Projeto bilionário promete transformar a mobilidade entre Santos e Guarujá com a primeira travessia submersa do Brasil, incluindo passagem para veículos, pedestres, ciclistas e VLT em uma ligação seca inédita sob o canal do Porto de Santos.
A Autoridade Portuária de Santos autorizou a abertura de uma conta temporária e exclusiva para concentrar os recursos públicos destinados ao Túnel Santos-Guarujá, projeto inédito no país que criará uma ligação seca de 1,5 km entre as duas cidades, incluindo 870 metros submersos sob o canal do porto.
Tratada há décadas como uma das principais demandas da Baixada Santista, a obra prevê circulação de veículos, pedestres, ciclistas e VLT, além de reduzir gradualmente a dependência do sistema de balsas que hoje concentra parte significativa da travessia entre Santos e Guarujá.
Conta exclusiva garante recursos para o túnel Santos-Guarujá
A abertura da conta atende a exigências de governança apontadas pelo Tribunal de Contas da União, que solicitou mecanismos mais rígidos de controle sobre os valores federais destinados ao empreendimento, especialmente após discussões sobre a gestão financeira da futura ligação seca.
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De acordo com a APS, a medida garante que os recursos permaneçam vinculados exclusivamente ao projeto, enquanto a conta temporária ficará restrita às movimentações relacionadas diretamente à construção e à estrutura operacional do túnel.
“Essa iniciativa visa assegurar a transparência e a correta governança dos valores destinados à construção da ligação seca”, afirmou Anderson Pomini, presidente da APS.
Além disso, o dirigente declarou que o aporte público permanecerá protegido para utilização exclusiva nas obras de infraestrutura portuária, reforçando o modelo de fiscalização compartilhada entre os órgãos envolvidos na execução financeira do projeto.
Com a conta já ativa, a próxima etapa será a criação de um instrumento conjunto de prestação de contas entre União e Governo de São Paulo, conforme determinação apresentada pelos órgãos de controle responsáveis pelo acompanhamento do empreendimento.
Como será o primeiro túnel submerso do Brasil
O túnel imerso foi projetado para receber três faixas por sentido, além de espaço exclusivo para o VLT e áreas destinadas a pedestres e ciclistas, ampliando a integração da mobilidade urbana entre os dois municípios da Baixada Santista.
Ao mesmo tempo, a nova estrutura pretende reduzir gargalos históricos da travessia e impactar diretamente a logística do Porto de Santos, já que a conexão permanente entre as margens do canal poderá reorganizar deslocamentos urbanos e operacionais na região portuária.
Depois da homologação do processo de concessão em 2025, o contrato da PPP foi oficialmente assinado em 2026, consolidando uma das maiores iniciativas de infraestrutura urbana e portuária previstas para o litoral paulista nos próximos anos.
Responsável por vencer o leilão da concessão, a Mota-Engil ficará encarregada da execução e operação do sistema dentro do modelo estabelecido pelo poder público e pelos órgãos responsáveis pela parceria.

Investimento atualizado e cronograma da obra
Embora o título cite R$ 4,2 bilhões, o site oficial do projeto apresenta valor atualizado de R$ 6,8 bilhões em investimentos, consolidando a obra como uma das maiores intervenções de mobilidade e infraestrutura previstas atualmente no estado de São Paulo.
Já o cronograma público registra aporte de R$ 5,13 bilhões, dividido entre o Governo de São Paulo e a União, com participação aproximada de R$ 2,7 bilhões para cada uma das partes envolvidas no financiamento.
Neste momento, o projeto segue na fase de elaboração técnica, desenvolvimento de estudos complementares e preparação operacional para o início das intervenções previstas no cronograma oficial apresentado pelas autoridades responsáveis pela futura travessia submersa.
Segundo o planejamento divulgado, as obras iniciais devem começar em 2027, incluindo mobilização de canteiros, dragagens preliminares e construção da doca seca, estrutura considerada essencial para a fabricação dos módulos utilizados na implantação do túnel.
Na sequência, a produção dos módulos de concreto deverá ocorrer em 2028, enquanto as etapas de imersão e montagem aparecem previstas para 2029, antecedendo a fase final de sistemas operacionais e testes técnicos programados para o ano seguinte.
A operação comercial do Túnel Santos-Guarujá está prevista para 2031, período em que a ligação seca deverá funcionar como alternativa permanente às balsas e aos trajetos rodoviários mais longos utilizados atualmente entre as duas cidades.

Uma curiosidade. Esse valor apresentado já inclui o que os governos e superiores das obras embolsam pra si próprios? 😕
Prefiro que devolvam a nossa água, pois os moradores estão sem água há muito tempo e ninguém faz nada. Ficam se concentrando nesse túnel enquanto as famílias no Guarujá nem água tem!
Noticia nova hein???