Santa Catarina é líder nacional em 12 cadeias produtivas do agronegócio e está entre os cinco maiores produtores do Brasil em mais de 50 segmentos, segundo a segunda edição do Mapa do Agronegócio Catarinense, elaborado pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina. O estudo será lançado na quinta-feira (28) em Florianópolis e reúne dados do IBGE, Ministério do Trabalho, Receita Federal e MDIC. Desde 2024, Santa Catarina conquistou quatro novos selos de Indicação Geográfica concedidos pelo INPI.
Santa Catarina produz de tudo, e em muitos casos produz mais do que qualquer outro estado do Brasil. O Mapa do Agronegócio Catarinense 2026, elaborado pela FACISC, confirma a liderança do estado em 12 cadeias produtivas nacionais, com destaque para maçã, carne suína, peixes, ostras, vieiras e mexilhões, tecidos de malha e esquadrias de madeira. Segundo informações divulgadas pelo portal da NSC, o levantamento mostra que Santa Catarina não apenas lidera em produtos primários, mas também em segmentos de maior valor agregado como confecção, tingimento de tecidos, conservas de peixes e artefatos de cordoaria.
O estudo será lançado na quinta-feira (28) na sede da FACISC em Florianópolis e amplia o alcance metodológico da primeira edição com estimativas para todos os estados brasileiros. A base de dados inclui informações do IBGE, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, do Ministério do Trabalho e da Receita Federal, cruzando produção, emprego, número de empresas e comércio exterior. A novidade desta edição é a inclusão do ecossistema de startups do agronegócio, em parceria com a Associação Catarinense de Tecnologia.
As 12 cadeias em que Santa Catarina lidera o Brasil

A lista de lideranças nacionais de Santa Catarina é diversificada e atravessa setores que vão do campo à indústria. O estado é o maior produtor brasileiro de maçã, carne suína, peixes diversos, ostras, vieiras e mexilhões, sementes de moluscos e conservas de peixes. Na indústria têxtil, lidera em confecção, tingimento de tecidos e tecidos de malha. Na cadeia da madeira, domina esquadrias e artefatos, além de artefatos de cordoaria.
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Essa diversidade é o que diferencia Santa Catarina de estados que dependem de uma ou duas commodities. Enquanto Mato Grosso lidera em soja e Minas Gerais em café, o agro catarinense distribui sua força em dezenas de segmentos, o que reduz a vulnerabilidade a crises setoriais e oscilações de preço. A presença forte da agricultura familiar, combinada com agroindústrias de grande porte como BRF e Aurora, cria um ecossistema produtivo que poucos estados conseguem replicar.
O peso da agroindústria e dos serviços no agro de Santa Catarina
O Mapa do Agro 2026 deixa claro que o agronegócio de Santa Catarina vai muito além da produção primária. Setores como alimentos processados, papel e celulose, madeira e móveis, máquinas e equipamentos, logística e armazenagem fazem parte da cadeia produtiva catarinense e respondem por uma fatia crescente do valor gerado pelo agro no estado.
Lenoir Broch, diretor de Ferrovias e Agronegócio da FACISC, definiu o setor como “um sistema amplo, integrado e altamente diversificado que conecta campo, indústria, serviços e comércio”. A integração entre produção primária e transformação industrial é o que permite que Santa Catarina exporte não apenas matéria-prima, mas produtos com maior valor agregado, como carnes processadas, conservas e alimentos prontos para consumo.
Os quatro novos selos de Indicação Geográfica
Desde 2024, Santa Catarina conquistou quatro novos selos de Indicação Geográfica concedidos pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Esse mecanismo certifica qualidade, tradição e características únicas de produtos regionais, funcionando como uma garantia de origem que agrega valor comercial e diferencia o produto catarinense no mercado nacional e internacional.
As Indicações Geográficas protegem produtos que têm vínculo direto com o território onde são produzidos, como vinhos, queijos, frutas e moluscos. Para Santa Catarina, que já liderava em produção de ostras e mexilhões, a certificação reforça a reputação e abre portas para mercados que exigem rastreabilidade e garantia de procedência.
O gargalo logístico que freia o agro de Santa Catarina
Apesar dos números impressionantes de produção, Santa Catarina enfrenta um problema que limita sua competitividade: o escoamento. A matriz de transporte do estado ainda é concentrada em rodovias, o que eleva custos, aumenta a variabilidade de prazos e reduz a eficiência operacional para produtos que precisam chegar ao porto ou ao mercado consumidor com rapidez e previsibilidade.
Broch apontou a ferrovia como eixo estruturante para resolver esse gargalo, argumentando que trilhos reduzem o custo por tonelada, ampliam a capacidade logística e dão maior previsibilidade ao fluxo de cargas. O estudo da FACISC também cruza dados de produção e despachos de exportação para identificar distorções entre municípios produtores e zonas alfandegárias. A liderança em 12 cadeias produtivas é consolidada por dados da FACISC que revelam que parte da riqueza gerada no campo de Santa Catarina é contabilizada em outros estados por causa de rotas logísticas ineficientes. A ambição é que a liderança nas 12 cadeias se traduza em receita efetiva para os municípios produtores.
Você sabia que Santa Catarina lidera o Brasil em 12 cadeias do agronegócio, da maçã à ostra? Qual produto catarinense mais surpreende você? Conta nos comentários.

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