Rodovia no Nepal será ampliada para quatro faixas e terá trecho elevado sobre corredor de vida selvagem, além de pontes, drenagem e proteção contra enchentes.
Uma rodovia no Nepal deverá ganhar quatro faixas e um trecho elevado sobre o corredor de vida selvagem de Barandabhar como parte de um programa de modernização financiado pelo Banco Asiático de Desenvolvimento. O pacote soma US$ 305,75 milhões e combina ampliação viária, novas pontes, drenagem, estabilização de encostas e medidas destinadas a preservar a circulação de animais.
O projeto foi detalhado em publicação de 12 de outubro de 2026 e envolve dois corredores estratégicos do país: o trecho Narayanghat–Hetauda da Rodovia Leste-Oeste e o trecho Mugling–Abukhaireni da Rodovia Prithvi. A proposta reúne quase 80 quilômetros de intervenções rodoviárias e ambientais, mas ainda não possui data confirmada para início ou conclusão das obras.
Rodovia no Nepal terá cerca de 70 quilômetros ampliados para quatro faixas

A principal frente do programa envolve aproximadamente 70 quilômetros entre Narayanghat e Hetauda, na Rodovia Leste-Oeste, também conhecida como Rodovia Mahendra. O trecho será ampliado das atuais duas para quatro faixas, aumentando a capacidade de um dos corredores mais importantes do sistema rodoviário nepalês.
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A rodovia no Nepal atravessa a região de Terai e conecta centros urbanos e áreas comerciais, transportando passageiros e cargas entre diferentes partes do país. Como o Nepal não possui saída para o mar, suas rodovias também possuem importância para o comércio internacional ao ligar mercados do interior às fronteiras terrestres.
O projeto não cria uma estrada inteiramente nova. A maior parte da intervenção envolve modernizar um corredor já existente, o que exige compatibilizar obras de alargamento com tráfego em operação, cruzamentos estabelecidos e comunidades instaladas ao longo da via.
Trecho elevado permitirá passagem de animais sob a pista

O elemento mais incomum da obra será construído no corredor de vida selvagem de Barandabhar, integrante da paisagem ecológica ligada a Chitwan e ao Arco Terai.
Em vez de concentrar os animais apenas em passagens subterrâneas pontuais, o projeto prevê elevar uma parte da rodovia para que a vida selvagem possa continuar se deslocando por uma área mais contínua sob a pista.
A solução procura reduzir o efeito de barreira provocado pelas estradas e diminuir a necessidade de animais cruzarem diretamente as faixas de tráfego. A eficiência dependerá, entretanto, de fatores como altura da estrutura, posição das fundações, vegetação e comportamento das espécies depois da conclusão.
A passagem elevada também cria um desafio adicional de engenharia. Fundações, estruturas de suporte, manutenção e exigências de uma rodovia de quatro faixas precisarão ser conciliadas com um ambiente ecologicamente sensível.
Rodovia Prithvi também será ampliada e receberá novas pontes
O segundo eixo incluído no programa é o trecho Mugling–Abukhaireni da Rodovia Prithvi. Essa rota faz parte da ligação movimentada entre Katmandu e Pokhara e apresenta condições diferentes da Rodovia Leste-Oeste.
Nesse caso, o relevo acidentado e a geometria limitada da estrada tornam o alargamento mais complexo. O programa prevê quatro faixas, novos segmentos rodoviários e construção de pontes, além de intervenções associadas à estabilidade do terreno.
Embora esse trecho seja menor, o ambiente montanhoso pode exigir movimentações significativas de terra, estruturas de contenção e medidas adicionais de engenharia.
As técnicas específicas ainda dependerão do detalhamento dos projetos. A fonte também não informa como será organizada toda a gestão do trânsito durante as obras, questão que deverá ser definida conforme a implementação avançar.
Pacote inclui drenagem e proteção contra enchentes e deslizamentos
A modernização não está concentrada apenas na capacidade das pistas. O programa também procura tornar a infraestrutura mais resistente aos riscos naturais encontrados em diferentes regiões do Nepal.
Nas áreas baixas, chuvas intensas podem provocar enchentes e problemas de drenagem. Nas regiões de relevo mais elevado, instabilidade de encostas e deslizamentos representam outro tipo de ameaça à circulação.
Por isso, o pacote inclui melhorias em drenagem, reforço de taludes, estabilização de encostas e pontes projetadas para enfrentar condições mais severas.
Na Rodovia Leste-Oeste, o aumento da área pavimentada exigirá atenção especial ao escoamento superficial. Bueiros e canais laterais precisarão acompanhar a nova largura da pista sem aumentar erosões ou concentrar água em pontos vulneráveis.
US$ 305,75 milhões financiam obras, biodiversidade e assistência técnica
O financiamento total de US$ 305,75 milhões será dividido entre diferentes instrumentos do Banco Asiático de Desenvolvimento.
Segundo a fonte, US$ 285 milhões virão de um empréstimo dos recursos ordinários de capital do banco, enquanto US$ 20 milhões serão fornecidos por uma janela temática voltada à cooperação e integração regional. Outros US$ 750 mil serão destinados à assistência técnica.
O dinheiro não será direcionado exclusivamente às obras físicas. O programa também inclui conservação da biodiversidade, conectividade para a vida selvagem, segurança rodoviária, capacitação institucional e investimentos ligados ao turismo sustentável na região de Chitwan.
A rodovia no Nepal integra o programa de Cooperação Econômica Sub-regional do Sul da Ásia, o SASEC, que procura melhorar a conectividade de transportes e a integração econômica entre os países participantes.
Infraestrutura tenta conciliar transporte e preservação ambiental
A passagem elevada de Barandabhar coloca engenharia rodoviária e conservação ambiental dentro do mesmo projeto. A ideia é aumentar a capacidade de transporte sem interromper completamente um corredor utilizado pela fauna.
Esse equilíbrio será particularmente importante durante a execução. As atividades de construção precisarão ocorrer dentro de uma área ambientalmente sensível, enquanto o projeto final terá de permitir a operação segura da rodovia e manter condições adequadas de deslocamento sob a estrutura.
O programa também reconhece que preservar conexões entre habitats pode ser tão relevante quanto evitar colisões individuais. A fragmentação de áreas naturais pode limitar o movimento da fauna mesmo quando existem trechos florestais próximos. Por isso, a estrutura elevada será um dos componentes mais observados conforme o detalhamento avançar.
Cronograma de construção ainda não foi confirmado
Apesar da aprovação do financiamento, ainda não existe um cronograma público fechado para execução das obras. A fonte afirma que não foram confirmadas datas de adjudicação dos contratos nem previsão final de conclusão.
Os processos de contratação deverão definir a sequência do alargamento, a construção das pontes, as medidas ambientais e a implantação do trecho elevado.
O anúncio atual estabelece a estrutura financeira e técnica do programa, mas não significa que as máquinas já estejam trabalhando nos dois corredores. Esse ponto diferencia a aprovação do projeto da etapa efetiva de construção.
A futura rodovia no Nepal chama atenção justamente por combinar quatro faixas, infraestrutura resistente a enchentes e deslizamentos e uma passagem elevada criada para manter a conexão entre habitats. Nos comentários, registre qual aspecto merece maior atenção nesse tipo de obra: segurança rodoviária, resistência climática ou proteção da vida selvagem.
