Modelos usados da Honda chamam atenção no mercado ao oferecer mais espaço, porta-malas superior e conjuntos mecânicos maiores que os do Renault Kwid 0 km, mesmo na mesma faixa de preço e segundo avaliações de especialistas do setor.
Comprar um Honda usado na faixa entre R$ 76 mil e R$ 80 mil pode ser uma alternativa mais interessante ao Renault Kwid zero-quilômetro, segundo especialistas em mercado automotivo.
Avaliações técnicas indicam que, além do valor semelhante, os Honda analisados entregam cabine mais ampla, maior capacidade de porta-malas e níveis superiores de equipamento quando comparados ao hatch subcompacto de entrada.
Embora a Honda não figure hoje entre as marcas mais vendidas no país, analistas do setor destacam que a montadora mantém reputação sólida de confiabilidade mecânica e desvalorização reduzida no mercado de usados.
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Nos últimos anos, a presença crescente de marcas chinesas reduziu a participação da Honda nas vendas de carros de passeio, mas, de acordo com consultores do mercado de seminovos, o interesse por modelos usados da marca segue elevado.
O preço dos veículos novos ajuda a explicar esse comportamento.
A versão de entrada do Honda City Sedan LX 0 km parte de aproximadamente R$ 117,5 mil, segundo concessionárias consultadas, diferença significativa em relação aos modelos mais acessíveis do mercado.
Já o Renault Kwid, um dos carros novos mais baratos à venda, costuma iniciar sua gama a partir de cerca de R$ 78 mil, dependendo da configuração.
É nesse intervalo que se encontram os Honda usados analisados, todos acima do subcompacto em porte e potência.
Com base em dados de mercado e na Tabela Fipe, três desses modelos aparecem com frequência entre R$ 76 mil e R$ 80 mil, faixa que permite comparação direta com o Kwid 0 km.
Honda City DX 2021 na faixa de R$ 76 mil

O Honda City DX 2021 manual está entre os veículos mais acessíveis da linha Honda dentro da faixa de preço analisada.
Dados recentes da Fipe indicam valor médio de aproximadamente R$ 76 mil.
Trata-se da versão básica do sedã compacto, que traz equipamentos considerados essenciais para o segmento, como ar-condicionado, direção elétrica, vidros e travas elétricos, retrovisores elétricos, sistema de áudio, ABS e duplo airbag.
O modelo utiliza o motor 1.5 flex aspirado combinado ao câmbio manual de cinco marchas.
De acordo com profissionais da área de manutenção automotiva, esse conjunto costuma apresentar bom comportamento em consumo e confiabilidade.
Um fator frequentemente destacado por analistas é o porta-malas de aproximadamente 536 litros, vantagem significativa em relação aos 290 litros do Renault Kwid.
Para quem busca câmbio automático, técnicos de mercado apontam o City LX 2019 CVT, que aparece perto de R$ 80 mil na Fipe.
Honda Civic LXR 2016 próximo de R$ 77 mil

Outro modelo dentro da faixa analisada é o Honda Civic LXR 2016, um dos usados mais demandados do segmento, conforme lojistas e consultores.
Equipado com motor 2.0 flex aspirado e câmbio automático de cinco marchas, o modelo aparece entre R$ 77 mil e R$ 78 mil na Fipe.
O Civic é conhecido por oferecer cabine ampla e porta-malas adequado para o segmento.
Especialistas apontam que o conjunto mecânico é reconhecido por durabilidade e funcionamento consistente.
Entre os equipamentos, a versão LXR traz ar-condicionado digital, piloto automático, câmera de ré, estofamento em couro e controles eletrônicos de estabilidade e tração.
O ponto mais citado como limitação é a presença de apenas dois airbags frontais.
A versão EXR oferece itens adicionais e costuma ser alguns milhares de reais mais cara.
Honda Fit DX 2021 e sua versatilidade interna

O Honda Fit DX 2021 manual é outra opção dentro da faixa de R$ 78 mil. Segundo avaliadores, o principal diferencial do Fit é a versatilidade interna, proporcionada pelo sistema de bancos rebatíveis.
A versão DX inclui ar-condicionado, direção elétrica, vidros e travas elétricos, preparação para som, ABS e airbags frontais.
O motor 1.5 flex aspirado, aliado ao câmbio manual de cinco marchas, é descrito como suficiente para uso urbano.
Profissionais do setor destacam ainda a ergonomia e a boa visibilidade do modelo como vantagens no uso diário.
Comparação entre categorias e posicionamento no mercado
Consultores especializados lembram que o comparativo reúne veículos de categorias distintas.
Enquanto o Kwid foi desenvolvido como um subcompacto urbano voltado ao baixo consumo, os Honda avaliados são sedãs ou monovolumes de segmentos superiores, com dimensões mais generosas e conjuntos mecânicos mais robustos.
Outro ponto citado por avaliadores é a desvalorização. Modelos como o Civic LXR 2016 permanecem entre os usados mais procurados da marca, figurando perto de R$ 77 mil na Fipe mesmo com quase dez anos de uso.
A mesma tendência aparece em veículos como o City e o Fit, que mantêm valores próximos da faixa analisada.
Assim, segundo os consultores, a escolha costuma recair entre um carro 0 km básico e mais simples ou um Honda maior e equipado, embora usado.
