Sulgás contratou a Unisc para mapear o potencial de consumo de gás no Vale do Rio Pardo e apoiar projetos como o Gasoduto dos Vales, de 190 km.
A Sulgás contratou a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) para levantar o potencial de consumo de gás natural e biometano no Vale do Rio Pardo e usar essas informações no planejamento de sua expansão regional. O trabalho começará por Santa Cruz do Sul e avançará para outros municípios, incluindo Venâncio Aires, enquanto a companhia prepara o Gasoduto dos Vales, projeto de 190 quilômetros cuja implantação está prevista para começar em novembro, a partir de Charqueadas.
O levantamento deverá mostrar onde estão os possíveis consumidores, quais são seus perfis e como a demanda regional pode se relacionar aos novos investimentos da distribuidora.
Indústrias, transportadoras e comércios entrarão no levantamento
A pesquisa não ficará restrita aos grandes consumidores industriais. As equipes da Unisc Serviços deverão conversar com representantes de diferentes atividades econômicas, além de instituições públicas e empresariais.
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O objetivo é construir um retrato mais detalhado das necessidades energéticas existentes na região. Entre os grupos que participarão do levantamento estão:
- indústrias;
- comércio e serviços;
- empresas ligadas a transporte e logística;
- administrações públicas;
- associações e entidades empresariais.
Também serão utilizados dados demográficos, energéticos e socioeconômicos. Ao final, a universidade deverá entregar à Sulgás um diagnóstico consolidado sobre a região.
Estudo poderá orientar expansão do gás natural na região
Uma das aplicações mais diretas dessas informações está no Gasoduto dos Vales. O projeto pretende integrar Santa Cruz do Sul, Lajeado e Venâncio Aires à rede subterrânea já operada pela companhia no Rio Grande do Sul.

Marcos Gonçalves, gerente de Suprimento de Gás & Planejamento da Sulgás, destacou que o empreendimento está entre as maiores obras da história da companhia e afirmou que o estudo poderá tornar o planejamento da expansão mais preciso. A previsão apresentada é que toda a implantação leve entre cinco e sete anos.
A construção do gasoduto não é a única alternativa considerada para atender potenciais consumidores. Enquanto a infraestrutura definitiva avança, a Sulgás mantém conversas com empresas do Vale do Rio Pardo interessadas em utilizar gás natural e biometano.
Nesses casos, os energéticos poderão ser transportados até os clientes por caminhões. O levantamento da Unisc deverá ajudar a identificar com maior precisão os perfis dos possíveis consumidores e o potencial de utilização desses energéticos na região.
O gás pode ser utilizado em diferentes aplicações, como fornos, caldeiras, secadoras, veículos pesados e empilhadeiras, além do atendimento a residências e estabelecimentos comerciais.
Santa Cruz do Sul também poderá receber rede própria
Outro projeto previsto pela companhia é uma malha subterrânea específica para o Distrito Industrial de Santa Cruz do Sul. Essa rede local deverá atender empresas instaladas na região e poderá receber tanto gás natural quanto biometano.
Parte do abastecimento planejado envolve a futura planta da Ecolog, que será instalada no município e deverá produzir biometano. Dessa forma, a estratégia para Santa Cruz do Sul combina uma futura ligação ao Gasoduto dos Vales com uma estrutura local voltada aos consumidores industriais.
Os planos apresentados pela companhia contam com apoio das administrações municipais de Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires. Para Rafael Frederico Henn, reitor da Unisc, o diagnóstico poderá permanecer como uma base de informações para empresas já instaladas e também para futuros empresários interessados na região.
A Sulgás, por sua vez, pretende usar o estudo para aproximar a implantação da infraestrutura das características efetivas do mercado consumidor.
