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Starlink inicia conexão direta via satélite para celular na América Latina com serviço D2C que promete acabar com áreas sem sinal usando 650 satélites, mas por enquanto libera apenas SMS em smartphones compatíveis da operadora Entel

Publicado em 01/12/2025 às 21:36
Starlink estreia conexão via satélite no Chile com apoio da Entel e cobertura direta no celular, levando serviço a áreas sem sinal na América Latina.
Starlink estreia conexão via satélite no Chile com apoio da Entel e cobertura direta no celular, levando serviço a áreas sem sinal na América Latina.
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A Starlink começou a operar sua conexão direta via satélite para celular na América Latina com um objetivo claro: atacar o problema crônico das áreas sem sinal usando sua constelação de satélites de órbita baixa. O primeiro passo foi dado no Chile, em cooperação com a operadora Entel, e marca a estreia regional do modelo Direct to Cell, que liga o smartphone diretamente ao satélite sem necessidade de antena parabólica.

Na fase inicial, porém, o serviço ainda é limitado. A conexão via Starlink no Chile está restrita ao envio e recebimento de SMS em smartphones compatíveis, enquanto a oferta de dados móveis por satélite fica prometida para um momento posterior. A estratégia coloca o país andino na mesma lista de poucos mercados selecionados, como Estados Unidos, Japão e Canadá, que testam o D2C como alternativa para cobrir desertos, montanhas e áreas rurais fora da malha tradicional de antenas.

Starlink estreia conexão via satélite no Chile com apoio da Entel e cobertura direta no celular, levando serviço a áreas sem sinal na América Latina.

O modelo D2C, sigla para Direct to Cell, se baseia em um princípio simples: o smartphone se conecta diretamente aos satélites da Starlink, sem precisar de antenas dedicadas ou equipamentos extras na casa do usuário.

A única exigência é que o telefone tenha visão desobstruída do céu para que o sinal não seja bloqueado por construções ou obstáculos físicos.

Para sustentar essa cobertura, a Starlink utiliza cerca de 650 satélites preparados especificamente para o serviço D2C, integrados a uma constelação maior já conhecida pelos pacotes de banda larga via antena.

No Chile, o foco está em cobrir áreas remotas, como o Deserto do Atacama e regiões rurais, onde redes móveis convencionais não chegam ou operam com baixa confiabilidade.

A promessa central é que, com a ligação direta ao satélite, a ideia de zonas completamente sem cobertura comece a perder espaço no mapa.

O Chile é o primeiro país latino-americano a acessar oficialmente a conexão móvel via Starlink em modo Direct to Cell, funcionando como vitrine tecnológica para a região.

A parceria foi estabelecida com a Entel, que incorporou o serviço aos seus planos de maior franquia de dados e ao portfólio premium.

A cobertura via satélite está disponível para clientes da Entel com planos de 150 GB e 450 GB, além dos planos Entel Black, com mensalidades a partir de 12.990 pesos, valor que gira em torno de pouco mais de 70 reais.

Na prática, a Starlink entra como camada adicional de cobertura em cenários onde as antenas convencionais falham, especialmente em deslocamentos por rodovias, zonas desérticas e localidades isoladas.

O anúncio foi feito pela própria empresa, que destacou a capacidade de manter os usuários conectados em florestas, desertos e outros ambientes extremos.

Limites atuais: apenas SMS e aparelhos compatíveis

Apesar do potencial, a oferta inicial da Starlink no Chile é deliberadamente restrita.

O serviço D2C está limitado a mensagens de texto tradicionais via SMS, sem navegação em internet móvel ou uso de dados em aplicativos.

A empresa indica que a habilitação de dados por satélite deve vir em uma etapa seguinte, mas não vincula o avanço a um calendário público detalhado.

Do lado do usuário, o segundo filtro é o hardware.

A Entel mantém em seu site uma lista de smartphones compatíveis com a conectividade via satélite Starlink, que já inclui mais de 40 modelos da Samsung, mais de uma dezena de aparelhos Xiaomi e opções de fabricantes como Honor, Vivo e Motorola.

Chamou atenção o fato de nenhum modelo de iPhone aparecer, por enquanto, na relação de dispositivos homologados, o que restringe a primeira onda de adoção a um conjunto específico de aparelhos Android.

O que muda para as áreas sem sinal na prática

O ganho mais imediato da chegada da Starlink ao segmento D2C na América Latina é simbólico e operacional ao mesmo tempo.

Simbólico porque mostra que a cobertura via satélite deixa de ser um recurso exclusivamente associado a antenas fixas e passa a dialogar diretamente com o usuário de telefonia móvel comum.

Operacional porque, mesmo com a limitação a SMS, a possibilidade de enviar mensagens em áreas remotas pode ser decisiva em situações de emergência ou de trabalho em campo.

A eliminação das chamadas “zonas mortas” depende de fatores adicionais, como a adoção em escala pelos clientes, o nível de integração das operadoras locais e a evolução da infraestrutura da própria Starlink.

A exigência de visão livre para o céu permanece como restrição física inevitável e, por enquanto, a experiência de uso está distante da navegação plena em 4G ou 5G.

Ainda assim, a combinação entre satélites de baixa órbita, smartphones compatíveis e planos móveis adaptados cria uma nova camada de conectividade que tende a se expandir conforme dados e voz forem incorporados ao pacote.

Pressão competitiva e próximos passos da tecnologia

A entrada da Starlink no mercado de conexão direta ao celular na América Latina também tem efeito competitivo.

Operadoras móveis passam a conviver com um modelo híbrido em que parte da cobertura deixa de depender exclusivamente de torres em solo.

Ao mesmo tempo, fabricantes de smartphones precisam se adaptar para suportar a comunicação com satélites em órbita baixa, o que explica a lista crescente de modelos compatíveis com o serviço D2C.

Enquanto isso, outros atores globais estudam soluções parecidas, seja com redes próprias de satélites, seja por meio de parcerias com constelações já existentes.

A forma como a Starlink vai transformar um piloto baseado em SMS em uma oferta completa de dados móveis via satélite será o grande teste de maturidade da tecnologia, tanto do ponto de vista técnico quanto regulatório.

A experiência chilena tende a ser observada de perto por reguladores, operadoras e usuários de toda a região.

No seu caso, se a Starlink e uma operadora local oferecessem hoje SMS e, no futuro, internet completa via satélite no seu celular, você toparia pagar a mais para nunca mais ficar sem sinal ou ainda acha que o custo não compensaria essa cobertura extra?

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JCfUZQsq
JCfUZQsq
25/12/2025 17:24

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Noel Rodrigues da silva
Noel Rodrigues da silva
25/12/2025 14:25

Muito bom

gustavo
gustavo
02/12/2025 08:32

Não vejo a hora disso chegar ao Brasil.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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