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Sozinho na floresta por 11 dias, adolescente indígena do Acre relata como mudou de caminho, se perdeu na mata fechada e sobreviveu com frutas silvestres, água e calma até encontrar saída e ser resgatado

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 09/04/2026 às 16:11
Atualizado em 09/04/2026 às 16:13
Adolescente indígena na floresta amazônica do Acre sobrevivendo com frutas da mata após se perder durante atividade de caça
Adolescente indígena do povo Puyanawa em área de floresta no Acre, cenário semelhante ao enfrentado durante os 11 dias em que sobreviveu com frutas e água após se perder na mata.
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Jovem desaparecido entre Mâncio Lima e Marechal Thaumaturgo foi encontrado após buscas intensas e relata como conseguiu sobreviver sozinho na mata amazônica

Um caso de sobrevivência chamou atenção no interior do Acre, envolvendo um adolescente indígena do povo Puyanawa que permaneceu 11 dias perdido na floresta.

O jovem, identificado como Davi Kaxinawa, desapareceu após sair para atividades de caça e pesca, sendo localizado no domingo (5), conforme relatado pela Rede Amazônica Acre .

Durante esse período, ele conseguiu sobreviver em uma área de mata densa entre Mâncio Lima e Marechal Thaumaturgo, após se perder ao alterar o trajeto habitual.

Davi Kaxinawa ficou perdido de 25 de março a 5 de abril — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Mudança de percurso levou ao desaparecimento na floresta

Inicialmente, Davi seguia um caminho que já conhecia, o que fazia parte da rotina na região.

No entanto, conforme relatou à Rede Amazônica Acre, ele decidiu mudar o percurso durante o trajeto.

“Eu ia e voltava pelo mesmo caminho. Até que mudei de ideia, mudei de caminho”, explicou o adolescente.

Assim, a mudança de direção foi determinante para que ele se desorientasse na floresta, dificultando o retorno.

Sobrevivência baseada em recursos naturais da mata

Enquanto permanecia perdido, o adolescente enfrentou dias de chuva e isolamento, mas manteve o controle emocional.

Segundo o próprio relato, ele optou por continuar caminhando, sem entrar em pânico.

“Não tive medo, ficava tranquilo, só andando mesmo”, afirmou.

Além disso, a alimentação foi baseada em frutas da floresta e consumo de água disponível na natureza, o que garantiu sua resistência durante os 11 dias.a

Também, durante esse período, ele dormia na própria mata, enquanto buscava encontrar uma saída ou algum ponto habitado.

Família enfrentou desespero durante os dias de buscas

Ao mesmo tempo, a família do adolescente vivia momentos de intensa preocupação, sem notícias sobre seu paradeiro.

Segundo Vanderlei Kaxinawa, pai do jovem, o impacto emocional foi imediato e profundo.

“Minha sogra passou mal. Minha esposa ficou desesperada. Toda a família ficou abalada”, relatou.

Dessa forma, o desaparecimento mobilizou familiares e comunidades indígenas, ampliando o clima de tensão na região.

Operação dos bombeiros percorreu cerca de 30 quilômetros

Paralelamente, equipes do Corpo de Bombeiros iniciaram uma operação de busca na região do Juruá.

Conforme explicou o major Josadac Cavalcante, os militares percorreram aproximadamente 30 quilômetros dentro da floresta.

Durante o trabalho, foram encontrados vestígios deixados pelo adolescente, o que ajudou a direcionar a busca.

Além disso, os bombeiros utilizaram estratégias como:

  • Corte de galhos para marcar percurso
  • Emissão de sons e fogos para orientação
  • Identificação de sinais na vegetação

Segundo o comandante, a tranquilidade de Davi foi essencial para sua sobrevivência, pois permitiu que ele mantivesse resistência física e algum senso de direção.

Desfecho ocorreu após jovem alcançar uma aldeia

Por fim, após dias de deslocamento na mata, Davi conseguiu chegar até uma aldeia, o que possibilitou seu resgate no domingo (5), conforme informado pela Rede Amazônica Acre .

Assim, o caso evidencia que o controle emocional e o uso de recursos naturais foram decisivos para garantir a sobrevivência do adolescente durante o período de desaparecimento.

Diante desse cenário, a história levanta uma reflexão importante: quantos desafios semelhantes ainda ocorrem silenciosamente nas regiões mais isoladas da Amazônia?

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Cleide
Cleide
09/04/2026 20:13

Deus guiou esse menino, junto com o espírito santo e Jesus é claro. Família é tudo.

Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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