Com apoio de 14 milhões de euros, empresa catalã quer lançar 250 satélites 5G voltados para conectar sensores e dispositivos de todo o mundo. Projeto se alinha à iniciativa europeia IRIS².
A Sateliot, empresa espanhola de tecnologia espacial, acaba de receber um investimento de 13,85 milhões de euros do governo da Espanha. O dinheiro vem do fundo europeu Next Tech e vai ajudar a expandir a constelação de satélites da empresa — todos voltados para conectar dispositivos via rede 5G no espaço. A informação foi publicada pelo site Xataka nesta quarta-feira (26).
Esse aporte mostra que a Europa está se movimentando para criar uma alternativa europeia ao Starlink, o serviço de internet via satélite da SpaceX, de Elon Musk. A ideia é garantir que o continente tenha autonomia em conectividade e não dependa totalmente de soluções dos Estados Unidos.
Sateliot quer lançar 250 satélites até 2026
A Sateliot recebe investimento do governo espanhol em um momento estratégico. A empresa, criada na Catalunha em 2018, já lançou seis satélites de pequeno porte, chamados de CubeSats, e pretende chegar a 250 unidades até 2026.
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Esses satélites são focados no Internet das Coisas (IoT), ou seja, eles vão permitir que sensores e dispositivos — como medidores de água, rastreadores de gado, equipamentos agrícolas e sensores de temperatura — funcionem mesmo em áreas sem sinal de celular ou Wi-Fi.
Segundo o portal El País, a Sateliot já tem acordos com empresas como Telefónica e Amazon Web Services, e estima gerar uma receita anual de até 270 milhões de euros, podendo alcançar 1 bilhão de euros até 2030.
Apoio ao projeto IRIS²: a resposta da Europa à Starlink
Esse movimento também está ligado ao IRIS², um projeto da União Europeia que pretende criar uma rede própria de satélites para comunicações seguras, conectividade rural e serviços militares. O programa prevê um investimento público e privado de 10 bilhões de euros e deve começar a operar a partir de 2027.
Com o apoio à Sateliot, a Espanha quer garantir que empresas do país participem ativamente desse novo ecossistema espacial. De acordo com Xataka e El País, a constelação da Sateliot pode ser usada para integrar e complementar os serviços do IRIS².

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