1. Início
  2. Ciência e Tecnologia
  3. O lixo orgânico que milhões de pessoas descartam todos os dias pode esconder um valor que poucos conhecem — e uma usina da USP está provando isso na prática
Faça um comentário 3 min de leitura

O lixo orgânico que milhões de pessoas descartam todos os dias pode esconder um valor que poucos conhecem — e uma usina da USP está provando isso na prática

Imagem de perfil do autor Caio Aviz
Escrito por Caio Aviz Publicado em 03/07/2026 às 10:42 Atualizado em 03/07/2026 às 10:45
Usina de economia circular com biodigestores e estruturas industriais utilizadas para transformar resíduos orgânicos em biogás, energia elétrica, biometano e fertilizantes, em modelo desenvolvido pela USP.
Vista aérea ilustrativa de uma usina de biodigestão inspirada no projeto da USP, onde resíduos orgânicos são convertidos em biogás, energia elétrica, biometano e fertilizantes dentro de um sistema de economia circular.
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Projeto da Universidade de São Paulo mostra como resíduos orgânicos podem ser convertidos em energia, combustível e fertilizantes por meio de um sistema baseado na economia circular

A Universidade de São Paulo (USP), por meio do Instituto de Energia e Ambiente (IEE), colocou em prática um projeto voltado à gestão de resíduos urbanos. Assim, a instituição desenvolveu uma usina capaz de transformar resíduos orgânicos em energia elétrica, biometano e fertilizantes, dentro de um modelo baseado na economia circular.

Além disso, a iniciativa busca reduzir o envio de resíduos para aterros sanitários. Dessa forma, o material que antes era descartado passa a ser aproveitado como insumo para geração de energia e produtos agrícolas.

Projeto começou a operar em 2021 e foi ampliado com unidade de biometano

Inicialmente, a usina entrou em funcionamento parcial em 2021. Posteriormente, o projeto foi ampliado com a implantação da unidade de produção de biometano.

Desde então, resíduos provenientes da Cidade Universitária e de instituições parceiras passaram a ser processados pelo sistema.

Conforme informado pelo Instituto de Energia e Ambiente da USP, o modelo reúne diferentes etapas de processamento. Entre elas, estão:

  • Triagem dos resíduos orgânicos;
  • Biodigestão da matéria orgânica;
  • Produção de biogás;
  • Geração de biofertilizantes;
  • Aproveitamento energético dos resíduos.

Assim, o processo foi estruturado para que praticamente todo o material recebido possa ser reaproveitado dentro da própria cadeia produtiva.

Economia circular transforma resíduos em recursos energéticos

De acordo com a proposta desenvolvida pela USP, a lógica tradicional de descarte é substituída por um sistema de reaproveitamento.

Nesse contexto, o resíduo deixa de ser considerado apenas um passivo ambiental. Em vez disso, ele passa a representar uma fonte de valor econômico e energético.

Segundo a concepção apresentada pelo projeto, o objetivo é transformar materiais que seriam descartados em recursos capazes de gerar energia e outros produtos úteis.

Consequentemente, o modelo reforça os princípios da economia circular, nos quais os resíduos retornam ao ciclo produtivo em vez de seguirem para aterros sanitários.

Cada tonelada de resíduos pode gerar biogás e fertilizante agrícola

Ainda conforme informações apresentadas pelo projeto da Universidade de São Paulo, cada tonelada de resíduos orgânicos pode produzir aproximadamente 120 metros cúbicos de biogás.

Além disso, durante o processo também é gerado o digestato, material que possui potencial de utilização agrícola como fertilizante.

Depois disso, o biogás pode ser convertido em diferentes formas de energia, incluindo:

  • Energia elétrica;
  • Calor;
  • Biometano.

Por sua vez, o biometano pode ser utilizado como combustível e, segundo o projeto, é capaz de substituir a gasolina em veículos.

Modelo poderá servir de referência para a gestão de resíduos no Brasil

Atualmente, a experiência conduzida pela USP, por meio do Instituto de Energia e Ambiente, demonstra uma alternativa para o aproveitamento de resíduos orgânicos dentro de um sistema integrado.

Desde o início da operação parcial, em 2021, até a ampliação com a unidade de biometano, o projeto passou a reunir triagem, biodigestão, geração de biogás, produção de fertilizantes e aproveitamento energético em uma única estrutura.

Dessa forma, a iniciativa evidencia como a economia circular pode transformar resíduos em recursos úteis. Ao mesmo tempo, o projeto reforça o potencial da gestão sustentável de resíduos urbanos, convertendo o que antes era descartado em energia elétrica, biometano e fertilizantes.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x