Expedição liderada pelo CONICET revela um dos maiores recifes de coral de profundidade do mundo no Atlântico Sul
Pesquisadores do Schmidt Ocean Mar del Plata descobriram 40 novas espécies marinhas em uma única expedição. As novidades foram divulgadas em abril de 2026 e mudam o mapa da biodiversidade do Atlântico Sul.
A expedição usou o navio R/V Falkor (too) e o ROV SuBastian. Foram explorados os 3.500 metros de profundidade do Canyon de Mar del Plata, na Argentina.
Conforme reportou a Mongabay News, foi documentado um dos maiores recifes de coral de profundidade do mundo. O resultado surpreendeu pesquisadores internacionais.
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De fato, o livestream da operação atraiu quase 4 milhões de espectadores. O fenômeno virou viral nas redes sociais argentinas.
Segundo a Schmidt Ocean Institute, a campanha envolveu 25 cientistas do CONICET. A coordenação ficou com Martin Brogger e Mariano Lauretta.
Por isso, a descoberta da Schmidt Ocean Mar del Plata reposiciona o debate. Recursos marinhos do Atlântico Sul podem virar foco de proteção contra exploração offshore.

O que é o Canyon de Mar del Plata e onde fica
O Schmidt Ocean Mar del Plata explorou um cânion submarino raríssimo. Ele fica na plataforma continental argentina, cerca de 400 km a leste da cidade homônima.
Conforme a Discover Wildlife, o cânion atinge profundidades de 3.500 metros. É um corredor entre águas rasas e o talude continental.
Por isso, a região concentra correntes que sustentam ecossistemas únicos. Águas frias do sul encontram águas quentes vindas do norte do Atlântico.
Em paralelo, o local fica próximo ao Mile 201, área de águas internacionais sem proteção regulatória clara. Esse vácuo legal preocupa biólogos marinhos.
De fato, navios de pesca chineses e europeus operam intensamente na região. Conforme análise da Natural World Fund, há crise ambiental no Mile 201.
Dessa forma, a descoberta da Schmidt Ocean Mar del Plata pode justificar legalmente a criação de área protegida. O movimento já tem apoio do governo argentino.

A tecnologia ROV SuBastian usada na expedição
O Schmidt Ocean Mar del Plata usou o ROV SuBastian. Esse veículo submarino opera até 4.500 metros de profundidade.
Conforme o registro técnico do veículo, o SuBastian é equipado com 7 câmeras 4K e braços robóticos de coleta.
Por isso, as imagens da expedição argentina alcançaram resolução cinematográfica. Foi possível ver detalhes de pólipos coralinos a 3.500 metros.
Em paralelo, o R/V Falkor (too) é o navio-mãe da Schmidt Ocean. Ele tem 110 metros de comprimento e laboratórios de pesquisa marinha de classe mundial.
De acordo com a própria Schmidt Ocean, foi a primeira vez que um ROV operou no Canyon de Mar del Plata. Até então, a região era explorada apenas por dragagens superficiais.
Dessa forma, todas as 40 espécies novas catalogadas estavam fora do alcance de tecnologias anteriores. O ROV abriu literalmente uma janela inédita.

Quais são as 40 novas espécies descobertas
A maioria das descobertas da Schmidt Ocean Mar del Plata ainda está em descrição taxonômica. Conforme a Schmidt, são pelo menos 40 organismos potencialmente novos.
Há corais vermelhos macios não catalogados. Formas marinhas em estrela ainda sem nomenclatura científica. Esponjas carnívoras nunca documentadas.
Em paralelo, a estrela-do-mar viralizou nas redes argentinas. Conforme o Buenos Aires Herald, foi apelidada de “estrela do canyon”.
De fato, o livestream da expedição teve 4 milhões de espectadores únicos. Esse foi o maior evento de divulgação científica online da história argentina.
Conforme análise da Seven Seas Media, a viralização gerou pressão política. O governo argentino acelerou planos de proteção marinha.
Por isso, a Schmidt Ocean Mar del Plata virou caso de uso exemplar. Mostra como a divulgação digital pode mover decisões regulatórias.
- Profundidade máxima do canyon: 3.500 metros
- Novas espécies catalogadas: 40 potencialmente novas
- Cientistas envolvidos: 25 do CONICET
- Tecnologia: ROV SuBastian + R/V Falkor (too)
- Livestream: ~4 milhões de espectadores
- Data: divulgada em abril de 2026
- Recife coralino: entre os maiores de profundidade do mundo
Impacto na exploração de petróleo offshore argentino
A descoberta da Schmidt Ocean Mar del Plata tem impacto direto no setor petroleiro. A região explorada fica próxima a campos de exploração offshore argentinos.
Conforme análise da Mongabay sobre mineração submarina, descobertas como essa atrasam licenças ambientais.
Por isso, operadoras como Equinor, Shell e YPF aguardam novos estudos. O Estado argentino pode revisar protocolos de licenciamento offshore.
Em paralelo, o caso reposiciona o debate sobre o pré-sal brasileiro. Estudos similares de biodiversidade profunda ainda são raros no Brasil.
De fato, o Atlântico Sul brasileiro pode esconder ecossistemas igualmente ricos. A Petrobras opera em profundidades de 2.000-3.000 metros no pré-sal.
Conforme a própria Schmidt Ocean, a próxima expedição vai explorar cold seeps argentinos. Essas estruturas são vizinhas geológicas de reservatórios de óleo e gás.
Para outro caso de ciência oceanográfica recente, vale ler a cobertura científica do Click Petróleo e Gás sobre descobertas brasileiras.
Para o setor offshore globalizado, recomenda-se também a cobertura do Click Petróleo e Gás sobre operações marítimas atuais.

O que vem depois da Schmidt Ocean Mar del Plata
A próxima expedição da Schmidt Ocean Argentina foi anunciada. Conforme a agenda 2026, será “Life in Extremes: Cold Seeps of Argentina”.
O foco serão fontes hidrotermais frias. São aberturas no fundo do mar onde gases naturais como o metano e o gás sulfídrico escapam.
Por isso, a próxima missão vai explorar áreas geológicamente similares às de exploração petrolífera. O paralelo é direto entre ciência e indústria.
De acordo com o cronograma divulgado, a expedição cold seeps começa em julho de 2026. Vai durar cerca de 30 dias no Atlântico Sul.
Vale notar que ainda não há proteção legal formal para o Canyon de Mar del Plata. O processo regulatório argentino é lento.
Apesar disso, a pressão pública subiu drasticamente. O caso pode virar precedente para todo o Atlântico Sul, incluindo bacias brasileiras com exploração petroleira ativa.
