SUV médio da Chevrolet volta ao radar no mercado de usados com motor potente, bom pacote de segurança e porte familiar, chamando atenção pelo custo-benefício frente a modelos compactos mais novos e pela combinação rara de desempenho, espaço interno e equipamentos.
O Chevrolet Equinox com motor 2.0 turbo, vendido no Brasil a partir do fim de 2017, voltou ao radar de quem procura SUV usado com desempenho elevado e bom nível de equipamentos.
Em levantamentos de mercado baseados na Tabela Fipe, versões do Equinox 2.0 turbo da fase inicial aparecem com valores abaixo de R$ 115 mil, patamar que o coloca na mesma faixa de modelos compactos mais novos, mas com proposta diferente em porte e mecânica.
Por outro lado, esse retorno acontece apesar de o Equinox não ter sido, na época do lançamento, um dos SUVs médios mais lembrados pelo público.
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O resultado, hoje, é um carro que costuma chamar atenção no mercado de usados justamente por entregar um conjunto pouco comum nessa faixa de preço: motor mais potente, lista de assistências de condução e dimensões de SUV médio.
Motor 2.0 turbo e desempenho acima da média no segmento
Debaixo do capô, o Equinox 2.0 turbo usa um quatro-cilindros a gasolina com 262 cv e torque na casa de 37 kgfm, associado a câmbio automático de nove marchas e, nas configurações mais completas, tração integral.

Publicações especializadas destacam que esse 2.0 turbo pertence à mesma família e foi aplicado em versões de entrada do Camaro nos Estados Unidos, embora com acerto voltado ao uso cotidiano e ao perfil do SUV.
Na prática, isso significa que o Equinox 2.0 turbo se diferencia do que virou padrão em SUVs mais acessíveis, que em geral adotam motores menores, turbo e com foco em eficiência.
Ainda assim, é importante separar conceito de equivalência: o fato de compartilhar base mecânica não transforma o SUV em esportivo, mas explica por que ele se destaca entre usados quando o assunto é força e respostas do conjunto.
Espaço interno e porta-malas reforçam perfil familiar
O Equinox vendido na geração lançada em 2017 se posiciona como SUV médio também nas medidas.
O entre-eixos de 2,72 metros e o porta-malas de 468 litros ajudam a entender por que o modelo aparece como alternativa para famílias ou para quem viaja com frequência.
Enquanto isso, a cabine se beneficia do vão entre eixos para acomodar melhor os ocupantes, especialmente na segunda fileira.
A proposta fica evidente quando se compara o espaço interno de um SUV médio com o de utilitários compactos, que costumam priorizar dimensões externas menores e uso urbano.
Além disso, o volume do porta-malas, por si só, não conta toda a história.
O formato do compartimento e a possibilidade de rebatimento dos bancos ampliam a versatilidade para quem precisa de espaço para carrinho de bebê, malas grandes ou equipamentos de trabalho e lazer.
Segurança ativa e passiva ajudam a explicar a boa reputação

Entre os pontos que sustentam o interesse atual no Equinox 2.0 turbo está o conjunto de segurança ativa e passiva, mais comum em carros de categoria superior quando o modelo chegou ao país.
Em versões topo de linha, aparecem recursos como alerta de ponto cego, alerta de colisão com frenagem automática de emergência e assistentes ligados à permanência em faixa, além de controle de estabilidade e tração.
Na parte de proteção, o Equinox desse período é citado com seis airbags, configuração que se tornou mais disseminada ao longo dos anos, mas que ainda faz diferença na comparação com modelos usados de segmentos inferiores.
Esse tipo de lista também costuma influenciar o preço no mercado de usados.
Quando o consumidor coloca na conta itens de assistência à condução, é comum perceber que alguns SUVs mais novos e mais baratos podem exigir versões mais caras para atingir um nível semelhante de equipamentos.
Versão Premier reúne tecnologia e conforto
A versão Premier concentra o pacote mais completo do Equinox 2.0 turbo que marcou a fase inicial do modelo no Brasil.
O conjunto inclui central multimídia com integração a smartphones, carregamento por indução em algumas configurações e teto solar panorâmico, além de itens que elevam a praticidade no uso diário, como sensores de chuva e de iluminação.
Também aparecem soluções como freio de estacionamento eletrônico, recurso que ajuda em manobras e em arrancadas em rampa quando combinado a assistentes específicos.
Em um carro usado, a presença desses equipamentos tende a pesar na decisão de compra, principalmente para quem busca conveniência sem avançar para modelos premium.

Ainda assim, em qualquer avaliação de seminovo, o estado de conservação e a manutenção anterior são determinantes.
Sistemas eletrônicos e itens de conforto podem variar bastante em funcionamento conforme o cuidado do proprietário e o histórico de revisões.
Comparação com SUVs compactos novos ajuda a entender o apelo
A leitura de custo-benefício costuma surgir quando o Equinox 2.0 turbo é colocado lado a lado com SUVs compactos zero quilômetro.
Na linha 2025, por exemplo, o Chevrolet Tracker parte de R$ 119.900 na tabela de preços divulgada pela marca, com motor 1.0 turbo em versões de entrada e escalada de valores conforme a configuração.
Nesse cenário, um Equinox 2.0 turbo com valor de referência abaixo de R$ 115 mil, conforme bases que reúnem a Tabela Fipe, entra como alternativa para quem prioriza porte, desempenho e lista de equipamentos em vez de um carro mais novo.
A comparação não é direta porque os segmentos são diferentes, mas ajuda a explicar por que o modelo volta às conversas quando o assunto é comprar usado com “cara” de categoria superior.
No entanto, a conta precisa considerar custos de uso típicos de um SUV médio mais potente, como consumo, pneus e eventuais reparos.
A diferença de proposta é justamente o que faz o Equinox interessar a um público específico.
Quem aceita um carro maior e mais forte, desde que o preço de entrada no usado fique próximo ao de compactos, costuma enxergar valor nesse conjunto.
