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Surpreendente estudo da Scatec revela que a reciclagem de painéis solares no Brasil pode devolver R$ 3,18 para cada R$ 1 investido, transformando resíduos da energia fotovoltaica em nova fonte de valor econômico e fortalecendo a economia circular no setor 

Escrito por Hilton Libório
Publicado em 04/06/2026 às 10:16
Atualizado em 04/06/2026 às 10:21
Assista o vídeoGrande pilha de painéis solares pretos danificados e quebrados em área de reciclagem industrial, representando o reaproveitamento de materiais da energia fotovoltaica e o avanço da economia circular no Brasil.
Reciclagem de painéis solares transforma resíduos da energia fotovoltaica em oportunidade econômica
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Descubra como a Scatec está impulsionando a economia circular com reciclagem de painéis solares, gerando valor para o setor de energia fotovoltaica. 

A Scatec anunciou um avanço relevante para a sustentabilidade da energia solar no Brasil. Durante a Semana do Meio Ambiente, a empresa informou que pretende atingir a reciclagem de 100% dos materiais presentes em painéis solares avariados utilizados na construção da usina Rio Urucuia, em Minas Gerais.

O projeto, que possui capacidade instalada de 142,31 MWp e cerca de 201 mil módulos fotovoltaicos, reforça o potencial da reciclagem de painéis solares como ferramenta ambiental e econômica. Segundo estimativas do setor de energia fotovoltaica, cada R$ 1 investido nesse processo pode gerar retorno de R$ 3,18, fortalecendo a economia circular e reduzindo o descarte de resíduos.

Além dos ganhos financeiros, a iniciativa prepara o mercado brasileiro para um futuro em que milhões de equipamentos de energia solar precisarão ser substituídos ao final de sua vida útil.

Scatec eleva o padrão da reciclagem de painéis solares no Brasil

A usina Rio Urucuia marca uma nova etapa na estratégia ambiental da Scatec. A empresa pretende reaproveitar integralmente os materiais presentes nos módulos danificados durante transporte, armazenamento ou instalação.

Até pouco tempo, os processos de reciclagem de painéis solares concentravam-se principalmente na recuperação de vidro e metais. Agora, a companhia avança para o reaproveitamento de materiais mais complexos, incluindo plásticos e borrachas.

A coordenadora de Relações com Comunidades da empresa, Ledjane Oliveira, que também possui formação em Engenharia de Materiais, destaca que essa evolução amplia significativamente a eficiência do reaproveitamento dos resíduos gerados pela indústria de energia fotovoltaica.

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Como a economia circular transforma resíduos em novos recursos

O conceito de economia circular vem ganhando força em diversos segmentos da indústria, especialmente naqueles ligados à transição energética.

Na prática, a proposta consiste em reduzir desperdícios e manter materiais em uso pelo maior tempo possível. Em vez de simplesmente descartar resíduos, eles retornam à cadeia produtiva como matéria-prima para novos produtos.

No setor de energia solar, esse modelo oferece diversas vantagens:

  • Redução da quantidade de resíduos enviados para aterros;
  • Recuperação de materiais valiosos;
  • Menor necessidade de extração de recursos naturais;
  • Diminuição das emissões de carbono;
  • Criação de novas oportunidades econômicas.

À medida que a energia fotovoltaica cresce no Brasil, a adoção da economia circular tende a se tornar cada vez mais estratégica para garantir sustentabilidade de longo prazo.

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Experiência acumulada permitiu avanço da Scatec para 100% de reaproveitamento

O resultado alcançado em Rio Urucuia foi construído a partir de experiências anteriores.

Em 2025, a Scatec iniciou um projeto pioneiro envolvendo a reciclagem de aproximadamente 4.700 módulos provenientes das usinas solares de Mendubim, no Rio Grande do Norte, e Quixeré, no Ceará.

Naquele momento, a empresa atingiu um índice de reciclagem de cerca de 85%. O aprendizado obtido com essas operações permitiu aperfeiçoar processos e ampliar a recuperação de materiais.

Segundo Ledjane Oliveira, embora a quantidade de painéis reciclados ainda seja relativamente pequena, o conhecimento adquirido hoje será fundamental quando as primeiras grandes usinas de energia solar começarem a substituir equipamentos em larga escala nas próximas décadas.

Energia fotovoltaica cresce e amplia a necessidade de reciclagem especializada

O mercado brasileiro de energia fotovoltaica continua expandindo sua participação na matriz elétrica nacional. Novas usinas e sistemas distribuídos são instalados todos os anos em residências, empresas e propriedades rurais.

Embora os painéis possuam vida útil longa, geralmente superior a 25 anos, chegará o momento em que muitos desses equipamentos precisarão ser substituídos.

Esse cenário exigirá uma estrutura robusta de reciclagem de painéis solares, capaz de lidar com grandes volumes de materiais.

Por isso, iniciativas como a da Scatec são consideradas importantes para preparar a cadeia produtiva e evitar que futuros resíduos da energia solar se transformem em um problema ambiental.

Números mostram os impactos ambientais da reciclagem de painéis solares

Os resultados obtidos pela empresa nas usinas de Mendubim e Quixeré ajudam a dimensionar o potencial ambiental da atividade.

De acordo com os dados divulgados, a operação permitiu:

  • Evitar o descarte de mais de 420 metros cúbicos de resíduos em aterros sanitários;
  • Impedir a emissão de 84,72 toneladas de CO₂ equivalente;
  • Viabilizar o reaproveitamento de diversos materiais industriais;
  • Fortalecer a cadeia de economia circular ligada à energia fotovoltaica.

Para realizar a operação logística, foram utilizadas 11 carretas que transportaram os equipamentos do Rio Grande do Norte até Minas Gerais, onde ocorreu o processamento dos materiais.

Outro dado destacado pela empresa aponta que, para cada 39 metros cúbicos de resíduos do setor fotovoltaico destinados corretamente à reciclagem, aproximadamente 13 toneladas de CO₂ equivalente deixam de ser emitidas na atmosfera.

Metais valiosos aumentam o potencial econômico da energia solar

Um dos principais benefícios da reciclagem de painéis solares está na recuperação de materiais com valor comercial significativo.

Segundo informações apresentadas pela Scatec, a maior concentração de chumbo nos módulos está localizada na liga metálica responsável pela conexão entre as células fotovoltaicas.

Essa composição contém aproximadamente:

  • 29,2% de chumbo;
  • 26% de cobre;
  • 5% de prata.

Após a separação desses componentes, os materiais são enviados para fundições especializadas. Isso reduz riscos ambientais e permite que retornem ao ciclo produtivo.

O chumbo recuperado pode ser utilizado novamente na fabricação de conectores ou baterias automotivas. Já o cobre e a prata possuem ampla aplicação industrial, agregando valor ao processo de economia circular.

Retorno de R$ 3,18 por real investido chama atenção do setor

Além dos ganhos ambientais, a reciclagem apresenta um potencial econômico expressivo.

De acordo com estimativas citadas pela Scatec, o setor de energia fotovoltaica calcula que cada R$ 1 investido em reciclagem pode gerar um retorno de R$ 3,18.

Esse resultado ajuda a mudar a percepção de que o reaproveitamento de resíduos representa apenas um custo operacional. Na prática, ele pode se tornar uma fonte de receita por meio da recuperação de materiais reutilizáveis.

O cenário também abre espaço para novos negócios ligados à logística, processamento industrial e comercialização de matérias-primas provenientes da reciclagem de painéis solares.

Meta global da Scatec reforça compromisso com emissões zero até 2040

A estratégia adotada pela empresa está alinhada aos compromissos globais de sustentabilidade da Scatec.

Segundo a companhia, a meta é alcançar emissões líquidas zero de carbono até 2040. Nesse contexto, a ampliação dos processos de reciclagem desempenha papel importante para reduzir impactos ambientais ao longo de toda a cadeia produtiva.

A iniciativa também demonstra que o crescimento da energia solar pode ocorrer de forma cada vez mais integrada aos princípios da economia circular, combinando geração de energia limpa com reaproveitamento eficiente de recursos.

Um caminho que pode redefinir o futuro da energia solar brasileira

O avanço anunciado pela Scatec mostra que a reciclagem de painéis solares está deixando de ser uma atividade complementar para assumir papel estratégico dentro do setor.

A capacidade de reaproveitar 100% dos materiais presentes em módulos avariados demonstra que a economia circular pode gerar benefícios ambientais e financeiros ao mesmo tempo. A recuperação de vidro, metais, plásticos, borrachas e componentes de alto valor reduz resíduos, evita emissões e cria novas oportunidades de negócios.

Com a expansão contínua da energia fotovoltaica no Brasil, iniciativas como essa tendem a ganhar cada vez mais relevância. Além de fortalecer a sustentabilidade da energia solar, elas ajudam a construir uma cadeia produtiva mais eficiente, preparada para os desafios das próximas décadas e capaz de transformar resíduos em recursos valiosos.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas.

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