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Supermercado abre às 7h e fecha às 17h aos domingos, mas clientes chegam no último minuto e trabalhador relata sensação de exploração em jornadas contínuas

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 11/12/2025 às 20:42
Atualizado em 11/12/2025 às 20:51
Trabalhador de supermercado relata jornada dominical extensa, consumo no limite do horário e impactos das novas regras para trabalho aos domingos e feriados
Trabalhador de supermercado relata jornada dominical extensa, consumo no limite do horário e impactos das novas regras para trabalho aos domingos e feriados
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Relato de trabalhador de supermercado sobre jornada dominical das 7h às 17h expõe desgaste no atendimento até o fechamento, enquanto novas regras reforçam exigência de negociação coletiva no comércio

“Trabalho em supermercado e no domingo abre às 7 horas e fecha às 17 horas, e mesmo assim tem pessoas que vão comprar em cima da hora”, relata um trabalhador, comentário que sintetiza a pressão cotidiana vivida por empregados do comércio em meio às novas regras para labor dominical.

Relato do trabalhador evidencia desgaste e percepção de exploração

O depoimento aponta uma jornada extensa aos domingos e a permanência da demanda até o último minuto de funcionamento, revelando sensação de exploracão e desgaste operacional, especialmente em escalas reduzidas e com expectativa constante de atendimento integral ao público.

A crítica do trabalhador também reflete uma cultura de consumo que ignora limites de horário e descanso, transferindo aos empregados o ônus de rotinas prolongadas em dias tradicionalmente reservados ao repouso semanal remunerado.

O que a CLT prevê sobre trabalho aos domingos e feriados

A Consolidação das Leis do Trabalho garante ao empregado repouso semanal remunerado mínimo de 24 horas consecutivas, preferencialmente aos domingos, permitindo exceções em atividades essenciais ou de interesse público, desde que haja escala organizada de revezamento.

Quando ocorre trabalho em domingos ou feriados, o empregador deve conceder folga compensatória em outro dia da semana ou efetuar o pagamento em dobro da jornada, caso não haja compensação no prazo legal.

Impacto direto da Portaria MTE 3.665/23 no comércio

No comércio em geral, a Portaria MTE 3.665/23, publicada em novembro de 2023, restabeleceu a exigência de negociação coletiva para autorizar o trabalho aos domingos e feriados, revogando a Portaria 671/21, que admitia acordos individuais.

A norma retirou a autorização automática e permanente de diversos segmentos, incluindo supermercados, farmácias, lojas varejistas, atacadistas e comércios em portos, aeroportos e rodoviárias, condicionando o funcionamento a CCTs ou acordos coletivos.

Vigência prorrogada e necessidade de ajustes preventivos

Embora publicada em 2023, a portaria teve sua vigência prorrogada e passa a valer em 1º de março de 2026, prazo considerado suficiente para revisão de escalas, análise das convenções existentes e negociação entre empresas e sindicatos.

Algumas categorias já possuem cláusulas autorizativas, enquanto outras exigem reuniões formais, condições específicas e até pagamento de taxas para liberação do labor em domingos e feriados.

Projetos legislativos tentam flexibilizar a exigência sindical

Diante das críticas do setor, tramitam o PDL 405/23, apresentado em 16 de novembro de 2023, e os PDLs 305/25 e 307/25, que buscam suspender os efeitos da Portaria MTE 3.665/23.

No Senado, o PL 2.728/25, autuado em 5 de junho de 2025, propõe permitir o trabalho dominical e em feriados mediante acordo individual escrito, exigindo repouso aos domingos ao menos uma vez a cada três semanas.

Até eventual mudança na legislação, especialistas alertam que a ausência de negociação coletiva pode gerar multas administrativas, horas extras retroativas e insegurança juridica, cenário que mantém no centro do debate a rotina relatada por trabalhadores do comércio.

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Sam
Sam
15/12/2025 21:47

Que palhaçada de **** isso. Tem comentários aqui que defendem o empresário. Sugiro que se grudem no saco dos empresários então. Quem está decidindo sobre o fim da escala 6×1 são os deputados que trabalham em escala 3×4. Tá tudo errado. ****-se os empresários. Pode-se muito bem ter escalas mais flexíveis.

Fernando
Fernando
15/12/2025 11:33

Só sabem criticar empresários, pq nao governo de **** q nao faz nada e so atrapalha, exige isso e aquilo mas não ajuda em nada, só nao cobra imposto inútil em troca de contratar mais gente q trabalha menos simples assim

Marcelo
Marcelo
15/12/2025 08:03

Gente as pessoas tem que comer correto. Mais as pessoas se adpta com novos horários, horários que não exploram o trabalhador supermercado é uma escravidão sem chicote onde brancos e negros se submetem a essas condições

Lena N
Lena N
Em resposta a  Marcelo
15/12/2025 09:37

Ninguém é forçado a trabalhar em supermercado, além do que escravidão é o trabalho gratuito, no caso eles recebem.

Sueli
Sueli
Em resposta a  Lena N
15/12/2025 13:38

Então vai lá trabalhar. Vamos ver se vc aguenta trabalhar lá pelo menos 1 semana, pra ver se vc continua com o mesmo comentário.

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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