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Semana começa com 17 estados em alerta de perigo por chuvas de até 100 mm e ventos que podem chegar a 100 km/h, com risco de alagamentos, queda de árvores, falta de energia e avanço de frente fria espalhando instabilidade pelo país

Publicado em 23/03/2026 às 11:41
Atualizado em 27/03/2026 às 23:47
Alerta laranja: previsão do tempo aponta chuva forte e ventos fortes, com falta de energia possível em estados sob risco nesta semana.
Alerta laranja: previsão do tempo aponta chuva forte e ventos fortes, com falta de energia possível em estados sob risco nesta semana.
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Com aviso laranja de perigo nesta segunda-feira (23), o Inmet aponta chuvas que podem chegar a 100 mm por dia e rajadas entre 60 e 100 km/h, atingindo 17 estados. O cenário envolve alagamentos, quedas de árvores, descargas elétricas e interrupções de energia, com instabilidade avançando por regiões do país.

A semana começa com 17 estados sob alerta laranja de “perigo”, com previsão de chuva intensa e ventos fortes capazes de causar transtornos rápidos, especialmente em áreas urbanas. O ponto central é a combinação de volume elevado de água em pouco tempo e rajadas que aumentam o risco de queda de árvores e danos à rede elétrica.

Além do impacto direto, o alerta também exige atenção ao comportamento do tempo ao longo do dia, porque a instabilidade pode variar por região e por faixa do território. Em dias assim, a diferença entre um dia “chuvoso” e um dia de risco está na intensidade, na duração e na força do vento, fatores que determinam a chance de alagamentos, quedas de galhos e cortes de energia.

O que significa o alerta laranja e por que ele muda o nível de atenção

O Inmet trabalha com três níveis de alerta: amarelo (perigo potencial), laranja (perigo) e vermelho (grande perigo). Estar em alerta laranja indica que a situação meteorológica prevista é arriscada e exige acompanhamento constante, porque as condições podem favorecer ocorrências como alagamentos, quedas de árvores e descargas elétricas.

Na prática, o alerta laranja não é um “confirmado que vai acontecer em todo lugar”, mas um sinal de que há chance relevante de impactos em áreas dentro dos estados indicados. É por isso que acompanhar atualizações locais faz diferença: a mesma instabilidade pode atingir bairros de forma desigual, dependendo de relevo, drenagem urbana e exposição ao vento.

O mapa do risco: quais estados aparecem no caminho das chuvas e do vento

No Sul, a previsão indica impacto em Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, em quase toda a extensão, com exceção da faixa litorânea. Nesses estados, a presença de instabilidade associada ao avanço de frente fria tende a concentrar episódios de chuva forte e rajadas, elevando o risco de quedas de árvores e interrupções de energia.

No Norte, o alerta alcança todo o Acre, o norte de Rondônia, a metade sul do Pará e a maior parte do Amazonas. Já no Nordeste, o caminho das chuvas inclui Maranhão, Piauí e partes da Bahia (norte e oeste). Esses recortes dentro dos estados são importantes porque indicam que a condição de risco pode ser mais intensa em determinadas áreas, mesmo quando a capital ou o litoral não estão no centro do alerta.

Centro-Oeste e Sudeste: instabilidade mais localizada, mas com potencial de transtorno

No Centro-Oeste, o Tocantins aparece inteiramente sob alerta, junto do norte de Mato Grosso e uma pequena faixa ao norte de Goiás. Quando a chuva prevista é volumosa, o efeito pode ser imediato: ruas com drenagem saturada alagam mais rápido, e o vento forte aumenta o risco de quedas de galhos e estruturas expostas, sobretudo em áreas abertas.

No Sudeste, o impacto indicado é mais pontual: sul de São Paulo e norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. O Mato Grosso do Sul também entra no cenário com previsão de chuva na porção sul. Mesmo quando o alerta recorta apenas parte dos estados, a rotina pode ser afetada por bloqueios momentâneos, falta de energia e necessidade de redobrar cuidados no trânsito.

Por que 100 mm em um dia e vento forte viram gatilho para alagamentos e falta de energia

Chuvas de até 100 mm por dia representam um volume alto concentrado em pouco tempo, o que favorece alagamentos rápidos em áreas urbanas, especialmente onde a drenagem já costuma falhar. Quando esse volume cai de forma intensa, a água tende a escorrer com força, acumular em pontos baixos e invadir vias, com impacto direto no deslocamento e no funcionamento de serviços.

Somado a isso, as rajadas entre 60 e 100 km/h ampliam o risco de queda de árvores e galhos, além de danos em fiações e estruturas. É a combinação que torna o cenário mais crítico: chuva forte aumenta a vulnerabilidade do solo e a chance de encharcamento, enquanto o vento forte eleva a probabilidade de quedas e interrupções de energia nos estados atingidos.

Recomendações de segurança: o que evitar quando a previsão indica rajadas e descargas elétricas

Com ventos fortes, a orientação é evitar estacionar veículos perto de torres de transmissão e outdoors, que podem ser mais perigosos em caso de instabilidade. Também é recomendado não buscar abrigo debaixo de árvores, já que rajadas podem derrubar galhos e aumentar o risco de acidentes, principalmente durante pancadas mais intensas.

Outra medida importante envolve as descargas elétricas: durante rajadas e tempestades, o ideal é não usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada para reduzir o risco de danos por variações e descargas. Pequenas decisões preventivas costumam ter grande efeito em dias de alerta, e isso vale em todos os estados e regiões onde a instabilidade se intensifica.

Com 17 estados sob alerta laranja, previsão de chuva que pode chegar a 100 mm por dia e ventos de até 100 km/h, a semana começa exigindo atenção redobrada ao que muda rápido: a intensidade da chuva, a força das rajadas e os avisos locais.

A diferença entre susto e prevenção costuma estar no acompanhamento das atualizações e em evitar situações de risco óbvio, como árvores, estruturas expostas e uso desnecessário de eletrônicos na tomada durante tempestades.

Com informações do portal NDMAIS.

E na sua cidade, dentro desses estados ou perto das áreas de instabilidade, o que já mudou na rotina hoje: trânsito, energia, medo de alagamento ou queda de árvore? Conte onde você está e quais cuidados você acha que mais funcionam quando o alerta laranja entra em cena.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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