar, reduzir riscos produtivos e ampliar renda em territórios onde a agricultura familiar tem papel decisivo.

Entre cultivares mais resistentes, métodos simples de manejo e soluções adaptadas ao clima regional, a programação trouxe informações práticas para agricultores que lidam diariamente com desafios como erosão genética, doenças recorrentes e oscilações climáticas que afetam diretamente a produtividade.

O evento também evidenciou como a diversificação de variedades e o uso de técnicas acessíveis podem ajudar comunidades a enfrentar oscilações severas de seca, chuva intensa e altas temperaturas, condições comuns no Amazonas.

A participação de municípios da microrregião do Médio Solimões, onde a mandioca é base econômica, mostrou o interesse crescente por tecnologias que mantenham a estabilidade produtiva.

Além disso, pesquisadores explicaram como o uso contínuo de apenas uma variedade aumenta a vulnerabilidade dos cultivos, reforçando a necessidade de novas alternativas para evitar perdas e garantir o funcionamento das cadeias locais de abastecimento.

Inovações agrícolas para mandioca amazônica

A nova cultivar BRS Jacundá integra os lançamentos da Embrapa no dia 16 de novembro, às 16h30, na Arena AgriTalks da Agrizone.

Desenvolvida para áreas de terra firme no Amazonas, ela busca reduzir riscos associados à dependência da variedade “Catombo”, predominante em municípios como Tefé, Uarini e Alvarães.

Com produtividade superior a 30 mil quilos por hectare, enquanto a média estadual atual é de 10.560 kg/ha, o material se destaca pela coloração amarela da polpa, resistência a pragas e doenças e boa aceitação para farinha e tucupi.

Pesquisadores como Ferdinando Barreto ressaltam que a introdução de novas cultivares pode evitar a erosão genética e ampliar a estabilidade produtiva em regiões que dependem diretamente do cultivo de mandioca.

Nesse primeiro bloco, a presença da tecnologia sustentável aparece associada à capacidade de oferecer cultivares adaptadas às condições amazônicas, reduzindo riscos de perda e favorecendo práticas adequadas às realidades locais.

Ao atender demandas tradicionais, como a farinha amarela, a inovação mantém a cultura regional enquanto amplia desempenho produtivo, um dos fatores mais discutidos pelos agricultores durante a COP30.

Tecnologia sustentável no controle da Sigatoka-negra e cultivo sustentável de banana

O combate à Sigatoka-negra, principal doença da bananeira, recebeu atenção especial por meio de uma solução simples adotada por agricultores familiares nos estados do Amazonas, Acre e Rondônia.

A aplicação localizada de fungicida na axila da segunda folha, feita com seringa veterinária adaptada, mangueira e cano curvado, reduziu pulverizações e diminuiu o uso de defensivos.

De acordo com o pesquisador Luadir Gasparotto, apenas três aplicações por ciclo são suficientes para recuperar variedades tradicionais como Prata Comum, Maçã e Pacovan.

Dados do IBGE de 2023 apontam que entre 2013 e 2022 houve crescimento significativo na produção e produtividade da banana nos três estados, resultado atribuído à adoção do método.

Esse avanço reforçou a confiança dos agricultores em soluções de baixo custo, especialmente em regiões onde variações ambientais afetam diretamente o manejo.

No terceiro bloco, a tecnologia sustentável se conecta ao controle direcionado de doenças, oferecendo às famílias rurais uma forma prática de manter bananais ativos sem aumentar gastos com insumos.

A flexibilidade desse método se tornou tema de debate entre participantes da Agrizone, que buscam alternativas acessíveis para garantir continuidade da produção.

Produtividade do guaranazeiro e tecnologias da Embrapa na COP30

O lançamento da BRS Noçoquém também atraiu grande interesse. Parte do Programa de Melhoramento Genético da Embrapa, a cultivar apresenta produtividade média de 2,3 kg de sementes secas por planta ao ano, número mais de sete vezes superior à média regional.

Sua resistência à antracnose e ao superbrotamento e a possibilidade de propagação por sementes facilitam a formação de viveiros licenciados e permitem que produtores ampliem cultivos com autonomia.

O pesquisador André Atroch destaca que o material mantém variabilidade genética mesmo com alta produtividade, contribuindo para sistemas mais equilibrados.

A tecnologia sustentável, nesse caso, aparece associada ao melhoramento genético que prioriza resistência, segurança e autonomia dos produtores.

A facilidade de multiplicação das sementes incentivou debates sobre organização de viveiros comunitários, tema recorrente entre participantes da COP30.

O uso de tecnologia sustentável permeou as discussões conduzidas por Everton Cordeiro, chefe-geral da Embrapa Amazônia Ocidental, ao reforçar o compromisso da instituição com práticas que integrem viabilidade econômica, conservação ambiental e apoio à agricultura familiar.

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Rodrigo Souza

Jornalista formado em 2006 pelo UNI-BH e com mais de 15 anos de experiência na produção de conteúdo otimizado para sites e blogs. Sou apaixonado pela escrita e sempre prezo pela credibilidade. Ao longo da minha carreira, já prestei serviço para diversos portais de notícias e agências de marketing digital na produção de matérias jornalísticas e artigos SEO.

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