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Satélites comerciais flagraram no deserto de Taklamakan réplicas gigantes de porta-aviões e destroyers dos EUA, com trilhos e crateras de impactos precisos, expostas de propósito para mostrar poder e mudar o jogo naval global.

Escrito por Carla Teles
Publicado em 08/04/2026 às 10:09
Atualizado em 08/04/2026 às 10:14
Assista o vídeoSatélites comerciais flagraram no deserto de Taklamakan réplicas gigantes de porta-aviões e destroyers dos EUA, com trilhos e crateras de impactos precisos, expostas de propósito (3)
Porta-aviões no deserto de Taklamacan: satélites comerciais mostram réplica em tamanho real e citam o míssil DF21D.
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No deserto de Taklamacan, satélites comerciais registram réplica em tamanho real de porta-aviões e indicam testes com crateras e trilhos ligados ao míssil DF21D.

No meio do deserto mais seco do noroeste da China, surgiram construções que chamaram a atenção mundial: réplicas gigantes de navios de guerra americanos erguidas em pleno mar de areia. O que impressiona é que não são maquetes simples. Algumas estruturas passam de 300 metros e reproduzem um porta-aviões moderno em escala real, com detalhes que aparecem até em imagens feitas por satélites comerciais.

O detalhe mais intrigante é que nada parece ter sido escondido. Pelo contrário, as estruturas foram deixadas à mostra, como se tivessem sido feitas para serem vistas. E cada nova imagem de satélite passou a revelar elementos que mexem diretamente com o equilíbrio do poder naval, especialmente quando o alvo central é um porta-aviões.

Um porta-aviões em tamanho real, visível do espaço

Porta-aviões no deserto de Taklamacan: satélites comerciais mostram réplica em tamanho real e citam o míssil DF21D.

As obras começaram em 2020 e continuam sendo ampliadas. O cenário escolhido foi o deserto de Taklamacan, descrito como o segundo maior deserto de areia pura do mundo, com isolamento extremo, temperaturas que variam de muito frio no inverno a calor intenso no verão e tempestades capazes de soterrar veículos em poucas horas.

Nesse ambiente, a primeira réplica identificada foi de um porta-aviões classe Gerald Ford, descrito como o mais avançado da frota americana.

A estrutura imita o navio real com torre de comando na posição correta, pista angular no mesmo ângulo e até elevadores que transportam aeronaves do hangar para o convés. A ideia não passa a sensação de cenário genérico, mas de uma reprodução planejada para testes.

O destroyer que protege porta-aviões também entrou no alvo

Porta-aviões no deserto de Taklamacan: satélites comerciais mostram réplica em tamanho real e citam o míssil DF21D.

A quilômetros dali, surgiu outra construção representando um destroyer da classe Arleigh Burke, com cerca de 155 metros, descrito como parte do grupo que acompanha e protege um porta-aviões contra ataques.

Não são alvos aleatórios: o conjunto representa, de forma fiel, um grupo de batalha típico usado pelos Estados Unidos em operações navais.

Isso puxa a pergunta central do próprio caso: por que reproduzir exatamente esses navios e com esse nível de fidelidade?

Sensores, refletores e crateras onde dói mais

Sobre as réplicas, centenas de postes metálicos foram posicionados, alguns com mais de 20 metros de altura. Eles aparecem como sensores para registrar o ponto de impacto e também como refletores de radar, com a função de reproduzir o comportamento de um navio de aço real.

E há um sinal que pesa ainda mais: crateras registradas em pontos vulneráveis. As marcas são descritas como impactos de altíssima precisão, atingindo áreas de poucos metros em locais estratégicos, como torre de comando e elevadores de aeronaves.

A leitura é direta: não se trata de treinamento aleatório, mas de um estudo meticuloso de onde um porta-aviões sofre o maior dano operacional.

Trilhos no deserto e um porta-aviões que se move

Porta-aviões no deserto de Taklamacan: satélites comerciais mostram réplica em tamanho real e citam o míssil DF21D.

Um dos elementos mais fora do comum é a presença de trilhos de ferrovia no deserto. Foram citados cerca de 8 km de trilhos com curvas fechadas, e imagens mostram que parte de uma réplica de porta-aviões foi montada sobre uma plataforma móvel, registrada em posições diferentes, indicando que não é fixa.

A proposta é simular manobras que um navio faria no oceano, acelerando e mudando de direção para tentar escapar.

A plataforma teria atingido cerca de 55 km/h, descrita como velocidade suficiente para criar cenários de perseguição mais realistas, com mísseis disparados contra réplicas em movimento.

O foco do treinamento: o DF21D, apelidado de matador de porta-aviões

Assista o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=9no-2Mfu1Ws

O conjunto de testes é ligado ao desenvolvimento do míssil balístico antinavio DF21D, apelidado de matador de porta-aviões.

O míssil é descrito com quase 11 metros, cerca de 15 toneladas e lançamento por caminhões a centenas de quilômetros da costa, com alcance citado como ultrapassando 100 km.

O diferencial destacado não fica apenas no alcance ou no poder de destruição, mas na fase final: o DF21D liberaria uma ogiva manobrável que, em velocidade hipersônica, ajusta a rota e persegue o alvo em movimento.

Acertar um navio de cerca de 300 metros em deslocamento a partir de 1.000 km é tratado como uma façanha tecnológica, e as crateras nas réplicas são apontadas como evidência de resultados impressionantes.

Por que isso muda o cálculo de poder no mar

Porta-aviões americanos são descritos como símbolos máximos de poder militar, com custo bilionário, dezenas de aeronaves e função de base flutuante para operações em qualquer oceano.

O impacto estratégico aparece no cenário sugerido: se um porta-aviões não puder se aproximar das costas chinesas sem risco real de destruição, o valor operacional cai. E, se precisar ficar a grandes distâncias, o alcance das aeronaves embarcadas se torna uma limitação.

É nesse contexto que duas regiões aparecem como pontos de tensão máxima: o mar do sul da China e o estreito de Taiwan.

Mar do sul da China, Taiwan e o efeito da demonstração

O texto descreve que a China transformou recifes submersos em bases militares, com ilhas artificiais, pistas de pouso, radares, hangares e sistemas de defesa.

Uma dessas ilhas é citada como um “porta-aviões fixo” no oceano. Do outro lado, os Estados Unidos respondem atravessando navios nessas águas para afirmar o caráter internacional do mar.

Sobre Taiwan, é descrito um território com governo próprio e eleições democráticas, enquanto a China insiste que é uma província rebelde que deve voltar ao controle de Pequim pela força, se necessário.

Em 2022, após a visita de uma autoridade americana, a China disparou 11 mísseis balísticos ao redor de Taiwan, e quatro cruzaram o espaço aéreo da ilha. A distância entre a costa chinesa e Taiwan é apontada como de 160 km, destacando a vulnerabilidade.

O ponto mais revelador, porém, é a intenção: dissuasão pela demonstração. A lógica apresentada é simples: não é preciso disparar em combate real se o adversário já sabe que a arma existe e funciona.

Cada imagem de satélite com crateras bem posicionadas enviaria uma mensagem clara sobre a vulnerabilidade de um porta-aviões em um cenário real.

A mensagem final por trás do porta-aviões no deserto

O que acontece no deserto de Taklamacan é descrito como mais do que um exercício. É a face visível de uma competição silenciosa que pode definir rumos da geopolítica mundial, com réplicas sendo atingidas repetidamente antes que qualquer confronto real aconteça.

E para você: se um porta-aviões virar alvo “rastreador e atingível” nesse nível de precisão, quem você acha que leva vantagem nesse jogo naval, China ou Estados Unidos?

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Alberto Machado pereira
Alberto Machado pereira
15/04/2026 01:27

Maquetes não importa o tamanho não se defende quando vc treina tiro ao alvo em alvos móveis e imóveis não te qualifica para eliminar alvos vivos pois o msm se defende

Magno
Magno
14/04/2026 21:30

O sonho do chinês é ser americano

Ivan Cunha
Ivan Cunha
11/04/2026 14:57

Claro que a China leva vantagem!
Aliás essa vantagem é clara e cada dia mais evidente.

Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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